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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 17 de janeiro de 2018

Brasileiro planejou ser preso na Venezuela

Brasileiro planejou ser preso na Venezuela

Depois de ser solto, Jonatan revelou que não foi agredido na prisão, mas que sofreu violência psicológica, com diversas ameaças.

Jornal Destak - 11/01/2018 - 00:01:47

O brasileiro Jonatan Moisés Diniz, que ficou 11 dias detido em Caracas, anunciou ontem que sua prisão foi planejada para chamar a atenção do mundo para a situação das crianças na Venezuela. O designer de 31 anos mora nos Estados Unidos e atua na ONG Time to Change the Earth (Hora de mudar a Terra).

"O que eu vou falar aqui é bomba", disse Jonatan no começo do vídeo em que fez a revelação. "Se eu fui pra lá e fui preso é porque eu incitei ser preso. Eu planejei ir para a Venezuela, chamar atenção e ser preso", completou.

Jonatan foi preso em Caracas, no fim de 2017, acusado de trabalhar para desestabilizar o governo de Nicolás Maduro. Após interferência do governo brasileiro e forte pressão internacional, a Venezuela liberou o brasileiro e o enviou de volta aos EUA.

Depois de ser solto, Jonatan revelou que não foi agredido na prisão, mas que sofreu violência psicológica, com diversas ameaças.

A ONG Time to Change the Earth afirmou que não participou da decisão de Jonatan e, por isso, "não aprova e nem desaprova" a estratégia do brasileiro.

"Eu fui pra cadeia porque queria, justamente para acontecer essa repercussão, pra vocês prestarem atenção que tem crianças morrendo de fome lá. Sozinho, minha voz não teria poder para chegar a essa gente e tentar salvar essas crianças", afirmou Jonatan, que contou que sua ex-namorada era a única pessoa que sabia do seu plano para ser preso.

Críticas

A Comissão de Direitos Humanos da OAB de Balneário Camboriú, cidade da família de Jonatan, divulgou nota ontem criticando sua postura. "Foi uma atitude egoísta, vaidosa, irresponsável, desnecessária e desrespeitosa com centenas de pessoas dos dois países que, anonimamente, envidaram esforços para preservar sua integridade física, e obter sua libertação", afirmou a nota.

O Movimento Brasil Livre (MBL), que fez campanha por sua liberação, também criticou a ação e o chamou de "charlatão desonesto" e "arrogante".

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