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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 17 de janeiro de 2018

Estilista produz roupas sob medida para portadores de nanismo

Estilista produz roupas sob medida para portadores de nanismo

Conheça as irmãs com nanismo que montaram loja de miniaturas. A Atriz Juliana Caldas fala sobre participação na novela 'O Outro Lado do Paraíso'.

C/ Pequenas Empresas, Grandes Negócios- Foto: Reprodução - 00/00/0000 - 21:53:41

Além do preconceito, o portador de nanismo enfrenta outros problemas que poderiam ser resolvidos se mais empresários investissem nesse nicho de mercado.

A atriz Juliana Caldas conta que roupas são difíceis de encontrar. “A gente tem o tamanho da criança, mas a gente não tem o corpo da criança, então sempre que a gente compra uma calça, tem que adaptar o tamanho e a cintura”, conta Juliana.

A estilista e empresária Carina Casucelli investiu nesse mercado. Ela faz roupas sob medida para portadores de nanismo e já se prepara para abrir um e-commerce. Um desfile de modas com modelos portadoras de nanismo.

Na verdade ela começou com um projeto manifesto. "Quando eu era estudante de moda em 1998. Em 2011 me formei e meu trabalho de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) era para falar sobre a democracia dos corpos: entrava todas as mulheres, todos os tipos de beleza”.

A proposta é simples, Carina produz as roupas e faz um desfile com uma média de 130 modelos. Durante o evento, as clientes escolhem o modelo e ela faz sob medida. Carina vende, em média, dez peças de cada look e os preços variam: R$ 60, as saias com armações, e R$ 120 os vestidos. O faturamento ela não quis revelar.

Segundo especialistas, 400 é o número de tipos de nanismo no mundo. O resultado é que o mercado não se anima para produzir tantos modelos diferentes, e para quem tem nanismo, sobram duas opções: ou compra roupa de criança e se adapta ao estilo, ou manda fazer um modelo especifico, geralmente mais caro.

“A gente tem que cortar adaptar para gente porque a calça, a gente tem cintura de uma estatura normal, mas o tamanho não. Então não consigo comprar uma calça de criança”, conta Juliana.

Uma pessoa com nanismo tem entre 70 centímetros e 1,40 metro de altura, com muitas variações de cintura, pernas e braços. Em todo mundo há o registro de 250 mil portadores. A estilista Carina Casuscelli calcula que no Brasil sejam 20 mil. Parece pouco, mas é um mercado que pode e deve ser explorado.

"Se você trabalhar com peças mais fluidas, com amarrações especiais, em tecidos com elastano, é muito mais acessível", afirma a estilista.

Irmãs empreendedoras

Os portadores de nanisno são uma parcela significativa da sociedade que consome, empreende e que quer ser reconhecida também por seu talento, inclusive para empreender.

A atriz Juliana Caldas está dando um show na novela 'O Outro Lado do Paraíso', de Walcir Carrasco. E, por tabela, ela também mostra para o Brasil que portadores de nanismo merecem respeito.

“A visibilidade que a novela dá é uma visibilidade geral, eu acho, a gente está conseguindo ser visto pelo menos. As pessoas estão entendendo que existem pessoas com essa dificuldade”, diz a atriz.

O PEGN deste domingo (31) mostrou duas portadoras de nanismo que são empreendedoras. A loja de Mila e Adriana Poci Cabral, parece uma casinha de bonecas, com 32 metros quadrados, que vende miniaturas. As donas fizeram do negócio um marketing de sucesso.

"A gente estava procurando um comércio, não tinha muita experiência no ramo, e pensamos, tem que ser alguma coisa com a qual a gente se identifique. Que é uma grande dica para quem está começando, uma coisa com qual você tenha intimidade. Aí miniaturas. Miniaturas que vendem miniaturas. Virou o charme da loja”, conta Mila PociCabral.

Elas investiram o equivalente hoje a R$ 20 mil, em mobiliário e estoque. Mas o desafio foi achar produtos. Elas foram para o exterior buscar fornecedores e inspiração.

Aos poucos, elas garimparam mais de 15 mil itens, entre eles: presentes, brinquedos, réplicas de moveis antigos e animais. São obras de arte pequenas e perfeitas. A maioria das miniaturas é importada. Os preços variam de R$ 5 a R$ 380. Em geral, os clientes compram para colecionar ou decorar a casa.

As empresárias vendem 250 peças por mês. Mas não revelam o faturamento.

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