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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 18 de janeiro de 2022

A pergunta que não quer calar: Daqui em diante, quem ainda acredita em Jair Bolsonaro?

A pergunta que não quer calar: Daqui em diante, quem ainda acredita em Jair Bolsonaro?Foto:

Paulo Guedes colocou a máscara para não sentir o fedor das mentiras

Carlos Newton-tribuna Da Internet - 24/04/2020 - 18:58:15

Foi uma apresentação muito longa e decepcionante, notava-se que Onyx Lorenzoni está quase pegando no sono. Ao final, os ministros da ala militar puxaram palmas protocolares, mas a maioria não seguiu a onda e o ministro da Economia, Paulo Guedes, o próximo a ser detonado, até preferiu colocar defensivamente as mãos nos bolsos. Aliás, era o único que usava a máscara preventiva e nem se deu ao trabalho de colocar paletó e gravata para a grotesca cerimônia, parece estar mesmo de saída.

Bolsonaro mostrou quem realmente é. Não se comporta como um militar, atua como uma espécie de “Duas Caras”, o personagem caricato que tenta matar o Batman.

MENTIRA BIZARRA – Depois dessa apresentação em “stand up comedy”, se alguém ainda acreditava nele e julgava que se tratava de um homem de caráter, certamente perdeu as esperanças, a não ser que seja mais desequilibrado do que o presidente da República.

A injúria que assacou contra então o ministro da Justiça e Segurança Pública é uma mentira bizarra, de pernas curtas e bambas, que não consegue se sustentar. Pensem bem. Somente um néscio consegue acreditar que Moro pudesse ter feito ao presidente Bolsonaro essa proposta de exigir que Mauricio Valeixo fosse mantido na direção-geral da Polícia Federal até novembro, para em contrapartida Moro ser então nomeado para o Supremo, quando sai a vaga.

Na versão delirante de Bolsonaro, que adora uma teoria conspiratória, Moro teria ligado uma coisa à outra de maneira insustentável.

BASTAVA TER DITO… – No entanto, se Moro realmente quisesse chantagear o presidente com essa jogada ignóbil, bastava ter dito: “Tudo bem, vamos demitir Valeixo, mas o Senhor me garante a nomeação para o Supremo em novembro”. Era muito mais simples, rápido, seguro, fácil e eficiente. Mas o criativo Bolsonaro resolveu ligar uma coisa à outra, em termos de datas.

Pensem bem. Afinal, o que Moro ganharia se Valeixo fosse mantido até novembro? Note que o próprio Bolsonaro desmentiu essa versão, ao afirmar por três vezes que desde janeiro Valeixo queria sair da função na Polícia Federal.

Se o delegado Valeixo queria largar a direção-geral, como Bolsanaro insistiu tanto em proclamar, como e por que Moro pretenderia obrigá-lo a ficar no cargo. Isso não faz o menor sentido. Ou, “non ecziste!”, como diria Padre Quevedo.

CONVERSA DE MALUCO – É uma conversa tão idiota quanto o próprio presidente, capaz de reunir o ministério para atacar um homem honrado, que tanto fez pelo país, ao contrário do capitão, que durante 27 anos foi um deputado omisso, tornou-se milionário com as “rachadinhas” e fez da política um meio de vida para os filhos irresponsáveis.

O que ele demonstrou, nesse melancólico final de tarde, é que se trata de um presidente tão audacioso, ardiloso e perigoso, a ponto de se julgar capaz de mentir num pronunciamento à nação, em assunto de tamanha gravidade, pensando (?) que alguém possa acreditar numa maluquice dessas.

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P.S.
– Ao ex-ministro Sérgio Moro, pedimos desculpas eternas por termos votado em Jair Messias Bolsonaro. Jamais poderíamos imaginar que ele caísse a tal ponto de baixeza. De Messias ele não tem nada . (C.N.)

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