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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 02 de julho de 2022

Advogados escolhem nova gestão na OAB. "Nível baixo na campanha"

Advogados escolhem nova gestão na OAB. Foto:

Votação marcada para amanhã definirá o próximo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal. Quatro chapas disputam o principal cargo da entidade que representa mais de 32 mil profissionais da área

Por Pedro Grigori Especial Para O Correio - 28/11/2018 - 08:06:02

Mais de 32 mil advogados com inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB/DF) escolhem amanhã as chapas que ocuparão cargos no Conselho Seccional, na Diretoria, nas Subseções e na Caixa de Assistência dos Advogados. Disputam a Presidência Jacques Veloso, pela chapa Quem Sabe Faz a Ordem; Délio Lins, pela Independência na Ordem; Max Telesca, da Somos Todos OAB; e Renata Amaral, da Ordem Democrática.

Jacques Veloso é secretário-geral da Ordem e teve o nome lançado sob a bênção do ex-presidente da OAB/DF e governador eleito do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Com 43 anos de idade e 16 na entidade, Jacques é fundador do escritório Veloso de Melo Advogados e pretende levar à frente projetos para que advogados recém-formados e com dificuldades de acesso ao mercado de trabalho consigam ingressar em escritórios ou abrir o próprio negócio.

Em oposição, aparece o grupo liderado por Délio Lins, lançado com o apoio de Francisco Caputo, que presidiu a OAB/DF entre 2010 e 2012, após vencer Ibaneis na disputa pelo cargo. Um das principais propostas do advogado é desvincular a Ordem de partidos políticos e interesses partidários. Para a chapa, um marco será o Portal da Transparência com livre acesso da categoria às informações sobre como o dinheiro dos advogados está sendo gasto.

A terceira chapa é encabeçada por Max Telesca e tem como principal ponto a renovação da OAB/DF. Entre as principais propostas, defende a anuidade zero para iniciantes, apoio aos advogados recém-formados por meio da criação de coworking/escritório modelo e piso e salários dignos para a categoria. Advogado há 21 anos, Max é presidente do Instituto de Popularização do Direito (Ipode), que busca simplificar a linguagem do direito para a população mais carente.

Outro grupo que se apresenta como opção de renovação é o de Renata Amaral. O objetivo é investir em maior participação feminina nos espaços políticos e institucionais. A equipe é composta, majoritariamente, por mulheres nos cargos principais. Entre os apoiadores da candidatura está a ativista Maria da Penha, que dá nome à lei que pune a violência contra a mulher. A chapa é favorável também ao resgate da OAB como instituição inserida nas discussões políticas e sociais e vinculada ao enfrentamento das violências de gênero, incluindo assédio sexual e moral nos escritórios e tribunais.

Obrigatório

O voto é obrigatório a todos os membros da OAB/DF sob pena de multa de 20% da anuidade. Os advogados precisam acessar o site da Ordem para confirmar o local de votação e podem conferir a composição das quatro chapas distritais e das chefias para as 11 subseções do Distrito Federal. As urnas ficarão abertas das 9h às 17h no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e nas subseções de Brazlândia, Ceilândia, do Gama e Santa Maria, Guará, Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo, Paranoá, de Planaltina, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga. A apuração começa amanhã às 19h. Integrantes da entidade em situação irregular com a Tesouraria não poderão votar.

Os candidatos

Jacques Veloso

» Chapa 10 — Quem sabe faz a Ordem

» Vice-presidente: Thais Zuba

Délio Lins

» Chapa 20 — Independência na Ordem

» Vice-presidente: Cristiane Damasceno

Max Telesca

» Chapa 30 — Somos Todos OAB

» Vice-presidente: Renata Vilas-Boas

Renata Amaral

» Chapa 40 — Ordem Democrática

» Vice-presidente: Maria Hernandez

DF »"Nível baixo na campanha"


Sucessor de Ibaneis Rocha (MDB) à frente da Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB/DF), Juliano Costa Couto foi o entrevistado de ontem do CB.Poder — parceria do Correio com a TV Brasília. As eleições para a Presidência da entidade estão marcadas para amanhã, mas Juliano preferiu não concorrer novamente para se recuperar de um câncer e se dedicar à família e ao escritório. O advogado ainda comentou sobre a possibilidade de assumir um cargo no novo governo e criticou a denúncia de corrupção apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra ele. “Não tenho dúvida de que vivemos um ambiente de criminalização de advogados. Acho que fui incluído nisso”, declarou.

O senhor considera ocupar uma secretaria ou algum cargo no governo de Ibaneis Rocha (MDB)?

Ibaneis e eu temos uma relação de trabalho conjunto, de mãos dadas. Fizemos essa gestão quase que um mandato de seis anos, nós dois. Entendo que ele está fazendo escolhas muito bem-feitas, com pessoas técnicas e nas composições políticas. Dizemos que, na política, quem se acelera come cru. Mas estarei sempre ao lado de meu amigo Ibaneis, torcendo pelo sucesso do governo dele, inclusive, no ano de 2019, dando as minhas contribuições informais e, em 2020, 2021, 2022, se houver necessidade e disponibilidade, vamos conversar para ver onde seria melhor aproveitada uma colaboração, se ela vier a existir.

Diante do clima quente da campanha à Presidência da OAB/DF, como colocar as coisas no eixos para manter a disputa dentro de bases republicanas?

Temos uma comissão eleitoral nomeada pela Ordem. O presidente, nomeado pela minha gestão, é o mesmo das outras duas eleições, o doutor Perdiz. Ele é experimentado, e a comissão também é feita por advogados respeitados. Eleições têm muita disputa, inclusive na Justiça. De advogados, é da mesma forma. Nesta eleição, fomos surpreendidos, talvez em níveis ainda maiores do que nas eleições anteriores, com o que é chamado de fake news. São vídeos apócrifos, que agridem e manipulam fatos e escondem verdades, que estão, sim, presentes na eleição da Ordem. Alguns são até contra a minha pessoa. Brinco que virei a Geni das eleições, mas a gente enfrenta isso com muita sabedoria.

Que tipo de fake news tem circulado e o que tem sido feito para combatê-las?

Existem fake news que mencionam, por exemplo, uma situação jurídica que ando enfrentando, de uma acusação covarde cuja denúncia foi apresentada em São Paulo. Eu não era testemunha e, aqui, fui incluído na ação. Esse processo não foi recebido ainda e tenho certeza de que não será. (As pessoas) Colocam como se tivesse havido um avanço nessa ação e ainda falam sobre os números da gestão da seccional de forma manipulada. A Caixa de Assistência (dos Advogados), que é um órgão do sistema OAB, funciona para auxiliar advogados em situação de miséria, que demonstrem patologia. A mulher, quando está grávida, recebe anuidade de graça, e isso aconteceu em dois casos muito concretos. Inclusive tentaram replicá-lo aqui no Correio Braziliense e em outro veículo da cidade, mas, aqui, houve um jornalismo sério e compromissado, que entendeu que não havia nada a ser noticiado.

O senhor chegou a ser denunciado pelo Ministério Público por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O que aconteceu nesse episódio?

Como acontece com todo advogado do DF e do Brasil, fui procurado por um assessor jurídico de Joesley Batista, e ele (assessor) queria que eu ingressasse em uma causa de alta complexidade de natureza criminal. Não faço esse tipo de serviço. Indiquei um advogado chamado Willer Tomaz. À época, ele advogava para diversos políticos e empresários, uma banca reconhecida nesse tipo de atividade. Fiz a indicação e a aproximação de Joesley e do assessor com ele. Os três tiveram uma reunião, estabeleceram os honorários e, dali em diante, eu não participei mais. Não recebi nenhum tipo de repasse financeiro pela indicação. Tenho absoluta tranquilidade disso. Não tenho receio algum de tratar desse assunto. Fui incluído nessa ação depois de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo. Às vezes, vem à cabeça: qual foi o verdadeiro interesse de me incluir? Não tenho dúvida de que vivemos um ambiente de criminalização de advogados. Fico comovido com as diversas mensagens de solidariedade que tenho recebido.

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