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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 16 de dezembro de 2018


Álcool é a morte servida em pequenas doses

Álcool é a morte servida em pequenas doses

Em nenhum outro país civilizado se vê a permissividade que temos com relação à bebida.

Por Ari Cunha - Visto, Lido E Ouvido - Com Circe Cunha - 11/03/2018 - 22:27:30

Ditado antigo e conhecido diz que a união faz a força. No caso específico da Lei do Silêncio, o que temos de fato é a união de deputados distritais com os proprietários de bares e similares para forçar a alteração dos níveis de decibéis produzidos por esses estabelecimentos, impondo a todos aqueles que querem e têm o direito de repousar em paz à noite a algazarra irresponsável e inoportuna desses estabelecimentos.

É preciso que a população da capital, principalmente aqueles que se importam com o futuro da cidade e da sua gente, comece, desde já, uma ampla campanha visando alertar os mais jovens para os perigos do consumo de bebidas alcoólicas, que no Distrito Federal já alcançou níveis de epidemia. Basta circular pelas quadras residenciais e pelos points das regiões administrativas para verificar que, na falta de outras opções e mesmo de outros exemplos, nossos jovens afundam, cada vez mais cedo, na bebida.

Praticamente parece não existir outro programa de fim de semana que não seja ir a bares, encher a cara. Não se vê, em lugar nenhum, propaganda ou campanha que alerte para o grande perigo provocado pelo álcool. Hospitais, delegacias, clínicas de psicologia e mesmo cemitérios estão cada vez mais repletos de jovens que adoecem, matam no trânsito, morrem em brigas, enlouquecem e perdem a vida devido ao consumo de bebidas. Fato estarrecedor é notar hoje o grande número de estabelecimentos que vendem bebidas perto das faculdades.

Nos intervalos das aulas noturnas, é possível encontrar mais jovens sentados nos bares da redondeza do que nas salas de aula. Às sextas-feiras, é possível verificar que, por volta das 21h, a quase totalidade dos alunos das principais faculdades já migraram direto para os bares próximos, onde o consumo de álcool ganha ares de competição.

Bebe-se muito. Bebe-se de tudo. Misturas exóticas e bebidas altamente fortes são consumidas como se fossem água. Nenhuma autoridade tem tido a coragem, até agora, de vir a público denunciar, alto e bom som, que estamos inertes a esse problema. Continuamos indiferentes, como se esse não fosse um problema nosso, de cada um de nós.

Ao aceitarmos placidamente esse estado de coisas, estamos, conscientemente, criando um enorme problema para nós mesmos, alimentando um futuro que, com certeza, não suportaremos viver. Nossos melhores e mais jovens cidadãos, aqueles que herdarão os destinos desta cidade e continuarão nosso trabalho adiante, estão sendo envenenados bem debaixo de nossos olhos e não fazemos nada.

Em nenhum outro país civilizado se vê a permissividade que temos com relação à bebida. A alteração dos níveis de barulho da nova Lei do Silêncio já fala por si. Estão gritando em nossos ouvidos, mas por trás de toda essa triste agitação. Há vozes pedindo socorro e ninguém parece escutar.

A frase que não foi pronunciada

“Quem se vangloria de beber cinco doses de vodcas, de uísque ou 10 latinhas de cerveja sem ficar bêbado já demonstra sinais de dependência porque pode expor o organismo a grandes volumes sem alterar o comportamento.”

Ronaldo Laranjeira, em entrevista a Dráusio Varela 
(veja a entrevista no blog do Ari Cunha)

Visitantes
» Uma comitiva de 12 ministros do Caribe visita a Embrapa Hortaliças do Gama nesta terça-feira. Um equipamento de simulação climática será o centro das atenções. Trata-se de uma câmara que mostrará o comportamento das plantas em condições climáticas extremas. A visita faz parte de uma agenda de sete dias organizada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), que percorrerá Brasil e Argentina. Mais informações no blog do Ari Cunha.

Caesb
» Na pista de passagem da L4 norte para chegar à N2, uma obra mal-acabada no asfalto, numa curva, estava completamente sem sinalização à noite e no início da manhã, o que assustou os motoristas que passavam por ali. Dias antes parecia ter estourado algum cano 
de esgoto nesse mesmo local.

Contribuição
» O servidor público está liberado, mas médicos e jornalistas continuam com a contribuição sindical subtraída do contracheque.

História de Brasília

O deputado Lúcio Cardoso, manhosamente, está tramando a volta do Congresso ao Rio. É uma ideia infeliz, triste, impatriótica e lamentável. A alegação de que o Congresso não vai ter número no período pré-eleitoral é infantil e destituída de qualquer fundamento.(Publicado em 17.10.1961)

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