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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 02 de julho de 2022

Alexandre Baldy não deve aceitar o convite para a Secretaria de Transportes do DF

Alexandre Baldy não deve aceitar o convite para a Secretaria de Transportes do DFFoto:

Ainda falta um bom nome para desarmar a bomba do transporte

Por Ana Maria Campos - Eixo Capital/foto: Tânia Rêgo/agência Brasil - 01/12/2018 - 09:19:01

O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, não deve aceitar o convite para a Secretaria de Transportes do DF. A proposta partiu do governador eleito Ibaneis Rocha, com a simpatia da deputada Celina Leão (PP). Ele já sinalizou que deve ir para São Paulo. Agora Ibaneis precisa encontrar alguém arrojado, com viés jurídico e habilidade em negociações. Terá de desarmar uma grande bomba: refazer a licitação do transporte público coletivo do DF. Terá de consertar o avião em pleno voo, para não deixar passageiros prejudicados. Uma missão assim não cabe em qualquer perfil, por mais que o próprio Ibaneis esteja disposto a tratar do assunto diretamente. O Tribunal de Justiça do DF deu um prazo de um ano para a realização de uma nova concorrência. O governo pode recorrer a tribunais superiores, mas a dúvida sempre vai persistir, o que pode prejudicar os investimentos e a operação das concessionárias.

Do limão uma limonada

A determinação judicial de promover uma nova licitação para o transporte público pode ser para Ibaneis o que significou para Rodrigo Rollemberg a ordem de desobstruir a orla do Lago Paranoá. Pode ser um desgaste ou pode se tornar uma boa ação de governo, a depender da condução do problema.

Sem vacilos

A vitória de Délio Lins e Silva Junior na presidência da OAB/DF é um sinal para Ibaneis Rocha. A retumbante vitória nas urnas, com 70% das intenções de voto, precisa ser cultivada todos os dias. Não se pode vacilar.

Outro preferido

Não dá para esconder que Ibaneis Rocha entrou na campanha para a OAB/DF e pediu votos para Jacques Veloso. Mas o candidato in pectore do governador eleito sempre foi o criminalista Cleber Lopes, que só não concorreu num acordo com o atual presidente, Juliano Costa Couto, que apostou em Veloso.

Ex-subsecretário de Saúde também foi alvo da Operação Conexão Brasília

Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão e prisão preventiva decretados pela justiça, está o ex-subsecretário de Administração-geral da Secretaria de Saúde José de Moraes Falcão. Era o responsável pelos contratos na gestão de Rafael Barbosa. Foi também subsecretário de Ordenamento das Cidades da Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth) e chefe de gabinete da presidência do Sebrae Nacional.

Estarrecedor

No pedido de medidas cautelares da Operação Conexão Brasília, os promotores de Justiça da forca-tarefa de combate à corrupção na saúde escreveram: “O estarrecedor é comprovar que enquanto as pessoas que necessitam do SUS morrem nas filas dos hospitais públicos por infecções, por superlotação ou por falta de remédios, cirurgias ou de leitos hospitalares, os responsáveis pelas compras na SES pautam suas escolhas por quem lhes oferece vantagens ou propina”.

Muito trabalho para o TCDF

Os investigados na Operação Conexão Brasília respondem a várias pendências no Tribunal de Contas do DF. O ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa tem 44 processos. Elias Miziara, adjunto de Barbosa que depois assumiu a titularidade quando ele se desincompatibilizou em 2014 para concorrer às eleições a deputado federal, é alvo de 16. Já o ex-subsecretário de Administração-geral José de Moraes Falcão responde a 12.

À QUEIMA-ROUPA


Deputado distrital reeleito Robério Negreiros (PSD)
Está disposto a concorrer à Presidência da Câmara? Por quê?

O Brasil deixou evidente que quer experimentar novas propostas políticas. Esse é um momento de deixar o povo ouvir às novas vozes do Parlamento. Ou seja, esse debate sobre a Presidência da Câmara Legislativa não pode ser feito com açodamentos. É preciso deixar fluir novas ideias para a construção de um outro Distrito Federal e eu acho que contribuo mais em outras posições dentro do Parlamento.

Acha que o próximo presidente pode ser um novato?

Todos os 24 deputados eleitos têm legitimidade para se candidatarem ao cargo.

Como será o seu papel no próximo mandato? Oposição ou base?

Meu papel é a defesa do Distrito Federal e da nossa gente. O que for bom para todos, sou favorável. O que for desmando ou equívocos, sou contrário. Confesso que admiro a disposição e a garra do novo governador.

Acredita que Ibaneis conseguirá reduzir impostos e aumentar salários? Como seria essa mágica?

Ele montou uma equipe de notórios e é um homem inteligente. Acho que, se ele disse que dá para fazer, é porque sabe como o fará. Até porque nossos servidores são uma categoria combativa. Os últimos governadores experimentaram altas taxas de rejeição exatamente porque não valorizaram nossos servidores. Quer dizer, se prometer e não cumprir, pode enveredar pelo mesmo caminho de Agnelo Queiroz e Rodrigo Rollemberg.

Acha que a LUOS será votada até o fim deste ano?

Acho que sim. A questão do ordenamento urbano é urgente. E essa não é uma visão personalíssima. Tenho escutado a população e é quase uma unanimidade a urgência dessa votação. O crescimento desordenado gera problemas sérios, como bolsões de miséria, desassistência do Estado e aumento da violência, somado à falta de segurança jurídica para que novos investimentos venham para o DF, impedindo a geração de emprego e renda.

Quais são os pontos mais polêmicos?

Como membro efetivo da Comissão de Assuntos Fundiários – CAF, sigo estritamente a orientação dos servidores técnicos da área de ordenamento territorial da CLDF. Meu cuidado será em evitar especulações imobiliárias. O interesse coletivo prevalecerá na condução do meu voto na CAF e em plenário.

Aposta no sucesso dos governos Ibaneis e Bolsonaro?

Todo cidadão tem de apostar. Torcer contra é querer que se perpetue esse estado caótico que estamos vivendo em todas as áreas: da saúde à mobilidade urbana. Não pode piorar. Temos de acreditar e ter esperança de que tudo vai melhorar daqui para frente e temos de contribuir firmemente para o sucesso dos bons projetos do próximo governo.

Qual é a sua opinião sobre o projeto Escola sem Partido?

Não sou a favor de exageros. Como pai e defensor da família, sou frontalmente contrário à catequização ideológica e da questão de gênero. Mas também não sou a favor do patrulhamento que tem sido feito de maneira descontextualizada. Os exageros, como o da escola com banheiro sem gênero, no Paranoá, devem ser tratados como exceção.

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