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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 17 de dezembro de 2018


Alsácia: Uma joia francesa que, em Colmar, reluz e nos seduz

Alsácia: Uma joia francesa que, em Colmar, reluz e nos seduz

Se ainda não conhece a Alsácia vale a pena visitar – ou revisitar – esta região fronteiriça entre França (sudeste), Alemanha (sudoeste) e Suíça (noroeste).

Por: André Rubim Rangel - Sapo / Imagem: Créditos Ft.a - 04/12/2018 - 08:49:19

Há fortes razões e atrações, rotas e roteiros, que devemos conhecer neste pedaço rico de terra, e de ricas terras, próximo de Portugal: rapidamente se chega a esta charmosa e apaixonante região, no leste francês. De destacar, particularmente, as cidades de Estrasburgo (com ligação aérea direta a Portugal) e de Colmar, a 30 minutos de comboio. E porque nos aproximamos do tempo de Natal, importa lembrar que as festividades natalícias na Alsácia são famosas a nível mundial.

A Alsácia é uma região muito peculiar e que tem muito a explorar: está bastante desenvolvida turisticamente, através de vários programas organizados e disponibilizados aos visitantes. Seja por percursos a cavalo, com cerca de 1.000 km de rotas; ou percursos pedonais, com larga oferta de 17.000 km, sobretudo nas densas Montanhas Des Vosges (tanto a Noroeste como a Sudoeste); ou ainda de bicicleta, com mais de 2.000 km de rotas específicas. Há também turismo de barco, com cruzeiros que podem obter a extensão de 184 km, entre França e Alemanha, atravessando a Alsácia. E ainda a rota dos castelos e cidades fortificadas – são 15 no total –, bem como a rota dos cerca de 60 parques naturais e jardins/jardins botânicos.

Já para não se referir uma das mais importantes rotas mundiais, a rota vinícola, ao longo de 170 km e com um milhar de produtores – com algumas vinhas centenárias –, sobressaindo em 92% as castas para vinho branco e apenas 8% para vinhos tinto e rosé (mais para consumo local). São de destacar os vinhos Riesling (para muitos considerada a melhor casta branca do mundo), as diferentes castas Pinot e os Gewurztraminer (vinhos frutados, florais e de especiarias, com aroma intenso) – todos ótimos e afamados –, entre outros.

COLMAR

O natural fascínio que esta comuna do Alto Reno suscita prende-se pelas velhas ruas calcetadas (do séc. IX) excelentemente bem conservadas e marcadas pelas exímias casas coloridas de enxaiméis medievais, do começo do Renascimento (muito típico na Alemanha e em territórios limítrofes ou re/colonizados pelos germânicos). Este deslumbramento espalha-se pelas suas várias ruas e monumentos, que podem ser percorridos por comboio turístico ou de barco, nos atraentes canais de Colmar (fazendo com que seja conhecida como a «Petite Venise»).

Falar desta vila (perto da fronteira alemã) é falar de pura beleza arquitetónica e paisagística, bem como de Bartholdi – o célebre escultor da Estátua da Liberdade, em Nova Iorque (aliás, há alguma sinalética no chão das ruas colmarianas a indicar a sua casa natal/museu). E quantos festivais internacionais de música ali se propiciam! Apreciar Colmar é deliciar-nos em cada um dos variados detalhes, ricos de História e de Cultura.

Ficam aqui algumas sugestões de visitas obrigatórias neste tesouro francês:

- A maior igreja, e a principal, que é a de São Martinho (estilo gótico), chamada de catedral pelos colmarianos – embora não seja (a velha praça central onde se localiza denomina-se, precisamente, de «Place de la Cathédrale»);

- A «Maison dês Tetes», datada de 1609 e com 106 cabeças humanas esculpidas na fachada, dando assim nome à casa. Atualmente, é um hotel e restaurante público, muito bem conceituados;

- A «Maison Pfister», construída em 1537 por Ludwig Scherer (um chapeleiro que fez fortuna), é um dos principais símbolos estéticos colmarianos pelo seu misto medievo-renascentista, com grandes varandins em madeira e sendo a fachada pintada com várias imagens bíblicas e figuras alegóricas;

- A pitoresca «Rue de la Poissonnerie» – e respetivo quarteirão – é extraordinária com a imensa fileira de casas de enxaimel diante do rio e que nele se reflete, numa margem possante e florida, em que a maioria das casas era de barqueiros e pescadores. Tal como os produtores de vegetais, transportavam os seus produtos pelo rio Lauch, em barcos de fundo chato (semelhantes às gôndolas venezianas);

- O Museu Unterlinden, situado num antigo convento dominicano (séc. XIII). Possui várias obras-primas fantásticas e não somente de artistas alsacianos, mas também de autores como Monet, Picasso e Renoir, ou Braque e Mathieu.

Eis outras localidades vizinhas – também muitíssimo belas, semelhantes e próximas a Colmar –, que merecem bem uma visita: Eguisheim, a 7 km (eleita mais que uma vez pelos franceses como sendo a sua cidade preferida, num concurso televisivo da France 2); Kaysersberg, a 11 km, e Riquewihr, a 15 km. A 33 km de Colmar, em Ungersheim, pode ser apreciado o Parque do Pequeno Príncipe (figura eternizada por A. Saint-Exupéry), com espaços de conhecimento e aventuras.

ESTRASBURGO

Estrasburgo é como que a capital europeia, onde se encontra o Parlamento Europeu, o Conselho da Europa e demais instituições europeias. Tem mais de 20 séculos de História e há ruas que demoraram bastante tempo a ser construídas, até por causa das interrupções das duas grandes guerras (como a «rue 22 de noviembre», por exemplo; já a «Grand’ rue» era a Via Romana que ligava a catedral de Estrasburgo a Paris, ao longo de 500 km ou mais, feita a pé ou a cavalo).

É enriquecida pela sua “grande ilha” (o centro histórico da cidade é todo rodeado pelo rio III – que banha a planície alsaciana –, e é unido por 16 pontes circundantes, a outras várias artérias), que elevou Estrasburgo a património mundial da Humanidade pela UNESCO há precisamente 30 anos. Esta entidade descreveu, na altura, a “grande ilha” como sendo “um bairro antigo que exemplifica o contexto de cidades medievais”. Portanto, uma cidade sobejamente cosmopolita e central.

Uma excelente forma de conhecer e percorrer o essencial de Estrasburgo é aventurar-se num passeio de barco pela empresa ‘Batorama’, ao longo de 1h10m. O embarcadouro fica a 150 metros da magnífica Catedral de Notre-Dame, com a sua fachada oeste impressionante e que dominam a cidade no alto dos seus 142 metros (a primeira pedra construída é de 1277 e a última, lá no alto, é de 1439). Recomenda-se uma subida de 66 metros às torres (330 degraus) para vislumbre de poderosas vistas panorâmicas e uma visita interior. Esta catedral recebe uma média de três milhões de visitantes por ano, a segunda mais visitada depois da catedral de N.ª Senhora de Paris.

 

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