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Aplicativo desenvolvido por estudantes de Brasília permite adoção de pets

Aplicativo desenvolvido por estudantes de Brasília permite adoção de petsFoto: G1 DF

AdotaPet pode ser baixado em sistemas Android. Ferramenta tem chat e geolocalização para facilitar comunicação entre usuários.

Por Maíra Alves*, G1 Df - 18/01/2019 - 09:36:08

Timeline do aplicativo AdotaPet — Foto: Reprodução

Timeline do aplicativo AdotaPet — Foto: Reprodução 

Tudo começou em junho de 2017, quando um filhote de cachorro apareceu na frente da casa do programador Marlon Henrique Ramalho, em Ceilândia, no Distrito Federal. Ele acolheu o bichinho e cuidou dele enquanto tentava encontrar uma família que pudesse adotá-lo. Mas a missão foi mais difícil do que o previsto. "Foi complicado conseguir alguém. Tentei procurar uma ferramenta ou aplicativo de adoção de animais, não existia nada", recorda. 

Com 32 anos, dono de um gato e um cachorro, e estudante de análise de sistemas no Iesb, Marlon decidiu colocar em prática os conhecimentos da faculdade em prol dos bichos em busca de um lar. 

"Foi como se os animais tivessem me mandado uma mensagem."

Ele, então, se uniu a um colega, Ruben Santos, para dar início ao projeto do aplicativo AdotaPet, que cumpriria essa função. "Seis meses depois, entregamos o app como trabalho de conclusão do curso e já o lançamos para o público", conta. 

Como o aplicativo inauguraria este nicho, os brasilienses decidiram se inspirar em redes sociais já consolidadas no mercado mundial. E funcionou – o lançamento, que deveria ter sido "uma versão de testes", ganhou 10 mil usuários em poucos meses. Hoje, o app está na versão 2.0, com direito a geolocalizador e chat. Ele pode ser baixado em sistemas Android. 

Uma das usuárias do aplicativo é a professora Karolinne Barros, de 28 anos. Em dezembro, ela conheceu a ferramenta graças a um colega de faculdade e a usou para adotar um gato. 

Filhote de gato adotado pela professora Karolinne Barros, de 28 anos, por meio do aplicativo AdotaPet — Foto: Arquivo pessoal

Filhote de gato adotado pela professora Karolinne Barros, de 28 anos, por meio do aplicativo AdotaPet — Foto: Arquivo pessoal 

"Pelo aplicativo, eu conheci uma menina com gatinhos e marcamos de nos encontrar. Foi tudo bem certinho. Ele é filhotinho e se deu muito bem com a minha outra gata."

A adoção acabou se transformando em amizade entre Karolinne e o casal que cedeu o felino. "Gostei demais. Eles me deram todas as informações, foi bem bacana", disse. 

Aos usuários atuais, o aplicativo permite o cadastro dos animais por meio de um formulário que inclui foto, espécie, raça e descrição. Feito isso, os pets ficam à disposição para serem adotados por interessados em todo o mundo – o app está disponível em português e inglês. 

Fomulário de cadastro dos animais no aplicativo AdotaPet — Foto: Reprodução

Fomulário de cadastro dos animais no aplicativo AdotaPet — Foto: Reprodução 

Para a terceira versão do aplicativo, Marlon busca incluir, também, uma aba para ajudar animais desaparecidos – baseando-se na localização em que o dono perdeu e na de quem achou. "Usaremos também a tecnologia de reconhecimento para comparar as imagens e buscar similaridades entre quem publicou a foto do animal perdido e quem publicou do animal achado", explica. 

O programador conta que, apesar do sucesso do AdotaPet, ele e Ruben ainda não tiveram nenhum lucro com o aplicativo. 

Segundo ele, o retorno monetário não faz parte dos objetivos da marca, mas que um "financiamento" seria fundamental para alcançar mais usuários e incluir outras funcionalidades – hoje, além disso, ele custeia do próprio bolso o aluguel do espaço nas lojas on-line de aplicativos. 

Programador do aplicativo Adotapet, Marlon Henrique Ramalho, de 33 anos  — Foto: Arquivo pessoal

Programador do aplicativo Adotapet, Marlon Henrique Ramalho, de 33 anos — Foto: Arquivo pessoal 

"Mas considero como lucro a experiência que tive ao desenvolver o AdotaPet. Me deu grandes oportunidades. Grande parte de eu ter conseguido o meu trabalho atual se deu pelo projeto".

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*Sob supervisão de Maria Helena Martinho

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