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Após massacre em Suzano, escolas em Brasília podem ter guarita armada e nota de comportamento

Após massacre em Suzano, escolas em Brasília podem ter guarita armada e nota de comportamentoFoto: Victor Gomes - G1DF

Alunos do CED 7 de Ceilândia hastearam a bandeira no primeiro dia de gestão compartilhada com a PM.

Por Beatriz Pataro E Gabriel Luiz, Tv Globo E G1 Df - 19/03/2019 - 12:07:24

A Secretaria de Educação do Distrito Federal está preparando uma lista de medidas com o objetivo de reforçar a segurança nas escolas. A TV Globo teve acesso a um documento que mostra o conjunto de iniciativas estudadas. Elas vão desde instalar câmeras de segurança nas escolas à criação de aulas de meditação. Outra ideia é instaurar uma “nota de comportamento”, que também teria peso na média geral do aluno.

As medidas foram levantadas nesta quinta-feira (14), um dia após o massacre em uma escola de Suzano (SP), onde 10 pessoas morreram e 11 ficaram feridas. A questão da insegurança na escola também serviu como argumento para implementar uma gestão conjunta com a Polícia Militar em quatro escolas da capital federal.

Estas ações ainda estão sendo avaliadas pela secretaria, sob a bandeira “Escolas em paz”. O lançamento do programa com todas as mudanças está previsto para começo de abril.

Outro ponto que ainda está em discussão na secretaria é a possibilidade de armar vigilantes, com a construção de guaritas na entrada das escolas. No entanto, oficialmente, a secretaria nega esta hipótese.

Lista de medidas estudadas

Algumas ações, como a mudança de regimento, valeriam para todas as escolas. No entanto, pontos como instalação de câmeras e catracas serão executados de forma gradativa, começando por aquelas mapeadas que apresentam maior índice de violência.

Desde o começo do ano letivo, quatro escolas públicas, localizadas na Estrutural, Ceilândia, Recanto das Emas e Sobradinho, estão sob gestão compartilhada com a PM.

Segundo o GDF, essas regiões foram escolhidas para abrigar a iniciativa porque apresentam "alto índice de criminalidade" e têm estudantes com "baixo desempenho" escolar.

A ideia é ampliar o projeto para outras 36 escolas. O custo para aplicação da proposta em cada escola é orçado em R$ 200 mil por ano. Essa despesa deverá ser custeada pela Secretaria de Segurança Pública.

Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.

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