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Armadilhas contra o mosquito vai mapear locais de maior proliferação do Aedes aegypti no DF

Armadilhas contra o mosquito vai mapear locais de maior proliferação do Aedes aegypti no DFFoto: Correio Braziliense

Bombeiros instalaram 3 mil armadilhas em Planaltina: ovos são depositados no aparelho e filhotes ficam presos

Mariana Machado-correio Braziliense - 19/12/2019 - 09:57:54

Ação do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Saúde vai mapear locais de maior proliferação do Aedes aegypti e usar novo aparelho no combate. Objetivo é evitar nova epidemia da doença que, neste ano, matou ao menos 48 pessoas

Caracterizado como o período mais chuvoso do ano no Distrito Federal, o verão acende o alerta para cuidados com a dengue, doença que, em 2019, causou a morte de ao menos 48 pessoas, segundo dados do último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde (SEDF). Os casos prováveis chegam a 44,5 mil. De acordo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as chuvas devem ir até março, mas dezembro e janeiro são os meses em que elas ocorrem com maior intensidade.

Para prevenir uma nova epidemia, como a vista em 2019, o Corpo de Bombeiros, em parceria com a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival), iniciou ontem uma operação de supressão ao Aedes aegypti. Uma equipe de 350 militares esteve em Planaltina, na região do Arapoanga, para instalar cerca de 3 mil armadilhas em residências. O aparelho se assemelha a um balde e é colocado em área sombreada, a 1,5 m de altura, uma vez que o mosquito voa baixo.

 (Breno Esaki/Saude-DF)


Nenhum tipo de veneno é colocado no dispositivo, apenas água limpa. A fêmea é atraída para a armadilha e deposita os ovos. No entanto, depois de eclodirem, os filhotes ficam presos. O tenente-coronel Deusete Vieira explica que o objetivo é mapear as áreas de maior propagação do transmissor. “Assim, a gente consegue quantificar um pouco melhor, dentro do DF, em que locais a gente vai atacar.”

Na segunda fase da operação, os bombeiros farão visitas a cada 10 dias para observar onde a reprodução está acontecendo com maior intensidade. Em seguida, a corporação aciona a Vigilância Ambiental para que utilize o fumacê nas áreas indicadas. “Para não pulverizar a cidade inteira, vamos onde há mais mosquitos”, ressalta o tenente-coronel.

Ao todo, 8 mil armadilhas serão instaladas em todo o DF. Ainda não há, no entanto, previsão de quais regiões administrativas serão as próximas. Cidades onde houve registro de mais casos ao longo do ano serão prioridade. Até 2 de novembro, data do último boletim do governo, Planaltina contabilizava mais casos, com 5,4 mil registros. Em seguida, Ceilândia, com 4 mil casos, e São Sebastião, com 3,1 mil.

Imunes

Apesar do volume de incidências em 2019, médicos estão otimistas para o próximo ano. Alexandre Cunha, infectologista do Hospital Brasília explica que normalmente epidemias assim não se repetem. Isso porque, como mais pessoas contraíram a doença, mais estão imunizadas. “Existem quatro sorotipos. O vírus que circula no próximo ano é, na maior parte, igual ao do ano anterior. Pode acontecer uma mudança do tipo viral predominante, e aí quem teve dengue em um ano, pode pegar de novo, mas não é corriqueiro”, destaca.

Em 2019, o sorotipo DeV-2 predominou em 70,9% das amostras analisadas pela Secretaria de Saúde. Dos casos confirmados, 74 se mostraram graves e 873 tiveram sinais de alarme. A maioria das mortes aconteceu no primeiro semestre de 2019, com 91,7% dos óbitos (39).

O Aedes aegypti também transmite outras doenças. Até o início de novembro, o Distrito Federal teve 465 notificações de febre chikungunya, das quais 36 se confirmaram. Isso representa um aumento de 589% nos casos em relação ao ano passado. Uma pessoa morreu na Asa Sul. Enquanto isso, 62 ocorrências de Zika vírus foram confirmadas, dentro de 404 casos prováveis. Três pacientes eram gestantes. Apesar de 88 notificações de febre amarela, todos os casos foram descartados.

Alexandre Cunha reforça que cada um deve estar atento aos cuidados para evitar a proliferação do agente transmissor. “As medidas são as mesmas sempre: não deixar água parada, ter cuidado com plantas, pneus, garrafas, além de alertar vizinhos e a vigilância quando notar que um terreno precisa ser investigado”, afirma. “Aos primeiros sinais de alarme, como febre e dor de cabeça, é preciso procurar atendimento médico o mais rápido possível”, acrescenta.



Cuidados

Saiba quais cuidados tomar

para evitar a proliferação do

mosquito transmissor:

» É preciso evitar água parada.

Por isso, tampe baldes,

caixas d’água e tonéis,

deixe garrafas viradas

para baixo e mantenha

lixeiras sempre tampadas

» Coloque areia nos pratos

de vasos de plantas

» Mantenha ralos e calhas

sempre limpos

» Use repelente

» Acione a Vigilância Ambiental, SLU ou Novacap caso suspeite que um local é foco do mosquito

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