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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 20 de janeiro de 2022

Ato "Bolsonaro Nunca Mais" denuncia violações de governo contra as mulheres

Ato Foto: Vanessa Tutti

Margareth Rose em ato Bolsonaro Nunca Mais

Roberta Quintino - Brasil De Fato | Brasília (df) - 07/12/2021 - 08:29:09

Entidades apontam necessidade de mobilização constante para garantir a derrota do governo.

Na linha de frente da luta contra os desmontes e retrocessos nas políticas econômicas e sociais implantadas pelo governo Bolsonaro, as mulheres ocuparam no sábado (4) a Praça Marielle Franco, no Setor Comercial Sul.

Em meio a palavras de ordem de “Bolsonaro Nunca Mais!” representantes de movimentos populares, centrais sindicais, coletivos feministas e partidos políticos discursaram a favor do impeachment de Jair Bolsonaro (PL), contra a fome, a miséria, o machismo, o racismo e demais violações contra a população brasileira, principalmente, contra as mulheres.

"A derrota de Bolsonaro vai ser pela mão das mulheres", afirma militante da Marcha Mundial de Mulheres. - Foto: Vanessa Tutti

:: Manifestação nacional “Bolsonaro nunca mais” é tema no Programa Central do Brasil ::

Para Sônia Malheiros Miguel, assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), a partir da campanha nacional Ele Não, em 2018, as mulheres já denunciavam os riscos de Bolsonaro à frente do país.

“As posições, que Bolsonaro passou a defender após eleito já estavam colocadas no país. As mulheres já vinham lutando contra esse conservadorismo, o machismo, o racismo faz tempo. Bolsonaro no poder está fazendo o que prometeu, ou seja, destruir tudo o que tinha sido construído. Todas as políticas para as mulheres que a gente vinha construindo com tanto esforço, e que ainda em uma escala pequena tinham boas intenções, ele vem destruindo”.

:: Editorial | O grito das mulheres ecoa: Bolsonaro nunca mais! ::

A vice-presidente do PSol-DF, Giulia Tadini, ressalta que é fundamental as mulheres seguirem nas ruas, uma vez que, “são as mais afetadas pela crise que a gente vive”. Ela aponta que as mulheres, desde a candidatura de Bolsonaro foram linha de frente na luta contra o atual presidente e contra a extrema direita.

Tadini frisa também que a aprovação do ex-ministro da Justiça, André Mendonça ao Superior Tribunal Federal (STF) significa uma derrota para o movimento de mulheres. Para a vice-presidente, Mendonça “é claramente contra a pauta da legalização do aborto, contra o casamento homoafetivo e diversas pautas dos movimentos” feministas e populares. “Temos uma luta muita importante para a gente seguir mobilizadas”.

:: Em nota sobre aprovação de Mendonça para STF, juristas criticam critério de escolha do advogado ::

Mulheres Negras

Representando a Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno, Margareth Rose, disse que o governo Bolsonaro discrimina todas as mulheres. Ela criticou ainda a destruição dos programas de transferência de renda.

Rose denuncia ainda que o governo desmontou “todos os programas que auxiliam as mulheres” na manutenção das famílias. “Esse auxílio Brasil é uma enganação para as mulheres que tinham acesso ao Bolsa-Família”.

:: Análise | O fim do Bolsa Família e a política contínua do genocídio negro no Brasil ::

“Nós mulheres negras estamos aqui dando o nosso recado. Estamos aqui lutando pelo futuro dos nossos filhos e dos nossos netos. Nunca mais Bolsonaro na presidência da República”, manifestou Rose.

Pontapé para o 8 de Março

Secretária das mulheres da CUT DF e militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Thaisa Magalhães, enfatizou que o ato “é o pontapé inicial pro "Ele Não" voltar às ruas. A gente está terminando o ano com atos no Brasil inteiro, desde capitais até cidades do interior, ou seja, é a reorganização desse movimento que começou pelas mulheres. E a derrota de Bolsonaro vai ser pela mão das mulheres, unidas junto à toda a sociedade brasileira”, evidencia.

:: Mulheres protestam contra governo Bolsonaro neste sábado e dão a largada para o 8 de março ::

Para Thaisa, é imprescindível que “esse conjunto de mulheres que está indo às ruas, continuem se organizando para que já no ano que vem entupa as ruas com milhares de pessoas no 8 de março de 2022”. A militante lembra que a data marca o Dia Internacional da Mulheres, momento de grande mobilização nacional e internacional em defesa da democracia e dos direitos sociais e reprodutivos das mulheres.

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Edição: Flávia Quirino

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