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Banco digital alemão N26 finalmente chega ao Brasil. E mira o Nubank

Banco digital alemão N26 finalmente chega ao Brasil. E mira o NubankFoto: Divulgação

O N26 terá sede em São Paulo, capital social de pouco mais de R$ 2 milhões e será liderado por Eduardo Del Guerra Prota

Canaltech - 05/01/2021 - 16:18:36

A chegada do banco digital alemão N26 ao Brasil já vem de longe, mais precisamente dois anos. No entanto, a instituição ainda estava no processo de estruturação. E agora, a empresa finalmente conseguiu a autorização de funcionamento do Banco Central e poderá iniciar suas operações no país. E um dos seus principais alvos deve ser o Nubank, líder entre os bancos digitais, e cujo manuseio dos produtos via aplicativo é semelhante.

O N26 terá sede em São Paulo, capital social de pouco mais de R$ 2 milhões e será liderado por Eduardo Del Guerra Prota, que traz passagens por outras instituições financeiras, como Santander e Cielo. Além da conta digital, a instituição deve trabalhar também com cartão de crédito, investimentos e empréstimos pessoais. Além dos produtos próprios, há possibilidades do N26 trabalhar também com produtos de parceiros.

Em um primeiro momento, o N26 deve focar em diversos perfis de correntistas pessoa física, oferecendo contas digitais com diferentes perfis de assinatura. Tudo, claro, manuseado por um app, que permitirá ainda a abertura de subcontas, que levam o nome de Spaces e permitem que o usuário organize suas despesas separadamente (Viagens, Aluguel, Despesas fixas, etc.). Atualmente, banco conta com mais de cinco milhões de correntistas em diversos países da Europa e garante que seus produtos não terão taxas de manutenção ou outras tarifas ocultas.

Spaces: app do N26 permitirá organizar suas despesas por subcontas

O N26 foi fundado em 2013, na cidade]de Berlim, pelos austríacos Valentin Stalf e Maximilian Tayenthal. Seu valor de mercado atual é avaliado em US$ 3,6 bilhões e, até o momento, a instituição já levantou aproximadamente US$ 570 milhões em rodadas de investimentos. Além de São Paulo e a capital alemã, a empresa tem escritórios em Viena, Barcelona e Nova York e cerca de 1.500 funcionários.

Para se inscrever na lista de espera e utilizar os serviços do banco, clique aqui.

Setor concorrido

O N26 encontrará no Brasil um setor com bom potencial de crescimento, mas que já conta com rivais consolidados. Segundo dados do Distrito Fintech Report , um relatório elaborado pelo Distrito, empresa de inovação aberta que atua junto a startups, o setor de fintechs cresceu 34% no Brasil entre 2019 e 2020,. Além disso, nos nove primeiros meses do ano passado, a área atraiu US$ 939 milhões em aportes e, nos últimos cinco anos, foram investidos US$ 2,4 bilhões neste mercado.

O mapeamento dividiu as startups do setor em 14 áreas de atuação. Atualmente, as três categorias mais representativas deste mercado são: Meios de Pagamento (16,3%), Backoffice (15,5%) e Crédito (15%). Em seguida estão os segmentos de Risco e Complicance (8,8%), Serviços Digitais (7,1%), Investimentos (6,4%), Criptomoedas (6,3%), Tecnologia (5,3%), Fidelização (4,8%), Crowdfounding (4,6%), Finanças Pessoais (4,2%), Dívidas (2,2%), Câmbio (2,1%) e Cartões (1,4%).

N26 encontrará um cenário consolidade de fintechs no Brasil (Imagem: MobileTime)

A categoria de Serviços Digitais foi a que mais recebeu recursos, entre janeiro e setembro de 2020. Ao todo foram US$ 600,5 milhões captados. Um dos destaques deste setor foi a rodada de captação da Neon, no valor de US$ 300 milhões. Em segundo e terceiro lugar estão as categorias de Meios de Pagamento e Crédito, com a captação de US$ 93,6 milhões e US$ 86,7, respectivamente. Vale ressaltar que o mês de setembro registrou o maior volume de aportes do ano, no montante de US$ 431,6 milhões. Este número é 1.406% superior ao mesmo período de 2019.

Fonte: Valor Investe

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