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Bia Kicis se candidatará à presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal

Bia Kicis se candidatará à presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara FederalFoto: CbPoder

Sempre anunciei que tenho a pretensão em presidir”, afirmou Kicis. Confira trechos da entrevista.

Correio Braziliense - 11/01/2019 - 16:42:24

Terceira deputada federal mais bem votada pelos brasilienses em 2018, Bia Kicis (PRP) se candidatará à Presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que seria repassada à base aliada do presidente Jair Bolsonaro (PSL), conforme ficou definido no acordo de apoio à reeleição de Rodrigo Maia (DEM) como presidente da Câmara dos Deputados. Ela revelou o desejo em entrevista ao programa CB.Poder — parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília —, ontem. “Sem isso, não tem acordo. Precisamos dar governabilidade ao presidente. O PSL precisa estar com a CCJ. Sempre anunciei que tenho a pretensão em presidir”, afirmou Kicis. Confira trechos da entrevista:

Qual avaliação faz sobre os desencontros no início do governo Bolsonaro?

Todo início de governo tem algum descompasso. Leva um tempo para acertar o discurso. Está indo tudo bem. O ministro Paulo Guedes e Bolsonaro se respeitam muito. Bolsonaro é o chefe e tenho certeza de que a equipe está bem afinada. Isso já está sendo resolvido.

Dá para deixar os militares fora da Reforma da Previdência, enquanto todo o povo brasileiro vai dar a sua contribuição?

Defendo que os militares também entrem na reforma. O Bolsonaro fala que o militar já não tem uma série de direitos. É preciso olhá-los com uma série de cuidados, mas acredito que eles vão entrar. O sacrifício será de todos.

Falta convicção do presidente em relação à reforma?

O presidente está convicto de que a reforma é prioritária. Iremos nos debruçar sobre esse tema no Congresso prioritariamente e acima de qualquer outra. Vamos aprová-la o quanto antes.

Já está fechado o apoio a Rodrigo Maia ou pode haver algum susto?

Boa parte da bancada presente na última reunião chegou à conclusão de que a gente precisa fechar um apoio e seguir por ali, pois isso vai ser importante para a governabilidade. Muitos deputados não participaram dessa conversa e a gente não pode falar pelos outros.

Como vê os candidatos ao Senado, já que há uma rejeição do PSL ao Renan Calheiros?

A rejeição ao Renan Calheiros existe e não deve ser superada. O PSL não vai apoiar o Renan de jeito nenhum, ele é réu em vários processos no STF e é uma pessoa que claramente trabalha contra a Lava-jato.

Como fica a relação com o MDB?

Estamos torcendo por outros do MDB, como a senadora Simone Tebet. O jogo não está posto no Senado. Estou me ocupando com a questão da Câmara. Até porque tenho o meu interesse direto de presidir a CCJ. Quero que o caminho na Câmara fique propício à governabilidade. No Senado, Major Olímpio é o candidato do PSL e estamos com ele.

Os episódios envolvendo os filhos de Bolsonaro e Mourão não atrapalham o governo?

O caso do Queiroz é totalmente diferente do caso do filho do Mourão, e tem de ser investigado. Ele pode ser qualquer coisa, disse que vendia carro, mas eu sei lá se ele trabalha com dinheiro. A gente não sabe e não podemos envolver o Bolsonaro nisso. A questão é no gabinete do Flávio e vai ter de ser investigada. O presidente disse para investigar e se tiver problema, aplicar a lei. Em relação ao filho do general Mourão, a explicação é convincente. Ele era funcionário de carreira concursado há 18 anos e com toda a capacitação técnica. Trabalhava na diretoria do Agro e vai fazer uma assessoria ligada a isso. Como o presidente falou: é a pessoa de confiança dele.

Como a senhora vai atuar em relação ao secretário de Educação do DF, Rafael Parente?

Fui eleita com um número expressivo de votos por pessoas que não concordam com a ideologia de gênero e a doutrinação nas escolas. As pessoas esperam que eu continue a representá-las. Quero deixar bem claro que não sou oposição ao Ibaneis Rocha e nem dou apoio incondicional. A votação dele foi expressiva e ele é o chefe do Executivo e quero que o governo dele dê certo. O Distrito Federal precisa dar certo. Mas não posso concordar com a indicação do Rafael Parente. Se você pega o histórico, vê que ele sempre defendeu a ideologia de gênero nas escolas.

Mas o que é exatamente a ideologia de claro? Dê exemplos claros.

Isso não acontece só no Brasil. Está espalhado no mundo e já naufragou na Noruega. A ideologia de gênero é uma teoria que prega que homens e mulheres são iguais e a questão do gênero é cultural, não tendo nada a ver com a biologia. Eles chegam ao cúmulo de dizer que uma criança ao nascer não é menino nem menina. Isso é posto em prática no Brasil inteiro, como no colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, em que os meninos eram incentivados a ir de saia para a escola. No Facebook do Rafael (Parente), ele dizia que tirar a ideologia das escolas seria um retrocesso, que as crianças precisam aprender que existem vários gêneros. Fizemos manifestação contra o Rafael Parente. O Ibaneis não foi eleito para isso. Quase todos os eleitores dele votaram na Bia Kicis ou no Bolsonaro. É o mesmo eleitorado, sendo que o combate à ideologia é um dos temas mais importantes do plano de governo do Bolsonaro. Faço uma sugestão ao Ministério Público para propor um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) ao secretário sobre as condições desse combate. Se ele fizer isso, o problema fica superado. Não estamos de birrinha. Ele é uma ameaça às nossas crianças, pois defende a ideologia nas escolas. O Rafael Parente também chamou publicamente o presidente de nazista. O Bolsonaro está ciente disso.

Como vai ser a questão da CCJ? Já existe um acordo no apoio do PSL ao Rodrigo Maia?

Isso está certíssimo e sem isso não tem acordo. Precisamos dar governabilidade ao presidente. A CCJ é a comissão mais importante pela qual todos os projetos passam. O PSL precisa estar com a comissão. Sempre anunciei que tenho a pretensão em presidí-la. Primeiro, eu tenho capacitação técnica para isso por ter sido procuradora do DF por 24 anos. Acompanhei o Congresso de perto nos últimos quatro anos. Participei das comissões e conheço como funciona a CCJ. Sou uma pessoa leal ao presidente Jair Bolsonaro.

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