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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 18 de janeiro de 2022

Bolsonaro ia demitir o ministro da Saúde, mas foi obrigado a recuar na última hora

Bolsonaro ia demitir o ministro da Saúde, mas foi obrigado a recuar na última horaFoto: Tribuna da Internet

Bolsonaro reuniu o ministério mas não usou a famosa caneta Bic

Gérson Camarotti - G1 Brasília / Tribuna Da Internet - 06/04/2020 - 21:01:49

Depois de um dia tenso, em que esteve ameaçado de demissão, Luiz Henrique Mandetta permanecerá como ministro da Saúde, segundo participantes de reunião no final da tarde no Palácio do Planalto à qual compareceram o próprio Mandetta e outros ministros do governo.

O motivo que levou o presidente Jair Bolsonaro a cogitar a demissão de Mandetta foram as divergências públicas de ambos a respeito das estratégias para conter a velocidade do contágio pelo novo coronavírus.

DIVERGÊNCIA ABERTA – O presidente defende o que chama de “isolamento vertical”, ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco, a fim de não paralisar a economia. O ministro é a favor do isolamento amplo, adotado por governadores, pelo qual a recomendação é que as pessoas se mantenham em casa.

Na tarde de domingo, Bolsonaro disse a apoiadores no Palácio da Alvorada que alguns ministros viraram “estrelas” e falam “pelos cotovelos”. O presidente afirmou também que a caneta dele funciona. Sem mencionar nomes, disse que “a hora deles [em referência a esses ministros] ainda não chegou. Vai chegar”.

Na noite do mesmo dia, chegou a dizer para um interlocutor: “Já está demitido”. Só faltava definir em que momento.

REAÇÃO FULMINANTE – Mas nesta segunda-feira, a reação contra a saída do ministro foi forte. Auxiliares militares do governo se manifestaram contra a demissão. Esses auxiliares disseram ao presidente que “o pior” cenário seria demitir o ministro em meio à crise do coronavírus.

A bancada da Saúde no Congresso também manifestou unânime apoio ao ministro, assim como os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).Na reunião, Bolsonaro falou em “união” e disse que a hora é de se confiar “uns nos outros”.

DESABAFO DO MINISTRO – Na noite de domingo, Mandetta chegou a desabafar, segundo interlocutores, em telefonemas aos ministros Braga Neto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). “Ameaça não dá. O presidente tem de tomar uma decisão”, afirmou Mandetta aos dois ministros, segundo interlocutores.

Ele também vinha se declarando “magoado” com ataques a ele e a familiares nas redes sociais bolsonaristas.

A Braga Neto e Ramos, Mandetta teria afirmado que, se na entrevista coletiva diária desta segunda-feira sobre o balanço da epidemia de coronavírus no país, fosse questionado sobre o assunto, iria responder. E de forma “dura”. O ministro, no entanto, não participou da entrevista porque, no mesmo horário, estava entre os ministros convocados para a reunião com o presidente no Palácio do Planalto.

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NOTA DA REDAÇÃO
– Vocês acreditam que foi isso mesmo que aconteceu? Bem, esta é a versão oficial. O vice Hamilton Mourão disse ao blog da Andréia Sadi que a reunião ministerial tratou de cenários futuros para flexibilizar o isolamento “no futuro”, e disse que Luiz Henrique Mandetta segue no Ministério da Saúde. “Mandetta segue no combate, ele fica. Houve tratamentos de cenários, como a flexibilização do isolamento, no futuro”, sintetizou. E la nave va, cada vez mais desgovernadamente. (C.N.)

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