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Brasil e África trocam experiências na área de empoderamento feminino

Delegações africanas e as equipes organizadoras também farão uma viagem e visitas técnicas para conhecer iniciativas brasileiras de sucesso no combate à violência de gênero.

Onu News - 03/12/2019 - 09:36:16

Intercâmbio promovido por Banco Mundial e Secretaria da Mulher do Distrito Federal discute legislação, autonomia econômica e participação política, entre outros temas.

O Banco Mundial e a Secretaria da Mulher do Distrito Federal promovem de segunda à quarta-feiras, em Brasília, o Intercâmbio Brasil-África pela Proteção da Mulher. A capital brasileira recebe delegações de cinco países africanos de língua portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. O encontro aborda trocas de experiências e boas práticas nas áreas de empoderamento feminino e enfrentamento da violência contra a mulher.

Banco Mundial/Mariana Ceratti

A programação do seminário conta com cinco painéis de debate, dos quais participam autoridades e especialistas em diversos temas. Entre eles, avanços e desafios na promoção e proteção das mulheres; políticas e iniciativas inovadoras; acesso à Justiça e a construção de espaços de promoção da igualdade em prol do enfrentamento à violência; enfrentamento à violência e autonomia econômica; avanços na legislação e a importância da liderança política feminina.

A capital brasileira recebeu delegações de cinco países africanos de língua portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Foto: Banco Mundial/Mariana Ceratti

Comunidade de Países de Língua Portuguesa

Para a advogada e especialista-sênior em gênero Paula Tavares, do Banco Mundial, o evento pode ajudar a impulsionar avanços na adoção de iniciativas e melhores políticas públicas nos países participantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Cplp.

“A ideia é (...) mostrar como o Brasil tem avançado, principalmente na área de legislação, com a (Lei) Maria da Penha, mas também iniciativas de implementação, aprender também com os países o que eles estão fazendo, qual é a realidade nos países, e trabalhar conjuntamente como se pode apoiar mutuamente para avançar nesse sentido.”

Empreendedorismo

Já a Secretária da Mulher do Distrito Federal, Ericka Filippelli, destaca uma iniciativa que pode interessar aos países africanos de língua portuguesa.

"Temos como inovadoras algumas políticas, como o Espaço Empreende Mais Mulher, (...) que é um espaço voltado para o empreendedorismo, mas também está preparado para acolher mulheres em situação de violência, então as mulheres que buscam esse espaço em primeiro lugar vão buscar sua autonomia econômica, sua capacitação, e vão ter ali um acolhimento psicossocial para que justamente elas possam, diante de uma situação de violência, olhar para o futuro e buscar sua autonomia econômica. "

Como parte do intercâmbio, as delegações africanas e as equipes organizadoras também farão uma viagem e visitas técnicas para conhecer iniciativas brasileiras de sucesso no combate à violência de gênero. Alguns exemplos são a Casa da Mulher Brasileira e o Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia, em Teresina.

*Reportagem: Mariana Ceratti, do Banco Mundial

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