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CDC dos EUA tira orientações sobre cloroquina e hidroxicloroquina de seu site

CDC dos EUA tira orientações sobre cloroquina e hidroxicloroquina de seu siteFoto: EuQueroInvestir

Segundo a Agência Reuters, a Agência Reguladora tirou as orientações científicas de sua página na internet três dias após elas aparecerem no site do órgão.

Por Paulo Amaral - Euqueroinvestir - 09/04/2020 - 19:01:25

Defendido abertamente pelos presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (Brasil), o uso da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento para Covid-19 foi retirado do site oficial do CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças) norte-americano.

Segundo a Agência Reuters, a Agência Reguladora tirou as orientações científicas de sua página na internet três dias após elas aparecerem no site do órgão.

Inicialmente, de acordo com o G1, a página do CDC “Informações para Clínicos sobre Opções Terapêuticas para Pacientes com a Covid-19”, dizia: “Embora a dosagem e duração ideais da hidroxicloroquina no tratamento para a Covid-19 sejam desconhecidas, alguns clínicos dos EUA têm reportado” sobre as maneiras de prescrever o medicamento para a infecção.

A partir de quarta-feira (8), no entanto, o site do CDC passou a informar que os remédios “são drogas de prescrição oral usadas no tratamento de malária e de certas condições inflamatórias”, e que estão “sob investigação em testes clínicos” para uso no tratamento de casos leves, moderados ou graves de Covid-19.

Segundo Jeffrey Flier, ex-reitor da Faculdade de Medicina de Harvard, a nova versão das orientações apresentou uma grande melhora.

“Constata os fatos sem, de fato, recomendar a médicos que prescrevam as drogas apesar da falta de evidências adequadas”, ponderou.

Trump

No dia 21 de março, o presidente norte-americano Donald Trump foi às redes sociais anunciar que havia “descoberto” um remédio contra a Covid-19.

“HIDROXICLOROQUINA E AZITROMICINA, juntos, têm uma chance real de ser uma das maiores mudanças na história da medicina. O FDA ( o equivalente à Anvisa nos EUA ) moveu montanhas – Obrigado! Espero que ambos sejam colocados em uso IMEDIATAMENTE. AS PESSOAS ESTÃO MORRENDO, MOVEM-SE RAPIDAMENTE E DEUS ABENÇOE TODOS!”, escreveu, usando muitas letras maiúsculas.

Três dias depois, após um homem morrer ao utilizar uma substância diferente da cloroquina adotada para o tratamento da malária em humanos, em comunicado a NBC News , Daniel Brooks, diretor médico do Banner Poison and Drug Information Center alertou:

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“Dada a incerteza em torno do COVID-19, entendemos que as pessoas estão tentando encontrar novas maneiras de prevenir ou tratar esse vírus. Mas se automedicando não é o caminho.”

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro, fã declarado de Donald Trump e “heavy user” do Twitter, assim como o colega norte-americano, também defende abertamente o uso da hidroxicloroquina no tratamento para pacientes com a Covid-19.

Na quarta-feira, antes de se reunir com Henrique Mandetta, Ministro da Saúde (e que mantém um pé atrás sobre a eficácia do remédio), Bolsonaro foi ao Twitter elogiar a medicação.

“Há 40 dias venho falando sobre o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. Sempre busquei tratar da vida das pessoas em 1o lugar, mas também se preocupando em preservar empregos. Fiz, ao longo desse tempo, contato com dezenas de médicos e chefes de estados de outros países”, pontou.

“Cada vez mais o uso da cloriquina se apresenta como algo eficaz. Dois renomados médicos no Brasil se recusaram a divulgar o que os curou da Covid-19. Seriam questões políticas, já que um pertence à equipe do governador de SP?”, completou, acusando David Uip de ter se utilizado do medicamento para se curar da Covid-19.

Alertas

As declarações do presidente Bolsonaro, por meio da sua conta no Twitter, vão de encontro as declarações de técnicos do Ministério da Saúde, que foram dadas durante a coletiva diária do Ministério para atualizar os dados sobre o coronavírus.

Sobre a uso da cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento de pacientes infectados com a Covid-19, Denizar Vianna, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos do Ministério da Saúde, disse que “há importantes pesquisas” sobre as duas substâncias que atentam, justamente, para os efeitos adversos que podem ter sobre os pacientes.

“São medicamentos análogos, o que muda na hidroxicoloroquina é a adição de um radical, que no uso a longo prazo pode reduzir a toxicidade, mas no curto prazo (que é o que está previsto no tratamento para Covid-19), não vai ter tanto efeito”, explicou Vianna.

Outra questão abordada pelos técnicos é que os remédios em questão podem gerar arritmias cardíacas. “Esses medicamentos podem produzir o prolongamento de uma das fases elétricas do coração e propiciar um ambiente favorável a uma arritmia que pode ser potencialmente fatal”, explicou Denizar Vianna.

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