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Chanceler brasileiro desonra a diplomacia ao comparar ao “nazismo” o isolamento na pandemia

Chanceler brasileiro desonra a diplomacia ao comparar ao “nazismo” o isolamento na pandemiaFoto: Dom Total

Ernesto Araújo deveria acessar a Net Flix e assistir os documentários sobre os campos de concentração nazistas, onde foram assassinadas cerca de 6 milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial.

Pedro Do Coutto - Tribuna Da Internet - 01/05/2020 - 08:09:32

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, mostra-se incapaz de distinguir as coisas, ao fazer uma absurda comparação das medidas de isolamento social para deter o avanço do coronavírus, chegando ao ponto máximo que alguém poderia chegar, ao atribuir a situação de hoje no Brasil ao infame e hediondo nazismo. Com isso, o ministro causou um prejuízo enorme à diplomacia brasileira e atingiu todos os vultos que até hoje se destacaram no Itamarati.

Ernesto Araújo deveria acessar a Net Flix e assistir os documentários sobre os campos de concentração nazistas, onde foram assassinadas cerca de 6 milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial.

UM SUPERGENOCÍDIO – O nazismo, com seus campos de concentração, tornou-se sem dúvida a maior violação de direitos humanos que já ocorreu até hoje. O alvo principal nos campos de extermínio eram os judeus, seguidos de ciganos, comunistas e deficientes físicos e mentais, assim como os homossexuais.

Hitler elevou ao máximo também os preconceitos de cor e raça quando ficou comprovada sua atitude de nas Olimpíadas de 36 em Berlim, ao recusar-se a colocar a medalha de ouro no peito de Jesse Owens pelo fato de o atleta ser negro. Mas hoje a Avenida principal que conduz ao estádio Olímpico tem o nome daquele grande esportista americano.

REAÇÃO IMEDIATA – A repercussão no Brasil e no mundo contra esse absurdo chamado “Ernesto Araújo” deu uma resposta à altura da insensatez. Entre as reações encontra-se a do Comitê Judaico dos EUA e também da imprensa de Israel. Sobre o assunto, o Globo e a Folha de São Paulo de ontem, publicaram reportagens. No Globo, de Ana Rosa Alves e na Folha de São Paulo, Lucas Alonso.

Realmente não pode haver paralelo entre os campos nazistas de concentração e o apelo das autoridades brasileira para que a população se mantenha em isolamento para evitar a propagação da virose que invadiu o país.

O chanceler a mim parece ser uma pessoa estranha. A comparação que fez, passando da palavra à ação, esbarra frontalmente na memória universal que tornou imprescritíveis os crimes do nazismo. Foi a decisão do Tribunal de Nuremberg. Os nazistas capturados nesse tribunal receberam suas condenações.

UM FALSO DIPLOMATA – Francamente, como alguém pode comparar o que houve nos campos de concentração com medidas sanitárias de aconselhamento para evitar a contaminação de uma pandemia?

A resposta a essa pergunta, tenho a certeza, encontra-se no pensamento de todos os brasileiros que tenham conhecimento do que se passou naquelas usinas de tortura e de morte.

Os campos de concentração em sua maioria estavam na Polônia, região da Cracóvia, que constituem a essência da memória humana em respeito a todos aqueles que foram vítimas do nazismo. As provas encontram-se nas fotografias, filmes e relatos de uma época sinistra da história alemã.

NA CONSCIÊNCIA DE TODOS – Hoje, 75 anos depois, a questão permanece, uma vez que os laboratórios e método de assassinatos permanecem a meu ver eternamente na consciência de toda a humanidade, com a exceção daqueles que tratam o nazismo apenas como fenômeno político que desabou na Segunda Guerra Mundial.

Mas, a meu ver, não significa apenas isso. Significa exatamente o oposto da condição humana. O nazismo covarde e exterminador deve ser considerado para sempre uma das maiores tragédias da humanidade.

Ernesto Araújo, o falso diplomata, precisa ver as fotos e filmes do holocausto.

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