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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 23 de outubro de 2018


Cigarro aumenta risco de enfisema pulmonar: veja como diagnosticar e tratar a doença

Cigarro aumenta risco de enfisema pulmonar: veja como diagnosticar e tratar a doença

O enfisema pulmonar é resultado final da lesão do tecido pulmonar, sendo irreversível

Por Dr. Franco Martins Pneumologia - Crm 138476/sp - Foto: Pixabay - 08/08/2018 - 09:15:03

O pulmão é composto por inúmeros sacos de ar, chamados alvéolos. O enfisema pulmonar é a destruição desses alvéolos, com redução da passagem de ar e da elasticidade do pulmão, o que dificulta a respiração.

Quase todos os casos de enfisema pulmonar são causados pelo tabagismoou pela respiração de substâncias tóxicas. Isso acontece porque o cigarro contém substâncias tóxicas que provocam as lesões nos alvéolos em pessoas suscetíveis, acarretando no enfisema.

Quase metade das pessoas que fumam desenvolvem o enfisema pulmonar associado à bronquite crônica, com inflamação também nos brônquios. Esse quadro é chamado de DPOC (sigla para doença pulmonar obstrutiva crônica).

Uma minoria dos casos de enfisema pulmonar tem origem genética, chamada deficiência de alfa 1 antitripsina, que ainda é piorada pelo hábito de fumar.

Sintomas do enfisema pulmonar 

Os principais sintomas do enfisema pulmonar são:

  • Tosse, com catarro ou não
  • Falta de ar e cansaço ao fazer esforços
  • Chiado no peito
  • Dificuldade para dormir, principalmente deitado.

O momento de procurar um médico é quando se observam os sintomas. O correto seria que todo fumante procurasse um médico para avaliar sua função pulmonar e estado dos pulmões regularmente, pois é possível identificar o enfisema pulmonar nas fases iniciais, facilitando o tratamento. O médico especialista em enfisema pulmonar, DPOC e falta de ar é o pneumologista.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de enfisema pulmonar se dá principalmente pela tomografia de tórax. Além disso, pode ser associado ao exame de função pulmonar, visando definir o real impacto do enfisema. Esses dois exames são a base no diagnóstico dessa doença.

Já o tratamento do enfisema pulmonar ocorre sempre junto ao tratamento da DPOC, sendo definido pelos sintomas do paciente e estado da doença no último ano. A base do tratamento são as bombinhas, medicamentos inalados pelo paciente que agem diretamente nos pulmões.

Existem vários tipos de bombinha, cada um com seu efeito. Na medicina as bombinhas são chamadas "dispositivos inalatórios". Alguns são em spray, outros em pó. Além disso, comprimidos podem ser utilizados em casos selecionados.

Como evitar as complicações? 

Evitar a evolução do enfisema é muito importante, portanto parar de fumar e fazer fisioterapia respiratória são essenciais em todas as fases da doença.

O enfisema pulmonar é resultado final da lesão do tecido pulmonar, sendo portanto irreversível e sem cura. Mas é possível o controle dos sintomas, evitando o avanço da doença.

A complicação principal é relacionada aos próprios sintomas da doença, como a falta de ar. Porém pacientes portadores de enfisema pulmonar e dpoc têm um risco maior de desenvolver doenças como infartoavcdepressãoosteoporose, doença do refluxo esofágico e apneia do sono. Na presença dessas doenças, a avaliação médica e com pneumologista é importante para diagnóstico e tratamento adequados.

https://www.minhavida.com.br/saude/materias/33459-cigarro-aumenta-risco-de-enfisema-pulmonar-veja-como-diagnosticar-e-tratar-a-doenca

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