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Cotado como favorito do governo para PGR, Augusto Aras comenta pressão sofrida

Cotado como favorito do governo para PGR, Augusto Aras comenta pressão sofridaFoto: TSE-Reprodução RedeTV!

Referente às pressões sofridas por deputados e pela mídia, Augusto Aras afirmou que prefere responder as críticas do que censurá-las previamente.

O Sul - 12/08/2019 - 19:13:31

O subprocurador Augusto Aras, cotado para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), concedeu uma entrevista exclusiva para a Rede Pampa/Rede TV em Brasília. Augusto Aras é natural de Salvador, Bahia, e ingressou no Ministério Público no ano de 1987. Na ocasião, o subprocurador se defendeu das acusações que sofreu nos últimos dias, falou do seu papel no Ministério Público e comentou sobre a lista tríplice.

Augusto Aras é apontado como favorito para assumir a PGR, por parte do governo Bolsonaro. O subprocurador já afirmou ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que estaria disposto a montar uma equipe de perfil conservador, se for indicado. O mandato da atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, termina em setembro de 2019 e Jair Bolsonaro quer anunciar o indicado para o cargo nos próximos dias. O nome escolhido pelo presidente será sabatinado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado e depois votado em plenário.

Referente às pressões sofridas por deputados e pela mídia, Augusto Aras afirmou que prefere responder as críticas do que censurá-las previamente. Ainda de acordo com o subprocurador, o respeito à imprensa é primordial para que se tenha um ambiente democrático que funcione corretamente: “A liberdade de expressão é o primeiro valor e princípio fundante da democracia. Recebo com humildade as críticas não só das deputadas, mas das redes sociais movidas por estes dossiês de que eu seria esquerdista.”

Augusto Aras ainda disse que há dois únicos “carimbos” que aceita sobre si: “O de cristão praticante e o de alguém que confia plenamente no sistema econômico de mercado aberto e de proteção a propriedade privada que assegura a circulação de riquezas, que assegura o pleno emprego, que assegura o desenvolvimento regional, que assegura que o povo brasileiro tenha melhores condições de vida material”. Para ele, a questão de ser de esquerda ou direita é ultrapassada.

“A moderna ciência política não mais compreende direita e esquerda, mas sim sistemas econômicos e regimes políticos que dão certo e que não dão certo. De maneira que o meu posicionamento como cristão me conduz sempre a valores humanísticos”, salientou o subprocurador.

Em relação ao Ministério Público, Aras afirmou compreender o órgão como uma instituição permanente, como um guardião da democracia. Para ele, o MP deve ser sustentado pela ordem jurídica e isso é feito por meio do respeito à Constituição e às leis do país: “Não há espaço no Ministério Público que eu acredito para juízos subjetivos, politizados, ideologizados e radicalizados. Nosso pensamento que o presidente já conhece é de que não podemos criminalizar a política e muito menos criar um empoderamento pelo não porque isto é algo primitivo e já superado pela filosofia pós-moderna.”

Aras também comentou o fato de estar fora da lista tríplice: “O presidente não está obrigado a indicar quem quer que esteja em lista tríplice. O presidente é o senhor da escolha do futuro procurador-geral da República e eu fui o primeiro a dizer que não participaria de nenhum tipo de disputa acerca de lista tríplice e disse porque a lista é corporativista e quem não faz parte daquele corporativismo jamais entrará naquela lista. A exemplo do que aconteceu nos últimos 15 anos. Todos que foram procuradores-gerais fizeram parte, primeiro das listas. Segundo, todos eram advogados antes e depois. Evidentemente que deixaram de advogar quando tomaram posse como procurador-geral da República.”

O subprocurador afirmou ser comprometido com o estado democrático de direito, com os cristãos e com o que possa destravar a economia e gerar emprego: “Efetivamente estive com o presidente Jair Bolsonaro quatro vezes e nessas oportunidades o presidente me ouviu acerca de modos de pensar o Ministério Público Federal, o Ministério Público da União, o Ministério Público brasileiro, especialmente no que toca a questão de ordem econômica com vistas ao destravamento da economia do país”, afirmou.

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