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Covid-19: Ela não poupa ricos, pobres, negros, brancos ou amarelos. Se ressignifique

O mundo praticamente parou.

João Zisman - 05/04/2020 - 11:03:00

O mundo praticamente parou. A pandemia do COVID-19 não poupa ricos, pobres, negros, brancos ou amarelos. Por agora, muito se fala e pouco se conhece sobre como conter o vírus. O isolamento social se mostra eficaz, apesar de impor consequências diretas sobre as economias de maneira geral, sobretudo a dos países subdesenvolvidos, pobres e daqueles enquadrados como emergentes, como é o caso do Brasil.

A grande massa da população que sobrevive na informalidade sofre mais, pois o ganha pão está na rua. As empresas brasileiras, principalmente as micro, pequenas e médias já vem há muito “trocando o pneu da bicicleta pedalando”, como diz a expressão popular, e ao parar ou até mesmo ao refrearem suas atividades, implicará no fechamento dos postos de empregos por elas gerados. Enfim, a doença da economia não é uma novidade no país, bem como a capacidade de resiliência do arranjo econômico-financeiro nacional, que por sua vez sempre teima em corrigir rumos e procurar o seu caminho natural. Nesse contexto a portentosa estrutura que sustenta o agronegócio brasileiro será, novamente, o peso que corrigirá o desequilíbrio provocado pela pandemia, afinal de contas o mundo precisa comer. Enquanto isso não ocorrer cabem às autoridades prover condições de sobrevivência a essa grande parcela da população brasileira, no entanto, sem descuidar do seu dever de cuidar da saúde de todos. E isso é prioritário.


Sob o aspecto social, não resta dúvida que nada será como antes desse confinamento. As pessoas certamente passarão a ressignificar seus valores. A privação do convívio com familiares e amigos provocará uma verdadeira revolução de costumes. As pessoas buscarão resgatar velhos hábitos que se perderam no tempo com as facilidades da tecnologia. As visitas tomarão lugar as vídeo-chamadas e os abraços recuperarão o sentido mais amplo do bem querer, dentre tantas outras demonstrações de afeto que sempre valem mais quando estão presentes o olho no olho e o toque. Haverá mais prazer em passear a pé pelas ruas, fazer compras num mercado, ir ao cinema ou a um campo de futebol; ler um livro e desligar o celular. O tempo precisa ser melhor aproveitado por todos, desde que a busca do reconforto na convivência de quem amamos volte a ser a prioridade das pessoas. Entender que as conquistas do dia a dia só valem a pena quando a vida está preservada será a grande lição dessa crise na saúde mundial.


E que a solidariedade prevaleça nesse momento.

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