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Dezembro Laranja é dedicado à prevenção do câncer de pele

Dezembro Laranja é dedicado à prevenção do câncer de peleFoto: Divulgação

Estimativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) é que, ao ano, surgem 180 mil novos casos

Destak Comunicação - 12/12/2019 - 16:24:44

Para reforçar a ideia de cuidado e prevenção contra o câncer de pele na população brasileira, principalmente com a chegada do verão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), desde 2014, promove a campanha "Dezembro Laranja". O câncer da pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Porém, quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

O câncer de pele é um tumor maligno, provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. A melhor forma de reduzir o risco de desenvolver a doença, é reduzir a exposição solar e fazer uso de protetor solar diariamente.

O profissional de saúde Erasmo Tokarski, que atua na área da Dermatologia, Estética e Cirúrgica há mais de 30 anos, explica que o efeito do Sol é cumulativo, por isso é de extrema importância respeitar os horários mais favoráveis para se expor ao sol.

“A exposição excessiva e sem proteção a longo prazo é o principal fator de risco para desencadear a doença, que pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida. Por isso aconselhamos que seja sempre antes das 10h e após às 15h”, alerta o especialista.

Tipos de câncer de pele

Existem três tipos de cânceres de pele: o carcinoma basocelular, mais frequente e com alto percentual de cura; o carcinoma espinocelular, de incidência média; e o melanoma, o tipo mais grave e mais raro. De acordo com o dermatologista, em qualquer um dos casos a doença tem cura quando detectada em estágio inicial.

“Procurar um especialista para acompanhar cada caso é imprescindível. Somente o médico pode dar o diagnóstico correto e iniciar o tratamento mais adequado. Por este motivo é importante frisar que sempre que surgir algum sintoma ou dúvida, o paciente deve procurar ajuda profissional”, ressalta Erasmo Tokarski.

Diagnóstico

A doença pode ter o aspecto de uma pinta, uma pequena mancha ou outras alterações que, a princípio, pode parecer algo sem muita importância. Mas é fundamental ter o conhecimento da própria pele e saber em quais áreas existem esses sinais. Apenas o exame clínico ou a biópsia podem diagnosticar o câncer de pele. “Utilizamos um dermatoscópio, que é uma lente de aumento especial com fonte de luz própria para observar a lesão, e, se houver indicação realizamos a biópsia da pele”, explica o dermatologista.

Para ele, o importante é estar sempre atento a lesões na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; pinta preta ou castanha que muda de cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce; e manchas ou feridas que não cicatrizam, continuam a crescer e causam coceira, crostas, erosões ou sangramentos.

Tratamento de câncer de pele tipo melanoma

A cirurgia é o mais indicado nos tumores iniciais, e dependendo do estadiamento do paciente é possível indicar radioterapia, imunoterapia ou terapia alvo.

É importante lembrar que o melanoma é o tipo de câncer de pele mais grave e, por isso, nem sempre é possível atingir a cura, especialmente quando o tumor é identificado numa fase muito avançada. Ainda assim, estes tratamentos ajudam a reduzir os sintomas e a aumentar a expectativa de vida dos pacientes.

Tratamento de câncer de pele não melanoma

O dermatologista Erasmo Tokarski explica que este tipo de tratamento é utilizado para o câncer de pele basocelular e espinocelular e é feito, na maior parte das vezes, apenas com o uso de cirurgia. Dependendo do estado de cada paciente, o médico pode recomendar algumas destas cirurgias:

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