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Discutir as eleições de 2022 agora é um desrespeito com a população do DF

Discutir as eleições de 2022 agora é um desrespeito com a população do DFFoto: Mario Roberto Duranorti

O momento é de compromisso com a vida humana

Redação Com Colaboradores - 07/01/2021 - 10:53:39

A principal pauta mundial na atualidade é, sem dúvida, a solução da pandemia de COVID-19. No entanto, muitos teimam em pautar assuntos de menor importância se comparados à saúde. É verdade que o mundo ainda não parou totalmente, porém não se mostra razoável gastar mais energias do que necessário em outras frentes que não aquelas voltadas para o combate à doença. Quase 12 meses se passaram desde que surgiram os primeiros casos de Covid no país e atingimos a dramática estatística de 200 mil mortes. Até agora o que vimos foi um despreparo e incompetência generalizada por parte das autoridades governamentais da saúde, afora a roubalheira descarada na construção de hospitais de campanha, superfaturamento dos testes, máscaras, luvas e tudo mais que envolvesse o combate ao vírus.

Sem vacinas ainda, o Brasil inteiro está atônito com o fato de que o governo federal sequer planejou a compra de seringas e agulhas para a tão esperada vacinação. É como se não se soubesse que a ciência mundial trabalhava dia e noite para desenvolver vacinas, e que uma hora as vacinas estariam prontas. E essa hora chegou, mas o presidente Bolsonaro preferiu negar a doença e jogar contra à ciência durante esse tempo todo. Sua ignorância pode ser chamada de irresponsabilidade.


A despeito do risco de vida que paira diariamente sobre todos nós, o pleito eleitoral de 2022 ganha espaço antecipado e desnecessário a todo instante. No plano nacional, as eleições para as presidências das duas Casas do Congresso não saem da mídia e o futuro do General Mourão com vice da chapa de Bolsonaro também é um assunto corriqueiro. Já aqui no Distrito Federal, nem mesmo a investigação da ladroagem na saúde que levou a alta cúpula da secretaria de saúde para a cadeia ainda é capaz de ocupar o seu lugar de destaque na mídia, o suficiente para refrear a ganância pelo poder, potencializadas ao extremo por alguns políticos locais.


É certo que o governador Ibaneis Rocha enfrenta um enorme desafio para viabilizar uma eventual reeleição, mesmo assim, parece não sair do seu radar a possibilidade de compor a chapa de Bolsonaro em 2022. “Cair para cima”, como se costuma dizer no jargão popular, é uma possibilidade, que nessa circunstância, agrada os ouvidos e a vaidade de Ibaneis.


A verdade é que futuro político de Ibaneis tem arrastado as pretensões de muitos. A exemplo das intrigas que já abalam a permanência de Mourão na chapa de Bolsonaro, um ambiente de conspiração se forma contra a manutenção do atual vice-governador do DF, Paco Britto, na chapa para uma eventual reeleição em 2022. Porém é voz corrente no Buriti que a relação entre o governador e o vice é a melhor possível. Muitos dizem que Paco Britto segue a postura com a qual Marco Maciel se manteve durante os 8 anos que ocupou a vice-presidência da república no governo FHC, quando se notabilizou pelo respeito a liturgia do cargo e pela lealdade ao companheiro de chapa.


Em política tudo pode acontecer, no entanto, a precipitação em se discutir o pleito eleitoral de 2022 é uma demonstração de total desrespeito com a população do Distrito Federal, que só espera, por agora, que as forças políticas locais se unam, independentemente de seus partidos, para pensarem e agirem em favor da solução para que cessem as mortes provocadas pelo COVID-19.


O momento exige compromisso exclusivo com a preservação da vida e de respeito com os mortos e suas famílias. As eleições serão apenas em 2022.


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