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Distrito Federal tem 2 mil casos de dengue em uma semana

Distrito Federal tem 2 mil casos de dengue em uma semanaFoto: CorreioWeb

Inspeção no SIA: limpeza dos locais onde o mosquito se prolifera

Alan Rios - Correioweb - 11/05/2020 - 08:53:33

Mais de 24 mil moradores do Distrito Federal contraíram dengue este ano. O número vem crescendo tanto que, em apenas uma semana, 2.328 novos casos foram registrados. O dado é referente à semana de 8 e 25 de abril, datas dos dois últimos boletins epidemiológicos da Secretaria de Saúde. Os levantamentos de 2020 até o fim de abril mostram, ainda, que houve um aumento de 69,53% em comparação ao mesmo período de 2019. Foram 24.418 notificações este ano, contra 14.403 do ano passado. O boletim mais recente divulgado traz, também, números que mostram a gravidade da doença, que em 2020 causou 14 mortes no DF, deixou 23 pessoas em estado grave e registrou 413 casos com sinais de alarme.

O levantamento deixa o Distrito Federal em um nível de alta incidência, que é registrado quando há 300 casos ou mais por 100 mil habitantes. Atualmente, são 800 casos por 100 mil habitantes. A cidade de Sobradinho 2 é a que mais preocupa os agentes de saúde, pois tem a maior taxa de incidência do DF, proporcionalmente. Fercal, Gama e Santa Maria puxam a lista. Por outro lado, Lago Norte, Estrutural, Riacho Fundo 2, Jardim Botânico e Lago Sul contam com os menores índices de incidência. Quando se analisa a letalidade, Ceilândia e Gama apresentam os números mais negativos, com três mortes causadas pela dengue em cada região.

Em Taguatinga, 1.875 pessoas foram atingidas pela enfermidade transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Só na casa de Brunna Damasceno, 33 anos, foram três casos. Ela, o marido e a filha de 4 anos começaram a ter sintomas da doença e tiveram a confirmação no começo deste mês. “Antes disso, a gente já havia entrado em contato com a vigilância sanitária várias vezes, informando sobre uma casa em construção que está abandonada ao lado da nossa e sobre um terreno próximo que é malcuidado. Eles fizeram notificações e pedidos de limpeza, mas não foi feito nada até hoje”, reclamou. Brunna foi a primeira a sentir febre e dores no corpo, e desconfiou que era dengue antes do diagnóstico.

Doença perigosa

O vírus pode ocasionar quadros graves de saúde e até mortes, algo que preocupa quem contrai a doença. “As pessoas precisam saber que um simples mosquito pode causar muita dor e desconforto. É algo tão perigoso quanto o coronavírus, a diferença é que a dengue é mais simples de prevenir, só precisa de atenção e cuidado”, alerta Brunna.

A Secretaria de Saúde destaca que a colaboração da população é fundamental no combate à doença. As principais formas de prevenção são a limpeza de calhas, o cuidado com caixas d’água e tonéis para que eles se mantenham tampados para evitarem água parada, como fechar bem os sacos plásticos, manter garrafas com a boca para baixo e encher os vasos de planta com areia até a borda, por exemplo.

Brunna pede mais intensidade nas medidas governamentais, como rapidez na hora de atender às denúncias e cobranças mais rígidas das medidas de limpeza. “Agora, estamos no fim do ciclo da doença. Mas continuo me sentindo fraca e com uma tremedeira que não passa. Sem paladar nem fome, só com sede. Mas estamos nos recuperando”, contou a moradora de Taguatinga. O Governo do Distrito Federal (GDF) criou no último mês o programa estratégico “Sanear Dengue”.

A ação é uma força-tarefa de combate ao mosquito da dengue, com participação das secretarias executivas das Cidades e de Políticas Públicas, da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) e com apoio do Corpo de Bombeiros e das administrações regionais. Agentes do programa identificam focos, orientam a população e agem com máquinas de UBV pesado, conhecido como fumacê, e tratamento biológico.

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