×
ContextoExato

Contexto Exato

Brasil - Brasília - Distrito Federal - 29 de junho de 2022

Em artigo, Nicole Kidman alerta para pandemia paralela de violência às mulheres

Em artigo, Nicole Kidman alerta para pandemia paralela de violência às mulheresFoto: Kyle Espeleta

Embaixadora da Boa Vontade Nicole Kidman em evento da ONU em 2018

Onu Mulheres - 02/01/2021 - 16:36:55

Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres diz que conheceu melhor o flagelo através de seus personagens; ligações para linhas de apoio aumentaram em até cinco vezes nas primeiras semanas da pandemia; a cada três meses de bloqueio, mais 15 milhões de mulheres em todo o mundo são afetadas.

Num artigo de opinião, a atriz de Hollywood Nicole Kidman afirmou que “uma pandemia paralela está ocorrendo: a da violência às mulheres.”

Kidman, que é embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, afirma que as chamadas telefônicas para linhas de apoio aumentaram em até cinco vezes nas primeiras semanas da crise global. Ela lembrou que “uma questão, que já era generalizada, tornou-se mais urgente.”

Unicef/Kate Holt

A cada três meses de bloqueio, mais 15 milhões de mulheres em todo o mundo são atingidas pela violência

Pandemia

A atriz pede que todos imaginem “como é a vida para as mulheres e meninas que, como todas as outras pessoas, precisam se abrigar em casa para ficarem seguras da Covid-19, quando a própria casa não é um lugar seguro.”

A cada três meses de bloqueio, mais 15 milhões de mulheres em todo o mundo são atingidas pela violência, enquanto os serviços de apoio, aconselhamento e abrigos para sobreviventes são severamente afetados.

Junto com a violência doméstica, tem havido um aumento de todos os tipos de violência a mulheres e meninas. A atriz destaca “o assédio nas ruas quase vazias, o bullying cibernético, e jovens que foram tiradas da escola e forçadas a se casar” por causa da falta de dinheiro na família.

Unama/Eric Kanalstein

Sistema de justiça afegão continua falhando vítimas de violência de gênero

Experiência

Nicole Kidman assumiu o posto de embaixadora da ONU Mulheres, em 2006, na agência anterior chamada Unifem. Ela conta que, de lá para cá, aprendeu muito e viu o impacto arrasador da violência de gênero no mundo.

A atriz ficou “totalmente chocada” quando ouviu, pela primeira vez, que uma em cada três mulheres e meninas sofre ou sofrerá violência durante a vida.

Nesse mesmo ano, ela visitou Kosovo, nos Bálcãs, e ouviu histórias de mulheres vítimas de violência sexual, viúvas e mulheres que buscavam familiares desaparecidos.

ONU Mulheres/Fahad Kaizer

Mulher em Daka, no Bangladesh, recebendo ajuda. Mulheres sofrem mais com as consequências da pandemia do que os homens

Papel

No artigo, a atriz lembra o papel de Celeste, uma advogada e sobrevivente de violência doméstica no seriado Big Little Lies, dizendo que a produção fortaleceu sua posição sobre o assunto.

Durante as gravações, ela se sentia “muito exposta, vulnerável e profundamente humilhada.” A atriz conta que conseguia demonstrar coragem durante as filmagens, mas ao chegar em casa, percebia o quanto havia sido afetada.

Nessa altura, ela se lembrava das histórias de força e resiliência que havia descoberto como embaixadora. Segundo ela, “todos têm um papel a desempenhar e o poder de contribuir para acabar com a violência a mulheres e meninas, mesmo durante esta pandemia.”

Para Nicole Kidman, o trabalho começa por ouvir e acreditar nos sobreviventes. A atriz afirma que “quando a pessoa é agredida, sua sobriedade, roupas e sexualidade são irrelevantes.”

Segundo ela, pequenas ações, como denunciar comportamentos tóxicos em um amigo ou compartilhar informações relevantes em um chat podem ser muito úteis.

OIT

Mulheres trabalhando em uma fábrica de roupas em Hai Phong, Vietnam.

Educação

A embaixadora da Boa Vontade lembra que cresceu com uma mãe feminista e, por isso, nunca lhe ocorreu que pudesse estar em desvantagem por ter nascido menina.

Hoje, como mãe, ela diz que “é importante alimentar a autoestima, desafiar os estereótipos e a discriminação e dar o exemplo para a geração mais jovem.”

A atriz termina com uma série de apelos para que as pessoas aprendam sobre o tema, entrem em contato se estiverem preocupadas com alguém, usem suas redes sociais para aumentar conscientização e, se tiverem essa possibilidade, façam uma doação para organizações de apoio aos sobreviventes.

Comentários para "Em artigo, Nicole Kidman alerta para pandemia paralela de violência às mulheres":

Deixe aqui seu comentário

Preencha os campos abaixo:
obrigatório
obrigatório
Klara Castanho: Entrega à adoção é legal e gestante tem direito ao sigilo

Klara Castanho: Entrega à adoção é legal e gestante tem direito ao sigilo

Gestante tem direito de não exercer maternidade, dizem especialistas

Luiza Trajano: A pandemia acelerou o processo de igualdade para a mulher

Luiza Trajano: A pandemia acelerou o processo de igualdade para a mulher

Segundo a empresária, a pandemia foi responsável por acelerar o processo de transformação nas companhias.

Gravidez após os 40 anos: o que toda mulher deve saber

Gravidez após os 40 anos: o que toda mulher deve saber

Realidade no Brasil, Europa e EUA, o adiamento da maternidade não é isento de riscos. Médica ginecologista da clínica Origen BH fala sobre o envelhecimento ovariano e o desafio de equilibrá-lo com as aspirações femininas e as transformações sociais da atualidade

Elas batalham pela inclusão de mais mulheres na astronomia

Elas batalham pela inclusão de mais mulheres na astronomia

A proposta inicial de acompanhar as garotas de forma próxima se manteve. “Fazemos o acompanhamento individual de cada menina, auxiliando nas atividades e interagindo”

Quem é Francia Márquez, a primeira mulher negra vice-presidenta na Colômbia?

Quem é Francia Márquez, a primeira mulher negra vice-presidenta na Colômbia?

Francia Elena Márquez Mina foi a mulher mais votada na história das eleições colombianas

'Meu repúdio por qualquer discriminação', diz Xuxa sobre homofobia de religiosos

'Meu repúdio por qualquer discriminação', diz Xuxa sobre homofobia de religiosos

A loira afirmou que está indignada com os discursos e por ver que existem pessoas que apoiam esse pensamento.

Relacionamentos abusivos: o que você precisa saber para mudar esse padrão e se libertar

Relacionamentos abusivos: o que você precisa saber para mudar esse padrão e se libertar

Uma em cada três mulheres sofre violência ao longo da vida, de acordo com relatório divulgado pela OMS. Entenda como o autoconhecimento pode ser um dos caminhos para evitar que os relacionamentos cheguem a este ponto

“A ressignificação da velhice é imprescindível”, destaca juíza do TJ do DF em lançamento de cartilha sobre a pessoa idosa

“A ressignificação da velhice é imprescindível”, destaca juíza do TJ do DF em lançamento de cartilha sobre a pessoa idosa

Conheça a Cartilha Quem Nunca? - Reflexões sobre o preconceito em razão da idade.

'Errei e não há justificativa', diz Talitha Morete após ser acusada de racismo no 'É de Casa'

'Errei e não há justificativa', diz Talitha Morete após ser acusada de racismo no 'É de Casa'

No final do programa, Talitha passou o prato para a convidada e pediu para que ela servisse todos que estavam no estúdio.

Bia Haddad celebra melhor ranking em simples e em duplas; Medvedev vira número 1

Bia Haddad celebra melhor ranking em simples e em duplas; Medvedev vira número 1

Confira abaixo os rankings de simples masculino e feminino

Bia Haddad vence Riske na grama em Nottingham e conquista 1º WTA 250 da carreira

Bia Haddad vence Riske na grama em Nottingham e conquista 1º WTA 250 da carreira

Bia Haddad Maia ainda disputará a final das duplas ao lado da chinesa Zhang Shuai no início da tarde deste domingo. Elas enfrentarão a americana Caroline Dolehide e a romena Monica Nicuslescu.