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Em Brasília. Produtores rurais de Brazlândia aprendem técnica de restauração ecológica

Em Brasília. Produtores rurais de Brazlândia aprendem técnica de restauração ecológicaFoto:

O projeto-piloto está sendo desenvolvido no Centro de Transferência de Tecnologias de Raças Zebuínas com Aptidão Leiteira da Embrapa Cerrados. Participam 17 produtores rurais da região de Brazlândia.

Secretaria De Comunicação Do Mpdf - 01/09/2019 - 15:32:49

Grupo é parceiro do MPDFT em iniciativa de recuperação ambiental.

Produtores rurais da Associação Pró-Descoberto receberam, no último dia 15, visita técnica da Embrapa Cerrados. O objetivo foi mostrar aos agricultores da região de Brazlândia formas de integrar a restauração ecológica aos sistemas produtivos. No método apresentado, a produção de maracujá e o manejo de bovinos são usados para recuperar áreas degradadas.

A técnica possibilita que a altura de gramíneas exóticas, como o capim braquiária, sejam mantidas sob controle pelos bovinos. Ao mesmo tempo, o cultivo de maracujá nativo do Cerrado atrai pássaros, morcegos e insetos que atuam na polinização e na dispersão de sementes. Essa técnica de regeneração, além de oferecer benefícios para o meio ambiente, proporciona uma fonte de renda extra para os agricultores, pois tem aumentado o mercado para o maracujá nativo, que é doce.

O projeto-piloto está sendo desenvolvido no Centro de Transferência de Tecnologias de Raças Zebuínas com Aptidão Leiteira da Embrapa Cerrados. Participam 17 produtores rurais da região de Brazlândia.

Descoberto Coberto

O projeto, nascido de um grupo de trabalho criado pela 3ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Prodema), é coordenado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) desde 2009. O objetivo é promover, por meio de parcerias com os produtores rurais da região, o reflorestamento e a educação ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) do Descoberto. A unidade de conservação foi criada para proteger o principal manancial de abastecimento do Distrito Federal. O projeto visa reflorestar faixas desmatadas às margens do Lago do Descoberto, que fornece água para cerca de 65% da população do Distrito Federal, e também ao longo dos cursos d'água e nascentes que o abastecem.

Até 2017, os agricultores que aderiam ao projeto recebiam apenas mudas de árvores nativas para o plantio. Isto ocorria porque parte dos recursos utilizados para o plantio vinha de compensação florestal de responsabilidade da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). A empresa seguia a previsão legal e plantava árvores como forma compensação florestal. Mudanças recentes na legislação permitiram a utilização de outros métodos, que proporcionam a regeneração dos diversos tipos de vegetação do bioma. O plantio de arbustivas e gramíneas, por exemplo, é uma forma de recuperação mais efetiva do Cerrado, que não é formado apenas por árvores. A fauna que retorna às áreas recuperadas também atua como dispersora de sementes e polinizadora, o que agiliza a restauração do ecossistema de forma integrada.

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