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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 24 de outubro de 2021

Em Brasília. Robô cirúrgico está lacrado e sem uso há 6 anos em hospital público

Em Brasília. Robô cirúrgico está lacrado e sem uso há 6 anos em hospital públicoFoto: Marília Pinheiro

O portal G1 teve acesso a fotos do aparelho que está no HRG e custou quase R$ 500 mil. Seretaria de Saúde diz que 'aguarda decisão da Justiça sobre equipamento'.

Por Afonso Ferreira, G1 Df - 10/06/2019 - 10:44:30

Há seis anos um" robô cirúrgico" que pode ser usado em neurocirurgias está embalado e sem uso no Hospital Regional do Gama (HRG), no Distrito Federal. O G1 teve acesso a fotos do equipamento que custou R$ 469.651,52 aos cofres públicos.

Ele está no setor de hemodiálise do HRG e, segundo a Secretaria de Saúde do DF, ficará encaixotado até uma decisão final da Justiça sobre o que fazer com o aparelho (entenda abaixo). O robô cirúrgico foi comprado em 2013, durante o governo Agnelo Queiroz (PT).

Em maio de 2018, o ex-secretário de Saúde Rafael Barbosa, e outros três ex-gestores da pasta e de uma empresa de material hospitalar foram condenados pela compra sem licitação do robô cirúrgico. A tecnologia estava prevista para os hospitais de Base, de Ceilândia, do Gama, de Taguatinga e de Sobradinho.

A reportagem não conseguiu contato com nenhum dos citados. Em nota enviada ao G1, a Secretaria de Saúde informou que há pareceres técnicos, emitidos na gestão passada que dizem que o equipamento não pode ser instalado.

"Não há infraestrutura para a instalação do equipamento, principalmente em relação à capacidade da rede elétrica em alguns hospitais e à insuficiência da rede de comunicação via internet para integrar on-line o aparelho."

A pasta informou ainda, que profissionais não foram treinados para usar o aparelho.

A reportagem questionou o Tribunal de Justiça do DF (TJDF) sobre o andamento do processo referente ao robô cirúrgico. Em nota, o Tribunal informou que "o processo está em fase de recursos para as instâncias superiores".

Entenda o caso

Paciente é operado com o auxílio de robôs usados para procedimentos cirúrgicos à distância, em imagem de arquivo — Foto: SRI International/Wikimedia Commons

Em 2013, durante a gestão do então governador Agnelo Queiroz (PT), o GDF começou o procedimento para aquisição de robôs para uso nos chamados "procedimentos invasivos". O termo de referência, no entanto, "não demonstrou a vantagem da aquisição dessa tecnologia", informa o processo.

De acordo com o Ministério Público do DF (MPDF), como na época não havia recursos para a aquisição desses equipamentos, "houve desvinculação de verbas com outras finalidades imprescindíveis".

Para o MP, o contrato foi firmado de "forma temerária", ou seja, sem a verificação de possibilidade de outras opções no mercado, com menor preço.

"Os gestores não prepararam os hospitais da rede pública para receber os equipamentos, que necessitam de uma infraestrutura diferenciada", diz o MP.

Em 2014, após um ano da aquisição dos aparelhos, apenas um robô estava em uso no Hospital de Base, "sem informação da produtividade".

Veja mais notícias sobre a região no G1 DF.

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