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Em menos de 2 anos, Gaeco atuou em 32 operações contra corrupção no DF

Em menos de 2 anos, Gaeco atuou em 32 operações contra corrupção no DFFoto: CorreioWeb

Ao todo, foram presas 75 pessoas e 91 pessoas denunciadas. O MPDFT pediu R$ 203,7 milhões em reparação de danos

Manoela Alcântara - Metrópoles - 26/09/2020 - 07:46:34

Em menos de dois anos de atuação, os integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagraram 32 operações. Entre elas, 16 foram próprias e outras 16 em parceria com promotorias de Justiça do MPDFT ou Ministérios Públicos estaduais. Os dados fazem parte de um levantamento no período de fevereiro de 2019 a setembro de 2020.

A atuação do Gaeco gerou 75 prisões, 91 pessoas denunciadas, 293 mandados de busca e operação e 81 ações ajuizadas. Além disso, o MPDFT pediu R$ 203.702.358,27 de reparação de danos e a Justiça determinou a indisponibilidade R$ 244.241.360,18 em bens. Entre os condenados a terem os bens bloqueados estão políticos, servidores e ex-gestores de áreas importantes como a Saúde.

Entre todas as operações realizadas, a maior foi a Falso Negativo, que prendeu, em 25 de agosto deste ano, oito integrantes do alto escalão da Secretaria de Saúde do DF, incluindo o ex-secretário da pasta, Francisco Araújo.

Somadas as duas fases, foram cumpridos 109 mandados de busca e apreensão, 7 prisões e 15 pessoas denunciadas. A ação também gerou R$ 46 milhões em requerimento de reparação de danos. A Justiça aceitou denúncia do MPDFT contra os investigados nesta sexta-feira (25/9).

Fases

A primeira fase da operação, deflagrada em julho deste ano, apurou ilegalidades praticadas em contratações que envolviam testes para detecção do novo coronavírus.

As investigações apontaram indícios de superfaturamento na aquisição dos insumos e evidências de que as marcas adquiridas não seriam seguras para a detecção da doença. A segunda fase, em agosto, contou com a colaboração de mais de 500 servidores públicos e apurou prejuízo milionário ao erário, causado em razão de superfaturamento dos produtos adquiridos pela Secretaria de Saúde do DF. Foram objeto de investigação duas dispensas de licitação.

Em relação ao ano de 2019, a Operação Contêiner, deflagrada em abril, pode ser considerada a maior em números de mandado de busca e apreensão: foram cumpridos 43. Também foi a que gerou o maior valor em requerimento de reparação de danos: R$ 142.766.178,08.

A ação ocorreu simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal, e investigou contratações da empresa Metalúrgica Valença Indústria e Comércio Ltda., realizadas pela Secretaria de Saúde do DF para entrega de materiais e montagem das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e estabelecimentos assemelhados.

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