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Em Salvador. Daniela Mercury presta homenagem à Declaração Universal dos Direitos Humanos

Em Salvador. Daniela Mercury presta homenagem à Declaração Universal dos Direitos HumanosFoto:

Daniela falou sobre importância de falar sobre direitos no seu tradicional show, que faz no primeiro dia do ano, em Salvador, na Bahia.

Da Assessoria De Imprensa / Da Onu News / Fotos: Célia Santos - 06/01/2019 - 10:32:19

Uma parceria da Organização Internacional do Trabalho, OIT, com a cantora brasileira Daniela Mercury, levou ao palco uma homenagem à Declaração Universal dos Direitos Humanos que completou 70 anos no fim de 2018.

Em entrevista para a ONU News, Daniela ressaltou a importância de falar sobre direitos humanos no seu tradicional show, que faz no primeiro dia do ano, na cidade de Salvador, no Brasil.

“Os brasileiros não se apropriaram de seus direitos e deveres, eles não sabem muito bem como lidar com esse poder que tem como cidadão. E quando a gente está com os direitos ameaçados, a gente precisa empoderar. Está se usando muito esse termo. Eu sempre falei de reforçar autoestima, a minha arte sempre serviu muito para alimentar meu povo de poder”.

Defensora dos direitos das crianças, a cantora brasileira conta que liderou uma ONG por muitos anos, onde usava a arte para realizar trabalhos ligados ao universo infantil em todo, desde 1995, ela lembrou as campanhas com as quais já esteve envolvida.

Embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, desde 1995, ela lembrou as campanhas com as quais já esteve envolvida

“Eu estive em Brasília várias vezes para fazer com que todas as campanhas fossem abraçadas pelos governos federais, todas a campanhas do Unicef, desde o aleitamento materno, do soro caseiro, depois contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, contra o trabalho infantil, a inserção de crianças com deficiência em escolas públicas. Todas as campanhas de lá para cá eu participei ativamente.” 

Além do trabalho com o Unicef, em 2015 Daniela Mercury e sua esposa Malu Verçosa foram eleitas Campeãs da Igualdade da ONU no Brasil e porta vozes da Campanha Livres & Iguais, promovida pelas Nações Unidas.

Cultura Africana

A cantora e compositora conta que aos 8 anos de idade começou a cantar em Yorubá, um idioma do continente africano, e que desde aquela época já lutava contra o racismo no Brasil.

Uma de suas músicas mais recentes foi inspirada no filme Pantera Negra. Em “Pantera Negra Deusa", ela reverencia o bloco Ilê Ayê e comunidades negras de sua cidade natal.

Daniela declara que sempre esteve comprometida com as questões da humanidade, cantando canções de própria autoria e de compositores locais sobre temas relacionados ao racismo, contra a opressão e todos os tipos de discriminação

“A gente tem uma opressão gigantesca e eu quero muito que a gente faça campanha contínuas contra o racismo, eu tenho falado muito sobre isso com o Unicef. Já existe o Vidas Negras.

Países Lusófonos

Entre alguns dos países africanos que já esteve, estão Angola, Moçambique e Cabo Verde, onde fez conexões com artistas locais, como a cantora cabo-verdiana Mayra Andrade, Angélique Kidjo, do Benin, que também é embaixadora do Unicef, e o escritor moçambicano Mia Couto.

A artista conta que ajudou a divulgar a cultura e os artistas de Angola no Brasil. E fala da importância dessa união com os países lusófonos. 

“Eu tenho usado também a sabedoria de Mia Couto com a experiência que ele tem em Moçambique, porque é muito parecido. A opressão que o povo negro brasileiro sofre é equivalente. De longe parece que não é, mas é.”

De acordo com o Unicef, Daniela é uma importante aliada na defesa da melhoria das condições de vida de meninas e meninos brasileiros, contribuindo para a construção de um mundo mais justo, solidário e sem discriminação.

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