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Embaixada da Paz, o lema é fazer o bem

Embaixada da Paz, o lema é fazer o bemFoto: Correio Braziliense

A Embaixada da Paz, fundada ontem em cerimônia no Jardim Botânico, reunirá pessoas interessadas em se envolver em ações solidárias e ajudar cidadãos em situação de vulnerabilidade social.

Darcianne Diogo* - Correio Braziliense - 10/10/2019 - 08:50:42

Cerca de 60 pessoas celebraram ontem o ato simbólico de hasteamento da Bandeira da Paz: espiral que se transforma em Sol

Definir o significado de paz pode ser uma tarefa complexa. Muitas pessoas associam o termo apenas a calma, tranquilidade e ausência de conflitos, mas não imaginam a pluralidade da palavra. O conceito ganhou até entidade própria: a Embaixada da Paz. O projeto, fundado e presidido pela atriz e escritora Maria Paula Fidalgo, visa promover iniciativas que contribuem para o avanço da cultura de paz, dar visibilidade a ações voluntárias e ajudar cidadãos em situação de vulnerabilidade social.


Ontem, mais de 60 pessoas, entre participantes da iniciativa, convidados e autoridades públicas se reuniram no Jardim Botânico para celebrar o ato simbólico de hasteamento da Bandeira da Paz e oficializar a fundação da entidade. A imagem do balsão representa uma espiral, que se transforma em Sol. “O contrário de paz é estagnação; então, a nossa entidade nasce com esse propósito de fazer com que as pessoas saiam da zona de conforto e venham praticar o bem”, destaca Maria Paula.

A solenidade começou com a apresentação da Orquestra Reciclando Sons, formada por estudantes da Cidade Estrutural e idealizada pela maestrina Rejane Pacheco. Uma das músicas tocadas foi em homenagem a Maria Paula. “É tão lindo encontrar em alguém o desejo de fazer o bem. Sua luz vai me fazer vencer”, diz um dos trechos.

A atriz Maria Paula é fundadora e presidente da Embaixada da Paz (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A atriz Maria Paula é fundadora e presidente da Embaixada da Paz


A Embaixada da Paz funcionará como ambiente propício para ajudar as pessoas a praticarem os bons costumes e hábitos. Ações voluntárias, palestras e programas de mentoria também serão postas em prática. Recentemente, a embaixada, em parceira com a União Internacional de Telecomunicações (UIT) da Organização das Nações Unidas (ONU), criou um programa de treinamento na área da tecnologia para meninas da Estrutural em situação de vulnerabilidade. Por dois dias, as adolescentes aprenderam conhecimentos básicos de informática e participaram de rodas de conversa sobre empoderamento feminino. “Isso é um compromisso sério que estamos fazendo. Temos de fazer o exercício diário de nos tornarmos melhores seres humanos. Quando perceber que está falando mal de alguém, por exemplo, mude de pensamento. Vamos fazer a escolha de seguir a paz, pois levaremos nossos amigos e familiares para o caminho certo”, destaca a atriz.


Bons costumes
A coordenadora de programa da UIT, Vera Zanetti, foi uma das primeiras funcionárias da organização desde a abertura do escritório no Brasil, em 1992. Segundo ela, o conceito de paz refere-se a fazer o bem a alguém sem ter proveito próprio. Durante a trajetória na profissão, ela implementou e coordenou projetos no país no setor de telecomunicações. “O meu trabalho está ligado ao empoderamento. Temos beneficiado grupos vulneráveis, como indígenas, idosos, crianças, mulheres e pessoas com deficiência. Então, auxiliamos na inclusão e no desenvolvimento social e econômico”, ressalta.


Um de seus programas é capacitação e formação de povos indígenas na área da tecnologia. Desde 2005, ela treina esse público para criar sites, mexer no celular, desenvolver conteúdos, entre outros. No total, mais de 3.280 mil indígenas da América Latina, incluindo o Brasil, serão beneficiados. “Há muita evasão, pois alguns precisam viajar mais de duas horas de barco para chegar à comunidade que tem o computador. Mas, os que conseguem terminar o curso, são muito guerreiros. É gratificante de ver”, conta.


O contador Marcelo Pollo, 57 anos, é um dos voluntários da Embaixada da Paz. Ele ingressou no grupo depois de conhecer Maria Paula. Desde então, percebe as mudanças na vida depois de praticar bons costumes. “Acaba que passamos a ter mais empatia pelo outro. Pensamos mais, convivemos mais e percebemos que o nosso problema pode ser muito menos em comparação ao de outra pessoa”, argumenta.


*Estagiária sob supervisão de Guilherme Goulart

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