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Enquanto Lula for ameaça ao eleitorado conservador, Sérgio Moro será seu maior inimigo

Para aliados de Moro, enquanto Lula e o PT ainda representarem algum tipo de “ameaça” ao eleitorado conservador, o ex-juiz será peça importante no jogo político do País.

Por Alberto Bombig-coluna Do Estadão-tribuna Da Internet - 12/08/2019 - 18:01:06

Moro continua a ser uma peça importante no jogo político.

No entorno de Sérgio Moro é dado como certo que o ministro da Justiça será para sempre o maior inimigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, superando com larga vantagem Jair Bolsonaro e João Doria (PSDB) no rol de adversários do petista e do PT.

Essa percepção se consolidou após o ataque hacker e as consequências dele e explicaria os ainda altos índices de aprovação do ministro em parcela expressiva do eleitorado, tornando-se um ativo eleitoral poderoso para Moro, estando o ex-juiz dentro ou fora de qualquer governo em 2022.

JOGO POLÍTICO – Para aliados de Moro, enquanto Lula e o PT ainda representarem algum tipo de “ameaça” ao eleitorado conservador, o ex-juiz será peça importante no jogo político do País.

A prova cabal de que o ataque hacker teve por objetivo libertar Lula, diz alguém que conhece bem Moro, é o juiz Marcelo Bretas ter passado incólume até agora: o magistrado do Rio botou na cadeia figurões do MDB, como Cabral e Temer.

DORIA E LULA – O governador paulista João Doria pegou pesado com Lula ao dizer que o ex-presidente teria oportunidade única de “trabalhar” caso fosse mesmo transferido para o sistema prisional paulista.

A declaração foi interpretada como sinal da disposição do governador tucano de permanecer firme na centro-direita, apostando no desgaste de Jair Bolsonaro até 2022.

Na outra ponta, ao defender as vítimas da ditadura em entrevista ao Estado, Doria deixa claro que investirá na imagem de uma direita “menos tosca e mais esclarecida”, na definição de um aliado dele.

TASSO EM AÇÃO – O PSDB comemora a escolha de Tasso Jereissati para relatar a reforma da Previdência no Senado. Entende ser uma oportunidade de se associar ao tema que está entre suas bandeiras desde o governo Fernando Henrique.

Na largada dos trabalhos da reforma da Previdência no Senado, Tasso quer ouvir, no mesmo dia, um grupo heterogêneo. Chamará o secretário Rogério Marinho (representando o governo), Rafael Fonteles (pelos Estados), o presidente da AMB, Jayme de Oliveira, (funcionalismo), e o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa, da gestão Dilma. O requerimento de Tasso Jereissati é o primeiro da pauta na CCJ.

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