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Esculturas achadas em cidade de 4.300 anos lançam luzes sobre raízes da civilização na China

Esculturas achadas em cidade de 4.300 anos lançam luzes sobre raízes da civilização na ChinaFoto: Sputnik Brasil

Antes das escavações serem suspensas no início da pandemia do coronavírus, os arqueólogos descobriram impressionantes esculturas feitas de pedra do início da civilização na China.

Sputnik Brasil - 11/08/2020 - 11:54:34

Em 2018, arqueólogos descobriram na China uma cidade de 4.300 anos, quase dois mil anos antes do trecho mais antigo da Grande Muralha e 500 anos antes da civilização chinesa criar raízes na Planície Central. No local foi encontrada uma pirâmide de 70 metros de altura e 24 hectares de base. O sítio arqueológico ficou conhecido como Shimao, no norte da província de Shaanxi.

No início deste ano, arqueólogos encontraram 70 esculturas de pedra em relevo na forma de cobras, monstros e bestas semi-humanas que se assemelham à iconografia posterior da Idade do Bronze na China.

​Descobertas em uma cidade-fortaleza de 4.300 anos, conhecida como Shimao, fazem arqueólogos repensarem as raízes da civilização chinesa

"Shimao é uma das descobertas arqueológicas mais importantes deste século", resumiu Sun Zhouyong, diretor do Instituto Provincial de Arqueologia de Shaanxi e líder da escavação, à revista National Geographic. "Isso nos dá uma nova maneira de olhar para o desenvolvimento inicial da civilização na China", acrescentou.

Em Shimao também foram descobertos restos de sacrifícios humanos. Em uma parede na parte leste da cidade foram encontrados 80 crânios humanos agrupados em seis poços. A quantidade e a localização dos crânios sugerem um ritual de decapitação durante a construção da parede. Dessa forma, este é o exemplo mais antigo de sacrifício humano na história chinesa. Cientistas forenses determinaram que quase todas as vítimas eram meninas, provavelmente prisioneiras que pertenciam a um grupo rival.

"O que é significativo é que Shimao, com muitas outras áreas, mostra que a civilização da China tem muitas raízes e não surge apenas do crescimento na Planície Central, no meio do rio Amarelo", comenta Jessica Rawson, professora de Arte Chinesa e Arqueologia da Universidade de Oxford.

Os pesquisadores já conheciam o local, mas acreditava-se anteriormente que era apenas parte da Grande Muralha e nenhuma escavação extensiva havia sido realizada até 2018. Agora, o trabalho recente estabeleceu que a cidade é muito maior e antiga que o muro lendário.

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