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Estudantes de Taguatinga conquistam prêmios em duas categorias de torneio mundial de robótica

Estudantes de Taguatinga conquistam prêmios em duas categorias de torneio mundial de robóticaFoto: Correio Braziliense

Equipe de estudantes de Taguatinga conquistou prêmios em duas categorias de torneio mundial de robótica, em Sydney, na Austrália

Por Brenda Silva* E Cristiane Noberto*-correio Braziliense - 11/07/2019 - 10:30:33

Um capacete que alivia o estresse e um robô feito com peças de Lego capaz de superar obstáculos desenvolvidos por alunos de Brasília venceram campeonato de robótica em Sydney, na Austrália. Os autores dos projetos são estudantes de 13 a 16 anos do Sesi de Taguatinga. Ontem, eles desembarcaram no Aeroporto de Brasília com medalhas no peito e muita história para contar sobre a participação no First Lego League.


Dos nove participantes, seis são meninas. A equipe, batizada Albatroid, também conta com dois técnicos e um ex-competidor que atua como mentor. O time conquistou o primeiro lugar na categoria de Estratégia e Inovação, com a criação de um capacete que alivia o estresse de um astronauta com o auxílio de terapias alternativas, como cromoterapia, musicoterapia e reflexoterapia. O grupo também chegou ao segundo lugar no Desafio da Mesa com o robô autônomo chamado Tobirama.


No saguão do aeroporto, pais e professores esperavam, ansiosos, a chegada dos competidores. “Esta semana foi bem difícil, por sentir muita falta dela. Ao mesmo tempo, fico feliz por eles terem alcançado um sonho”, comentou a servidora pública Maria de Fátima, mãe de Anna Clara Carmino.


“É uma experiência única. Foi maravilhoso participar da viagem e do torneio com essa equipe”, relata Gabrielly Antônio. Aos 16 anos, a competidora viajou pela primeira vez ao exterior e voltou com mais sonhos: fazer intercâmbio para estudar a língua inglesa e ajudar os futuros integrantes da equipe. “A Gabrielly e a robótica têm uma história muito linda. Ela respira isso, e você consegue enxergar nos olhos dela”, destacou a mãe, Crisleni Abelayr, orgulhosa.


Para cada adolescente a experiência foi diferente, até mesmo inclusiva. É o que afirma a estudante Ana Carolina de Moraes Baia, 16, que sonha em cursar bioengenharia em uma universidade pública para continuar participando de competições de robótica. Segundo ela, a representação feminina chamou a atenção durante o torneio. “O Brasil também se destacava por ter meninas na equipe, pois a maioria dos outros países não tinham. É importante lembrar que a robótica não é só para homens”, observou.


A mais nova da equipe, Letícia Souza Santana Marinho, 13, disse que foi a experiência mais diferente de todas que já viveu e ressaltou a importância de conhecer pessoas de outras nacionalidades. “Isso nos fez criar ainda mais respeito por outras religiões, modos de falar, a maneira de cumprimentar... Conseguimos conhecer melhor as outras equipes e, mesmo com a dificuldade de comunicação, nós aprendemos o quanto o trabalho em equipe é essencial para um bom resultado”, afirmou a menina, que sonha se tornar neurocientista.


Pai de Letícia, o empresário Marcos Candido Ferreira acompanhou a filha pessoalmente no torneio e destacou o grande empenho de todos os estudantes. “A gente vê o quão dedicados os nossos meninos são e a visibilidade que eles estão criando para eles, além de representar nosso país lá fora”, comemorou.


Um ponto de destaque na competição foi o trabalho em equipe, fundamental para o êxito. “É claro que temos divergência de ideias, o que é muito comum em todas as equipes, mas superamos isso para que todo mundo esteja envolvido e que todos saibam o que está acontecendo”, apontou Ives Dijuran Bomtempo de Araújo, 16.


Orgulho
“Formamos essa equipe em 2016, e desde então estamos pleiteando uma vaga para o internacional. Do mesmo jeito que representou uma realização para eles, também foi para mim. Como professor, nunca imaginei vivenciar um momento tão incrível com eles”, disse André Alcântara, 38, professor de matemática e robótica e um dos treinadores do grupo.


A equipe também foi recebida por representantes do sistema Fibra e pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Gilvan Máximo. Marco Secco, diretor regional do Senai-DF, afirmou que os alunos conquistaram tudo por merecimento. “A partir do trabalho em equipe, obtemos resultados mais efetivos, a partir da competência técnica adquirida. Eles conseguiram crescer e aproveitar a oportunidade que tiveram.”

* Estagiárias sob supervisão de Mariana Niederauer


Recorde
O torneio mundial é realizado pela First Lego League e inclui três categorias: projeto de pesquisa; desafio do robô ou da mesa e Corevaleus. É disputado por crianças e adolescentes de 9 a 16 anos, e a equipe do DF conseguiu bater o recorde de pontuação, com 376 pontos de um total de 400, a maior de uma equipe brasileira nesta temporada. A competição ocorreu de 4 a 7 de agosto e reuniu estudantes de 42 países.

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