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Estudo da UnB aponta que velocidade e direção ao caminhar ou correr aumenta chances de contágio do coronavírus; entenda

Estudo da UnB aponta que velocidade e direção ao caminhar ou correr aumenta chances de contágio do coronavírus; entendaFoto: TV Globo/Reprodução

Pessoas correndo em calçada durante pandemia do novo coronavírus, em Brasília

Por G1 Df E Tv Globo - 23/05/2020 - 00:55:22

Pesquisa coordenada pelo Instituto de Física criou modelo matemático e programa de computador para fazer análises. 'Pessoas deveriam seguir em sentido único', afirma professor.

Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) aponta que a direção e a velocidade com que as pessoas caminham, ou correm na rua, podem aumentar ou diminuir as chances de contágio pelo novo coronavírus. De acordo com a pesquisa do Instituto de Física (IF), quanto maior a velocidade, maior será a chance de encontrar pessoas diferentes pelo caminho.

O professor Bernardo Mello – responsável pelo trabalho – criou um modelo matemático e um programa de computador que simula o movimento das pessoas ( entenda abaixo ). A conclusão, diz ele, é que todos deveriam seguir em um sentido único, principalmente durante a pandemia da Covid-19.

"A pesquisa não aborda, de forma específica, o novo coronavírus. Mas tem por objetivo mostrar que organizar o trânsito de pedestres reduz o encontro de pessoas em direções contrárias, o que pode diminuir o contágio de doenças."

De acordo com o físico, o estudo pode ser aplicado para tentar frear a disseminação de qualquer doença em que exista a preocupação de se evitar o contato, voluntário ou involuntário, entre as pessoas. "Como o vírus fica no ar por um certo tempo, ao passar por muitas pessoas diferentes, mesmo que por pouco tempo, quem tem o vírus pode contaminar outra pessoa", explica Mello.

Como a pesquisa foi feita

Pesquisa da UnB investigou com quantas pessoas um pedestre cruza ao caminhar e correr.  — Foto: TV Globo/Reprodução

Pesquisa da UnB investigou com quantas pessoas um pedestre cruza ao caminhar e correr. — Foto: TV Globo/Reprodução

A pesquisa do Instituto de Física da UnB investigou com quantas pessoas um pedestre cruza ao caminhar ou correr. O professor Bernardo Mello usou dados, sobre velocidade média e desvio padrão, de pessoas que caminham uma média de 5 km/h e que correm uma média de 10 km/h, para criar um modelo matemático e um programa de computador que simula o movimento.

De acordo com as simulações:

  • Quando 500 pessoas andam e correm livremente em uma pista de 5 km em um parque, por exemplo, elas cruzam, em média, com 13 pessoas a cada minuto;
  • Se a situação for feita ao analisar a caminhada, o número de cruzamentos cai para 9,25 por minuto;
  • Se, além de caminhar, os pedestres andarem em um único sentido, os cruzamentos caem para 1,7 por minuto.
"Parar de correr e somente caminhar em sentido único reduziria o número de cruzamentos", afirma Mello.

Uma das conclusões do estudo é a de que, quando os parques públicos reabrirem, o ideal é que as pessoas andem somente na mesma direção – e que não corram. "Em Brasília, a medida pode ser facilmente adotada em locais como o Parque da Cidade. Isso reduziria o nível de contaminação", sugere o professor.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

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