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Fatos científicos da semana

Fatos científicos da semanaFoto: CorreioWeb

Dinos com penas tinham piolhos

Correioweb - 14/12/2019 - 09:45:23

Segunda-feira, 9 - Em linha direta com as rãs

Um estudo publicado na Methods in Ecology and Evolution apresenta um equipamento capaz de monitorar rãs a distância. O aparelho, batizado de FrogPhone, foi criado por cientistas da University of New South Wales, que permite a captação do som dos anfíbios em tempo real. “Esse novo dispositivo permite “telefonar” para um lugar onde vivem rãs, o tempo todo e de qualquer lugar”, explicou Adrián Garrido Sanchís, coautor do estudo. As observações acústicas a distância permitem que os pesquisadores determinem a densidade das diferentes espécies em um lugar determinado e avaliem o nível de conservação. O FrogPhone funciona com energia solar e utiliza as redes 3G e 4G, faz inventários acústicos a distância (por telefone) e, ao mesmo tempo, colhe dados ambientais, como a temperatura da água e do ar (transmitidas por SMS). Para observações noturnas (quando as rãs são mais ativas), os pesquisadores podem agendar suas ligações, para serem gravadas e analisadas posteriormente. Segundo os cientistas, o FrogPhone foi testado “com sucesso” de agosto de 2017 a março de 2018.



Terça-feira, 10 - Dinos com penas tinham piolhos

Há 100 milhões de anos, dinossauros com penas já sofriam com piolhos, constatou um estudo publicado na Nature Communications. A diferença para os insetos modernos é que os ancestrais não se alimentavam de sangue, mas das penas. Tanto que uma delas, investigada pelos cientistas, estava danificada, aparentemente mastigada, como agora são as penas de pássaros infestados. “Esse inseto, chamado Mesophthirus engeli, apresenta uma série de caracteres morfológicos dos parasitas externos: um corpo minúsculo sem asas, uma cabeça com grandes peças bucais feitas para mastigar, antenas curtas e robustas”, explicou Chungkun Shih, do Museu Nacional de História Natural de Washington. A descoberta se deu na análise de cerca de mil penas pertencentes a colecionadores de âmbar. Entre eles, estavam duas de dinossauros.



Quarta-feira, 11
Carboidratos impactam o sono de mulheres na pós-menopausa


O consumo de carboidratos em mulheres na pós-menopausa pode causar insônia, destaca um estudo publicado na revista American Journal of Clinical Nutrition. Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, mostram, em análises comparativas, que mulheres que passaram pelo climatério e que tinham uma dieta mais calórica, principalmente com açúcares adicionados, eram mais propensas a ter insônia. O mesmo não ocorreu naquelas que se alimentavam com vegetais, fibras e frutas integrais. Para os pesquisadores, a descoberta pode ajudar a combater o problema de saúde com uma medida mais simples que as usadas atualmente. “A insônia é frequentemente tratada com terapia cognitivo-comportamental ou medicamentos, mas essas alternativas geralmente são caras ou podem causar efeitos colaterais”, assinalou em um comunicado à imprensa James Gangwisch, pesquisador da Universidade de Columbia.

 (Mahmoud Zayyat/AFP - 27/10/19)


» Quinta-feira, 12
Prática de ioga beneficia as funções cerebrais


A revisão de 11 estudos sobre a relação entre ioga e a saúde do cérebro, publicada na revista Brain Plasticity, traz evidências de que a prática aprimora muitas das mesmas estruturas e funções cerebrais que se beneficiam do exercício aeróbico. Cinco dessas pesquisas envolveram pessoas sem experiência na prática em uma ou mais sessões de ioga por semana, durante um período de 10 a 24 semanas, comparando a saúde do cérebro no início e no fim da intervenção. Os outros estudos mediram as diferenças cerebrais entre praticantes regulares e indivíduos que não têm o costume de realizar a atividade. Todas as pesquisas envolviam Hatha Yoga, que inclui movimentos corporais, meditação e exercícios respiratórios. “A partir desses estudos, identificamos algumas regiões cerebrais que surgem consistentemente e, surpreendentemente, não são muito diferentes daquilo que vemos nas pesquisas sobre exercícios”, disse Neha Gothe, da Universidade de Illinois, uma das líderes do estudo.

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