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Fraude perigosa em frutos do mar é descoberta nos Estados Unidos. E, no Brasil, como será?

Fraude perigosa em frutos do mar é descoberta nos Estados Unidos. E, no Brasil, como será?Foto: Estado

Queríamos destacar que existem outras espécies além das espécies de alto risco

Estadão Conteúdo - 14/03/2019 - 19:10:31

A Oceana, uma ONG marinha com uma história recente de rótulos errados de frutos do mar, publicou novo relatório sobre uma fraude perigosa em frutos do mar nos USA. Eles descobriram que 20% dos 449 peixes que testaram estavam incorretamente rotulados. Eram tantos os erros, e tão grosseiros, que chegaram a conclusão tratar-se de fraude.

Alguns dos tropeços

Halibut do Alasca por turbot da Groenlândia e snapper Florida por jobfish lavanda, para citar alguns. Ao pedir uma anchova em um restaurante, você pode esperar ser servido de um pargo. A Oceana ganhou as manchetes em 2016 com uma reportagem massiva de fraude de frutos do mar em escala global. Desde então, a NOAA criou o Programa de Monitoramento de Importação de Frutos do Mar (SIMP), para rastrear 13 espécies consideradas de alto risco de serem vendidas ou adquiridas ilegalmente de forma fraudulenta. Se lá, nos Estados Unidos, onde a opinião pública tem voz existe esta fraude, imagine em países que não nos respeitam como o Brasil? Deve ser o samba do crioulo doido…Kimberly Warner, cientista sênior da Oceana e uma das autoras do relatório, disse:

Queríamos destacar que existem outras espécies além das espécies de alto risco

Em setembro passado, um vendedor de caranguejo na Virgínia se confessou culpado de conspirar para passar carne de caranguejo como caranguejo azul do Atlântico. Notícias locais alegaram que mais de 180 toneladas de carne de caranguejo falsamente rotulada foram vendidas em grandes cadeias de supermercados como a Harris Teeter.

Como foi feita a reportagem da Oceana

Para obter um instantâneo de um resultado generalizado, funcionários e voluntários da Oceana recolheram amostras de peixes de 24 diferentes estados e no Distrito de Columbia. Foram vistoriados restaurantes, mercados de frutos do mar, mercearias etc. As amostras foram enviadas para um laboratório onde o DNA foi analisado. O robalo e a anchova eram as espécies mais comumente erradas. A rotulagem errônea também ocorreu quando peixes importados e mais baratos eram comercializados. Peixes criados em fazendas eram comercializados como selvagens. No primeiro relatório, de 2013, os erros encontrados eram de 33%. Agora, a taxa é de 20% das amostras. Warner,

O que vimos é que ainda temos um problema. É sobre todo mundo que come peixes e frutos do mar

Ilustração de um peixe pargo

Ilustração: web.sapo.io.

ilustração de um robalo

Fraude perigosa em frutos do mar nos USA. O robalo, delícia do mar. Ilustração thisfish.info.

Estado de Nova York compra a briga

Em dezembro passado, o procurador-geral do Estado de Nova York divulgou um relatório sobre as taxas de fraude “perturbadoras” nos supermercados de Nova York. Verificou-se que um em cada quatro peixes amostrados foram erroneamente rotulados. Peixes mais baratos e menos desejáveis. Particularmente no que diz respeito ao relatório é constatar que alguns deles são peixes que contêm níveis mais elevados de mercúrio ou são provenientes de pescarias menos sustentáveis.

Fraude perigosa em frutos do mar nos USA

Dos frutos do mar consumidos nos EUA, mais de 90% são importados. Em alguns casos, os consumidores que tentavam apoiar os pescadores locais eram servidos por frutos do mar de um país estrangeiro sem o saberem.

No Brasil

O único modo de evitar fraudes por aqui é o extremo cuidado do consumidor. Infelizmente ainda não temos trabalhos investigativos que esclareçam ao consumidor a origem do pescado, e ou fruto do mar, que consome. O melhor mesmo é buscar saber a origem sempre. Por exemplo, a maior parte dos camarões vendidos no Brasil vêm de criações que destroem o mangue e abusam dos produtos químicos. Aqui também recomenda-se cuidado ao consumir tubarões, vendidos como cações (tubarões, ameaçados de extinção são o mesmo que cações, embora o vulgo pense ser outro tipo), ou atuns em geral. Outra cascata ‘made in Brazil’ é o nobre peixe ‘Saint Pierre’vendido em restaurantes com este pomposo nome. Trata-se de nada mais, nada menos que uma tilápia criada em fazendas. F rutos do mar misturados com fezes de suínos estão sendo vendidos “aos montes” pelo mundo, é outro alerta que o Mar Sem Fim já deu aos internautas. Portanto, abra o olho!

Fonte: https://www.nationalgeographic.com/environment/2019/03/study-finds-seafood-mislabeled-illegal/.

Foto de abertura:http://seasonalcookinturkey.com/.

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