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Futebol na palma da mão: o streaming nas transmissões esportivas

Futebol na palma da mão: o streaming nas transmissões esportivasFoto: Divulgação / Conmebol

Plataformas de streaming começam a ganhar cada vez mais força no mercado esportivo e já se mostram como uma realidade no ramo

Por Renato Senna - Jornal Destak - 21/05/2019 - 15:08:04

Nesta semana, quatro clubes brasileiros entram em campo pela Copa Sul-Americana. Mas o torcedor que ligar a televisão no horário do jogo de seu time vai ter uma surpresa: não irá achar a partida em nenhum canal. Isso porque a transmissão será feita exclusivamente pela plataforma da DAZN na internet, de modo semelhante ao que acontece com os jogos de quinta-feira na Libertadores, com o Facebook.


Os serviços de transmissão esportiva via plataformas de streaming são uma realidade que chegou para ficar no Brasil. O Facebook é um dos grandes exemplos. Em 2011, uma parceria com o Esporte Interativo viabilizou a primeira transmissão de uma partida de futebol na rede social, a final da Copa do Rei daquele ano, disputada entre Real Madrid e Barcelona. Nos últimos anos, o Facebook garantiu as compras dos direitos da Champions League e, agora, da Libertadores, transmitindo com exclusividade os jogos de quinta-feira da competição.


Isso tudo é parte de uma estratégia para alavancar a nova plataforma de vídeos da rede social, o Facebook Watch. Um dos fatores identificados para o sucesso da plataforma era a necessidade de ter conteúdo premium , e o Brasil é visto como um dos seis mercados-chave, ao lado de Estados Unidos, China, Índia, México e Vietnã.

"Eventos assim ajudam a levar novas pessoas para o Watch, criar uma mudança de hábito e fazer as pessoas voltarem para assitir. Estamos muito felizes com os números.
E isso tende a aumentar. É uma questão de mudança de hábito. A frequência [de jogos no Facebook] ajuda nessa mudança", disse Leonardo César, executivo de Esportes para a América Latina do Facebook.


Outro fator importante identificado pelo Facebook é a importância de socialização durante a transmissão de eventos esportivos. Pensando nisso, a rede social criou o Watch Party, que permite que amigos organizem grupos para acompanhar as transmissões e possam interagir entre si.


O sucesso das transmissões online fez com que surgissem outras plataformas de streaming e que as empresas de mídia tradicional fortalecessem suas plataformas digitais. A Globo, por exemplo, tem aperfeiçoado suas transmissões digitais em seu site e, mais além dos jogos, tem feito pós-jogo exclusivo para o globoesporte.com.


Outras empresas estão surgindo. Como é o caso da DAZN, plataforma inglesa que está presente em vários países pelo mundo e se dedica às transmissões exclusivamente em plataformas digitais. Com os direitos de campeonatos como a Copa Sul-Americana, o Francês, o Italiano, a FA Cup e de outras modalidades, a DAZN lançou, no início deste mês, sua plataforma no Brasil, ao preço de R$ 37,90 por mês.


Com foco voltado para jogadores, a MyCujoo é outra plataforma que vem ganhando espaço no Brasil. Com parceria com a CBF para transmissões de partidas da Série D e das Séries A1 e A2 do Campeonato Brasileiro Feminino, além de outras quatro competições de categorias de base, a plataforma vem agradando à confederação com números positivos. Nas duas primeiras rodadas da Série D, as transmissões ultrapassaram as 400 mil visualizações.


Numa época em que as distribuidoras de TV a cabo começam a perder sua penetração no mercado (TV paga perdeu cerca de 2 milhões de assinantes no Brasil entre 2014 e 2018) e a banda larga mostra um crescimento exorbitante (de 15 milhões de assinantes em 2010 para 29 milhões em 2017), serviços de streaming digital começam a ganhar força, baseados no sucesso da Netflix, que já conta com 10 milhões de assinantes no Brasil e, nos Estados Unidos, ultrapassou a TV paga em número de assinantes em meados de 2016.


Nesse contexto, as transmissões de eventos esportivos via plataformas de streaming são parte de um futuro que já chegou e tem tudo para ser uma tendência nos próximos anos.


"O curioso é que a gente fez a primeira transmissão no Facebook oito anos atrás, quando o Facebook ainda não tinha uma plataforma de vídeo e hoje eles compram direitos de transmissão. Eu acho que dava para imaginar que isso aconteceria em algum momento, com todas as coisas que aconteciam, como o desenvolvimento da banda larga. Acho até que poderia ter acontecido mais rápido, demorou um pouco para acontecer. Transmissão em plataforma digital já é realidade. Acho que o grande desafio é construir modelos de negócios que tornam isso sustentável e viáveis ao longo do tempo", analisou Edgar Diniz, sócio-fundador da Livemode e ex-presidente do Esporte Interativo.


Para que as transmissões via internet se tornem essa tendência, alguns desafios terão que ser contornados. O principal deles é em relação à infra-estrutura de internet e a sustentação de eventos massivos e de transmissão de dados. Na Itália, na primeira rodada da Série A no ano passado, 25% do tráfego de dados de todo o país estava sendo consumido por usuários da DAZN. Nas transmissões da Libertadores via Facebook, a maior reclamação dos usuários foi em relação à dificuldade no carregamento do streaming.


"São desafios naturais da mudança. É uma cadeia de entrega que depende de vários parceiros, como as empresas de telecomunicações. Estamos trabalhando muito próximos delas para garantir a entrega", avaliou Leonardo César.

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