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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 22 de outubro de 2021

Governador de Brasília diz que não vai pagar reajuste dos servidores neste ano

Governador de Brasília diz que não vai pagar reajuste dos servidores neste anoFoto: Reprodução/TV Globo

Em entrevista à Rede TV, governador afirmou ainda que não há possibilidade de quitar, em 2019, 3ª parcela do reajuste suspenso em 2015 para 32 categorias.

Por Mônica Harada, G1 Df - 27/03/2019 - 19:09:17

O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou à Rede TV, na noite desta terça-feira (26), que não há possibilidade de dar o reajuste de salário prometido aos servidores do Distrito Federal neste ano. A declaração foi dada durante uma entrevista feita em Brasília.

O governador – que durante a campanha prometeu quitar a última parcela aguardada por 32 carreiras de servidores desde 2015 – admitiu que não será possível fazer isso em 2019.

“Então já deixei bem claro que não vou dar reajuste para ninguém. Esse ano não existe essa possibilidade.”

O Sindireta, que representa os servidores públicos do DF disse que Ibaneis se elegeu com apoio da categoria. Por meio de nota (veja íntegra abaixo), afirmou que "a pauta de reivindicações tem como prioridade o pagamento da terceira parcela do reajuste concedido ainda em 2013, mas buscamos avanços que incluem reposições salariais."

Durante a entrevista, Ibaneis reconheceu que "existe um passivo", mas disse que há muita “pressão dos servidores querendo cada vez mais”.

Para ele, a situação dos policiais civis que terão reajuste de 37% divididos em 6 parcelas (até 2021) para alcançar a paridade com a Polícia Federal é diferente. "Eles não tiveram nenhum tipo de aumento durante esse período", afirmou.

No entanto, em função da paridade dos salários dos policiais civis com os policiais federais, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros do DF também encaminharam pedidos de reajuste ao governo. Os militares querem paridade salarial com a Polícia Civil.

Professores do DF reunidos em frente ao Palácio do Buriti para discutir pedido de reajuste — Foto: Vinícius Werneck/G1

Professores do DF reunidos em frente ao Palácio do Buriti para discutir pedido de reajuste — Foto: Vinícius Werneck/G1

Segundo Ibaneis, a concessão de reajustes no governo Agnelo Queiroz (PT), foi responsável pela situação fiscal que o DF enfrenta. "Hoje o pagamento dos servidores consome quase 80% do que o DF arrecada. É um absurdo”, apontou.

“O Agnelo desestruturou as contas do DF a partir da concessão de reajustes sem qualquer critério."

De acordo com o governador, o Distrito Federal só não atingiu os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal porque recebeu uma parcela do repasse da União, referente ao Fundo Constitucional, "que nos ajuda a pagar as contas da Segurança, Saúde e Educação".

O que diz o governo

Nesta quarta-feira (27), após as declarações do governador Ibaneis Rocha, de que não daria aumento neste ano para o funcionalismo e que "dificilmente" conseguiria pagar a última parcela do reajuste concedido em 2013 pelo ex-governador Agnelo Queiroz, o Sindireta – sindicato que representa os servidores – divulgou a nota abaixo.

"Os servidores públicos sofreram duros ataques e vergonhosas tentativas de destruir a imagem da categoria nos últimos anos. Ibaneis Rocha recebeu apoio maciço dos trabalhadores, que tiveram seus direitos negligenciados pela gestão anterior e viram nas propostas de valorização do servidor de carreira apresentadas pelo atual governador uma nova forma de fazer política. O SINDIRETA defende o reconhecimento do papel fundamental exercido pela categoria para o desenvolvimento e organização do Distrito Federal. Nossa pauta de reivindicações tem como prioridade o pagamento da terceira parcela do reajuste concedido ainda em 2013, mas buscamos avanços que incluem reposições salariais. Lutaremos para que as propostas sejam atendidas."

Limite prudencial

Também nesta quarta-feira, o secretário de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão do DF, André Clemente, apresentou o relatório de gestão fiscal de 2018 na Câmara Legislativa. Segundo o secretário, o governo se manteve abaixo do limite prudencial de 46,5% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Mas como os dados são relacionados à gestão passada, o DF só deve sentir o impacto do reajuste para a Polícia Civil – que deve começar a ser pago a partir de abril – nos próximos relatórios.

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