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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 22 de outubro de 2021

Governo brasileiro e Petrobrás fecham acordo e estatal vai receber R$ 33,6 bi

Governo brasileiro e Petrobrás fecham acordo e estatal vai receber R$ 33,6 biFoto: PT

Acordo deve sustentar papéis da estatal

Estada Conteúdo - 10/04/2019 - 09:32:59

A União fechou acordo com a Petrobrás e pagará US$ 9,058 bilhões na revisão do contrato de cessão onerosa . O valor foi antecipado pelo Broadcast/Estadão .

O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, disse que a cotação do dólar utilizada será de aproximadamente R$ 3,72, o que significa que o montante pago será de cerca de R$ 33,6 bilhões.

O acordo foi alcançado depois de quase seis anos das discussões, que começaram em 2013. "A aprovação contribui para minimizar incertezas em relação ao leilão ( do petróleo excedente ). Não existem mais incertezas”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, após reunião do Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE) que referendou o acordo.

Na última reunião do CNPE, em fevereiro, o leilão do excedente foi marcado para 28 de outubro. De acordo com o ministro, no próximo dia 17 haverá nova reunião do conselho para definir critérios do leilão, que dependiam da definição do acordo com a Petrobras, como o valor do bônus de assinatura a ser pago pelos vencedores.

Em 2010, governo e Petrobrás fecharam um acordo para a companhia explorar 5 bilhões de barris em áreas da Bacia de Santos. Na época, a Petrobrás pagou US$ 42 bilhões por esse direito, sem licitação, para explorar as áreas sob regime de cessão onerosa. O valor, em reais, foi de cerca de R$ 72 bilhões na ocasião.

O acordo previa uma revisão do contrato quando houvesse declaração de comercialidade das áreas, nas quais termos como o valor do barril e o câmbio seriam renegociados.

Acordo deve sustentar papéis da estatal

O acordo entre o governo e a Petrobrás veio próximo do que o mercado e analistas já esperavam, mas deve trazer sustentação aos papéis da petroleira no pregão desta quarta-feira, ao ampliar a agenda positiva para a estatal.

Sob condição de anonimato, um participante que acompanha de perto a empresa disse que, depois de um período turbulento, “finalmente uma agenda positiva está acontecendo”. Recentemente, a empresa recebeu uma proposta bem avaliada pelo mercado para a TAG, principal item na lista de desinvestimentos da Petrobrás, cujo montante ofertado, de US$ 8,6 bi, cobre um terço do plano de desinvestimentos da estatal até 2020 de uma só tacada. “O resultado do acordo ajuda a dar mais sustentação às ações”, acrescentou.

O presidente da estatal, Roberto Castello Branco, já afirmou que o maior interesse da empresa é usar o recurso da cessão onerosa para ampliar sua exploração nas áreas. Segundo o analista, tais fundos que a companhia ganhou nesse equilibro de contrato vai elevar suas reservas. “É um barril que entra imediatamente. Todo mundo sabe que tem petróleo ali e ela já está produzindo. Este ativo é melhor do que um leilão exploratório. Ele é mais rápido, mais previsível para ela reaver o dinheiro investido”, apontou o analista.

O valor anunciado de US$ 9,058 bilhões veio bem próximo do que já esperavam analistas das principais casas. Em relatório recente, o Itaú BBA disse que seus cálculos apontavam para um acordo favorável para a estatal em US$ 10 bilhões. Na mesma linha, o banco UBS afirmou, em relatório, que sua projeção estava na casa dos US$ 12,5 bilhões.

Nas últimas semanas, integrantes do governo já sinalizavam a possível conclusão do acordo. Na imprensa, algumas fontes projetaram um valor próximo dos US$ 10 bilhões.

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