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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 26 de outubro de 2021

Greve de metrô em Brasília causa transtornos

Greve de metrô em Brasília causa transtornosFoto: Correio Braziliense

Fluxo intenso nas vias que ligam as cidades atendidas pelo transporte ao centro da capital marcou o início da paralisação. Estações funcionam só em horário de pico e algumas faixas exclusivas ficarão liberadas

Por Caroline Cintra E Pedro Caguçu*-correio Braziliense - 03/05/2019 - 08:43:56

O primeiro dia da greve dos metroviários, ontem, impactou a rotina de quem utilizou transporte público e carro próprio para ir e voltar do trabalho. A paralisação fez com que o trânsito ficasse mais intenso em algumas vias, principalmente nos horários de pico e para quem saiu de cidades atendidas pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), como Ceilândia, Samambaia, Taguatinga e Águas Claras.


A funcionária pública Caren Machado, 36, costuma pegar o Metrô diariamente para ir ao trabalho, na Esplanada dos Ministérios. Como soube da greve dos metroviários na noite de quarta-feira, decidiu tirar o carro da garagem para tentar chegar mais cedo. No entanto, não teve sucesso. “Moro em Águas Claras e teria que entrar no trabalho às 9h. Saí às 7h30 de casa, achando que chegaria no horário, mas o trânsito estava muito pesado. Na EPTG, alguns pontos fluíam, outros estavam praticamente parados. Atrasei 40 minutos. Vou ter que organizar minha ida para o trabalho amanhã para não acontecer o mesmo”, disse a servidora.


Moradores de outras regiões também perceberam o fluxo intenso de carros durante o dia. A diarista Luciene Gonçalves pega um ônibus, toda quinta-feira, do Jardim ABC, na Cidade Ocidental, até a Rodoviária do Plano Piloto, e depois embarca no Metrô até a estação Águas Claras. “Foi diferente dos outros dias. O trânsito estava muito intenso e muito mais pesado. Até estranhei. Com certeza vou chegar atrasada ao trabalho.”

Já a vigilante Iolanda Oliveira, 54 anos, pega o metrô diariamente de Samambaia até a Rodoviária do Plano Piloto. Como soube da greve com antecedência, saiu de casa mais cedo, com receio de chegar atrasada ao serviço, mas aconteceu o contrário. “Acabei chegando mais cedo, e os vagões estão até mais vazios que nos outros dias. Acho que as pessoas estão achando que o metrô não está funcionando e acabaram optando por ônibus mesmo”, disse.


Algumas medidas foram tomadas para ajudar a aliviar o impacto no trânsito. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e o Departamento de Trânsito (Detran) liberaram as faixas exclusivas da W3 Sul, W3 Norte e Setor Policial Sul. Na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), todas as faixas também ficarão livres para todos os tipos de veículos, até o fim da paralisação.


Na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), a operação dos ônibus na faixa reversa e a liberação da 4ª faixa para veículos leves no sentido da via vão funcionar, normalmente, nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h30 às 19h45). Nos demais horários, a faixa exclusiva permanece apenas para os coletivos. O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) reforçou a circulação de ônibus em Ceilândia e Samambaia.


Reivindicações
A decisão pela paralisação das atividades dos metroviários aconteceu na noite da última quarta-feira, quando a categoria decidiu que apenas 30% do serviço funcionaria. Os servidores pedem que o governo pague o que deve a funcionários em valores retroativos e reclamam do não cumprimento do acordo coletivo de trabalho vigente. Nova assembleia ocorreu na noite de ontem, mas, até o fechamento desta edição, ainda não havia deliberação sobre os rumos do movimento.


Em nota, o Metrô-DF lamentou a decisão do Sindicato dos Metroviários e reforçou os horários de funcionamento das estações durante a greve (veja quadro). “A direção da empresa mantém permanente o diálogo com os empregados e informa que fará todo os esforços para manter os serviços com o mínimo de trens previstos para o horário de pico que possa garantir a segurança dos usuários e funcionários, de maneira que seja possível minimizar os transtornos decorrentes deste movimento”, completa o texto.


Serviço
Horários de funcionamento das estações de Metrô durante a paralisação

» De segunda a sexta: das 5h30 às 10h30 e das 16h30 às 21h30
» Sábado: das 5h30 às 10h30 e das 14h30 às 19h30
» Domingo: sem operação


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