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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 18 de dezembro de 2018


Hardwell, atração do Lolla e ex-DJ nº 1 do mundo, diz manter pés no chão

Hardwell, atração do Lolla e ex-DJ nº 1 do mundo, diz manter pés no chão

O DJ holandês Hardwell, atração do Lollapalooza 2018

Cauê Muraro/g1 - Foto: Divulgação - 08/03/2018 - 15:44:23

Bicampeão no ranking da 'DJ Mag', holandês afirma que 'sonho se tornou realidade'. Com discurso de 'empreendedor das redes', ele acha que 'conceito de álbum é ultrapassado'.

Eleito duas vezes DJ número 1 de música eletrônica do mundo, Hardwell gosta de dizer que, sem a internet, não teria chegado aonde chegou.

Tem razão. No Brasil, chegou ao cobiçado posto de estrela de meme: tem um dedo (ou os braços, no caso) deste holandês em vídeos que juntam sua coreografia sorridente a músicas como "Baile de favela" e o "Funk do gás", hit do Carnaval do ano passado.

O discurso de Hardwell, que no dia 25 de março toca no Lollapalooza 2018, lembra o de empreendedor das redes sociais. Ele já deu até palestra falando sobre como foi pioneiro na utilização de redes sociais como forma de divulgação e "abraçou novas tecnologias".

Ama repetir uma frase/lema atribuída a Walt Disney: "Se você consegue sonhar com algo, você consegue fazê-lo".

Em 2013, aos 25 anos, tornou-se o mais jovem DJ a ser colocado no topo da lista de melhores da revista "DJ Mag", e levou o bicampeonado no ano seguinte. "Para mim, foi realmente como um sonho se tornando realidade", lembra em entrevista ao G1, por telefone.

E como evitar se deslumbrar com a conquista tão precoce? "Acho que tenho uma boa base, meus pais, meus fãs...", responde.

"Acho que é fácil manter os pés no chão e continuar sendo eu mesmo, sabe? Na verdade, eu nunca me vi como celebridade ou um superstar DJ. Eu ainda sou o mesmo cara que realmente se diverte fazendo música."

Essa trajetória tão decidida de Hardwell começou a ser traçada cedo. Nascido em janeiro de 1988, Robert Van de Corput começou a estudar piano com seis anos de idade.

Com dez, assistiu a um documentário sobre a música eletrônica holandesa, virou para os pais e disse: "Quero ser DJ". Com 12, começou a produzir as próprias músicas (o pai sugeriu o nome artístico, e Robert virou Hardwell).

O pequeno DJ era ligeiro: na hora de cadastrar seus remixes em serviços de compartilhamento, usava palavras-chave associadas a artistas mais famosos, assim aumentavam as chances de ser "descoberto" na internet (sempre ela...).

Nessas, foi parar em uma rádio. "E com 14 anos assinei meu primeiro contrato com uma gravadora", conta. Como a legislação holandesa não permite que menores de idade façam shows em casas noturnas, Hardwellzinho tinha de ir acompanhado dos pais.

A partir dali, o obstinado Hardwell atacou forte nas redes:

Em 2006, ele já tinha começado um canal no YouTube. Mas foi três anos depois que passou a liberar links para baixarem música de graça – desde que dessem "like" na página
Mesma coisa no Twitter: o interessado podia baixar as faixas, mas desde que fizesse post com link

Em 2009, Hardwell conseguiu "viralizar" (o termo é dele) o single "Show me love vs. Be". Em 2010, fundou sua gravadora, a Revealed Recordings

A partir de 2011, passou a divulgar a íntegra do áudio de shows (mais um modo de chamar público). Mais tarde, passou a divulgar em seu canal do YouTube vídeos com a íntegra das apresentações
    Em 2013, foi eleito "o melhor DJ do mundo" pela a "DJ Mag"
    Em 2014, lançou o documentário "I Am Hardwell", sobre a carreira
    E tudo isso foi antes do lançamento do primeiro álbum, "United we are", de 2015

Ainda deu tempo de soltar um segundo documentário, "I am Hardwell – Living the dream". "Quando um sonho se torna realidade, você nunca sabe por quanto tempo isso vai durar", diz Hardwell quando perguntado se há algum efeito colateral negativo do sucesso. "Tudo o que sei é que, neste momento, tenho condições de fazer aquilo que amo fazer."

Em 2015, Hardwell criou United We Are Foundation, organização que já promoveu dois shows na Índia para arrecadar fundos destinados a financiar a educação de crianças carentes naquele país.

"Em certo momento da minha carreira, me engajei em dar algo de volta à sociedade", justifica o DJ.

O último desses eventos aconteceu em dezembro passado. Será que é por causa desse tipo de atividade que o segundo álbum está demorando tanto a sair mesmo com uma carreira já tão longa?

Hardwell explica que não. A opção está mais para estratégia: "Neste exato momento, estou lançando só singles, não estou trabalhando em um segundo álbum de estúdio. Eu meio que penso que o conceito de álbum está ultrapassado, os serviços de streaming, como Spotify, mudaram isso."

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