×
ContextoExato

Contexto Exato

Brasil - Brasília - Distrito Federal - 22 de maio de 2022

Human Rights Watch acusa Bolsonaro de sabotar medidas de combate à pandemia

Human Rights Watch acusa Bolsonaro de sabotar medidas de combate à pandemiaFoto: Marcos Corrêa/PR

A Human Rights Watch acusou este sábado o Presidente do Brasil de agir de forma irresponsável e sabotar as medidas para conter a transmissão da covid-19 no país, colocando a população em grave perigo.

Diário De Noticias. Pt - 13/01/2021 - 10:06:46

Num comunicado às redações, a organização não-governamental internacional afirma que Jair Bolsonaro coloca "os brasileiros em grave perigo ao incitá-los a não seguir o distanciamento social e outras medidas" para conter a transmissão da covid-19, implementadas por governadores no país inteiro e recomendadas pelo próprio Ministério da Saúde.

"Age de forma irresponsável disseminando informações equivocadas sobre a pandemia", acusa a Human Rights Watch (HRW), denunciando que o líder do Governo "tem sabotado os esforços dos governadores e do seu próprio Ministério da Saúde".

Citado no comunicado, José Miguel Vivanco, diretor da Divisão das Américas da HRW, afirma que "para evitar mortes" causadas pelo novo coronavírus, "os líderes devem garantir que as pessoas tenham acesso a informações precisas, baseadas em evidências, e essenciais para proteger a sua saúde". Porém, acrescenta: "o Presidente Bolsonaro está a fazer tudo, menos isso".

A ONG exemplifica com vários decretos publicados por Jair Bolsonaro retirando competências aos estados para restringir a circulação de pessoas e isentando as igrejas e casas de lotaria de seguirem as medidas impostas pelos estados e pelos municípios.

Os decretos foram suspensos pelo Supremo Tribunal Federal, que proibiu o Governo de adotar medidas contra o distanciamento social.

Já antes, o presidente do Brasil tinha emitido decretos limitando "o acesso a informações públicas" desrespeitando o "direito à informação", acusa ainda a organização.

Apesar do risco "potencialmente fatal para a saúde dos brasileiros", desde o início da crise, Bolsonaro "tem minimizado a gravidade da covid-19, chamando-a de 'gripezinha' ou 'um resfriado', e de uma 'fantasia' criada pela imprensa", refere-se no comunicado.

O Presidente "rotulou as medidas preventivas como "histéricas" e repetidamente requereu aos governadores estaduais que suspendessem as restrições de distanciamento social aplicadas para impedir a propagação da doença", pode ler-se no documento.

A recusa em fechar escolas e o incentivo à participação popular numa manifestação pró-Governo (em 15 de março) são alguns dos exemplos apontados pela HRW para sustentar que o Presidente tem "repetidamente desconsiderado as recomendações de distanciamento social" e incentivado a população a fazer o mesmo.

A ONG acusa ainda Bolsonaro de veicular "informações falsas" sobre a alegada escassez de alimento e produtos essenciais (desmentida pela ministra da agricultura do país) e de acusar as autoridades de São Paulo de "exagerar no número de mortes registadas", sem fornecer dados exatos sobre os impactos da pandemia.

Comentários para "Human Rights Watch acusa Bolsonaro de sabotar medidas de combate à pandemia":

Deixe aqui seu comentário

Preencha os campos abaixo:
obrigatório
obrigatório
“Racistas estão cada vez mais à vontade” diz diretor do Observatório Racial no Futebol

“Racistas estão cada vez mais à vontade” diz diretor do Observatório Racial no Futebol

Desde o início do ano, foram registrados 33 casos de racismo envolvendo o futebol brasileiro

USP projeta 816 mil médicos em 2030, mas má distribuição continua no Brasil

USP projeta 816 mil médicos em 2030, mas má distribuição continua no Brasil

O estudo Radiografia das Escolas Médicas Brasileiras, concluído em 2020 pelo CFM, mostrou que 92% das instituições de ensino superior que oferecem vagas para Medicina não atendem pelo menos um dos três parâmetros considerados ideais

Operação no Pará interdita garimpo ilegal de manganês e apreende 2.4t de minério

Operação no Pará interdita garimpo ilegal de manganês e apreende 2.4t de minério

No último domingo, 15, cerca de 800 toneladas de manganês foram apreendidas pela PRF na BR-155, em Marabá. O minério estava sendo transportado de forma ilegal, num comboio de 14 carretas

Projeto da ONU busca preservar a floresta amazônica no Maranhão

Projeto da ONU busca preservar a floresta amazônica no Maranhão

Unep Grid Arendal/Riccardo Pravettoni Plantações na Amazônia brasileira

Crise climática pode ser combatida com monetização de reflorestamento

Crise climática pode ser combatida com monetização de reflorestamento

Brasil tem vantagem competitiva com créditos de carbono

“É difícil lidar com um sistema que engessa a gente”, diz curadora indígena que deixou o Masp

“É difícil lidar com um sistema que engessa a gente”, diz curadora indígena que deixou o Masp

Sandra Benites pediu demissão do museu depois que seis fotos sobre o MST e a luta indígenas foram vetadas de uma mostra

Como os indígenas preservam o pirarucu

Como os indígenas preservam o pirarucu

Comunidades adotam o plano de manejo que gera renda e salva o gigante amazônico da extinção

Santa Catarina é destaque na geração de empregos no país

Santa Catarina é destaque na geração de empregos no país

Ampla oferta não garante contratação imediata

Pandemia evidencia violação de direitos humanos na agropecuária

Pandemia evidencia violação de direitos humanos na agropecuária

Antes da crise sanitária, 19,2% do total de pessoas empregadas na América Latina já estava em emprego rural

Biogás ganha protagonismo no setor de energia do Brasil através de investimentos e novas regulações

Biogás ganha protagonismo no setor de energia do Brasil através de investimentos e novas regulações

Segundo associações de gás brasileiras, 25 novas usinas têm orçamento de mais de R$ 55 bilhões para, até 2030, ofertar 30 milhões de m3/dia do combustível. O biogás também é uma alternativa para volatilidade do preço do óleo diesel.

Mais de 20% de médicos recém-formados migram para outros estados

Mais de 20% de médicos recém-formados migram para outros estados

'A migração interna de médicos é determinada por questões econômicas, sociais e demográficas, há fatores individuais e profissionais associados à decisão de mudar', afirma Mauro Ribeiro, presidente do CFM