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Isolamento social no Distrito Federal reflete desigualdades

Isolamento social no Distrito Federal reflete desigualdadesFoto: CorreioWeb

Mais uma batalha na Justiça​​​​​​​

Alexandre De Paula - Correioweb - 09/07/2020 - 07:01:25

Levantamento do Governo do Distrito Federal por regiões administrativas mostra que o índice de isolamento social atualmente reflete as desigualdades econômicas da capital. Na terça-feira, as menores taxas de distanciamento foram registradas na Estrutural (29%) e no Pôr do Sol (34%), áreas compostas majoritariamente por população de baixa renda. Por outro lado, os maiores percentuais são do Lago Norte (61%) e Lago Sul (57%), setores que figuram entre os que têm a maior renda per capita do DF. O distanciamento social, de acordo com pesquisadores, continua sendo uma das principais maneiras de se combater a covid-19.

 (Ed Alves/CB/D.A Press)

Mais uma batalha na Justiça

Desde que começou a flexibilizar as regras de isolamento social, o governador Ibaneis Rocha (MDB) enfrentou batalhas judiciais para manter as rédeas sobre o que pode ser ou não reaberto na capital federal. Ontem, um novo revés fez com que o decreto que prevê aberturas de bares, restaurantes e escolas fossem suspensas por decisão liminar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). O GDF vai recorrer. Até agora, o saldo dos recursos é positivo: Ibaneis levou a melhor em todos.

 (Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press)

Tempo fechado

O Diário Oficial do DF de ontem registrou mais mudanças em administrações regionais. Nos últimos dias, Ibaneis fez uma série de trocas no comando de cidades do DF. O motivo é a dificuldade de articulação com parte dos deputados distritais, que, mesmo com indicações de cargos no governo, votaram contra projetos como o Refis 2020 e as mudanças na previdência. Como retaliação, eles perderam espaço. O clima entre o Buriti e esses deputados continua complicado.

Aluguel social para mulheres vítimas de violência

Lei promulgada esta semana pelo presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB), garante que mulheres vítimas de violência doméstica tenham acesso a aluguel social. A iniciativa é do próprio Prudente. A intenção, segundo ele, é garantir que as vítimas tenham condições financeiras de se afastar de agressores e possam se estabelecer com dignidade e segurança. Os critérios e o valor do benefício devem ser definidos pelo GDF ao regulamentar o texto.

 (Ana Rayssa/CB/D.A Press)

Dos dois lados

Lidar com as redes sociais não é fácil. Um questionamento do ex-governador do DF e ex-senador Cristovam Buarque no Twitter causou burburinho ontem. Ele perguntou: “Onde erramos?”. Nas mais de mil respostas, Cristovam apanhou dos dois lados. Bolsonaristas lembraram que ele foi ministro da Educação no governo Lula; esquerdistas citaram que ele votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O tema levantado pelo político é objeto de discussão em livro lançado por ele no ano passado, Por que falhamos?. A obra debate os erros dos governos progressistas brasileiros enquanto estiveram no poder.

 (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)

Rollemberg

A Fundação João Mangabeira do PSB-DF começa na próxima quarta-feira uma série de palestras que discutirá como retomar o desenvolvimento econômico e reduzir as desigualdades sociais no Brasil pós-pandemia. “É um curso com alguns dos melhores e mais progressistas economistas da atualidade”, afirma o coordenador da fundação, o ex-governador Rodrigo Rollemberg. Nomes como Eduardo Moreira e Laura Carvalho fazer parte do grupo de palestrantes. As inscrições podem ser feitas no site www.saidasparacrise.com.br.


Só papos

 (Ed Alves/CB/D.A Press)

“Esta liminar que suspende o decreto do governador Ibaneis é mais uma interferência desmedida que causa insegurança jurídica e abala a relação entre os três poderes. Quem tem que decidir é o governador. Espero que o recurso do GDF seja acatado.”

Júlia Lucy (Novo), deputada distrital

 (Barbara Cabral/Esp.CB/DA.Press)

“O poder de governar conferido ao governador está submetido à lei. As decisões que ele toma têm de ter motivação, objetivo e finalidade legítimas. Nesse caso, ele decidiu favorecendo interesses de grupos empresariais em detrimento da saúde da população.”

Marivaldo Pereira (PSol), um dos autores da ação popular

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