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Já imaginou como será a voz da sua marca?

Já imaginou como será a voz da sua marca?Foto: Seewhatmitchsee/iStock

Pesquisa mostra que, em um ano, smart speaker será realidade para metade da população americana; tendência global pode alavancar marketing das marcas

Mateus Braga Diretor-executivo De Criação Da Isobar - 13/02/2019 - 08:11:03

Trinta e dois por cento poderia ser o número da intenção de votos em um candidato qualquer dentro de um determinado processo eleitoral, com margem de erro para mais ou para menos, mas não é. Poderia ser o número de pessoas participando de uma manifestação, mas, óbvio, na contagem da organização e não da PM. Esse número poderia representar o crescimento de uma start-up do momento de um dia para o outro, gerando uma dezena de palestras sobre o futuro de uma indústria feitas por pessoas que nunca pisaram na indústria. Mas também não é. Na verdade, esse é o percentual de pessoas nos Estados Unidos que já possuem Smart Speaker .

O dado é de uma pesquisa recente divulgada pela Adobe Analytics, que mostra o salto de aquisição do gadget e já faz uma previsão que os smart speakers chegarão a 48% até o final do ano, isso é uma prova convincente de que o negócio é cool e chegou com força em terras yankees.

Como a versão no nosso dialeto português ainda não está disponível nos principais players , as vendas aqui no mercado tupiniquim respiram por aparelhos, mas já dá alguns sinais de que em algum momento irão deslanchar. Dedinhos cruzados.

Ainda de acordo com a pesquisa, a previsão para os americanos é de aceleração no ritmo de crescimento, devendo chegar perto dos 50% até o final de 2019: isso mesmo, metade dos americanos terão uma interface conversacional em sua residência – eu disse metade.

Outro dado da pesquisa, bem curioso por sinal, é como os americanos utilizam os Google Homes, Alexas, Apple Homes, entre outros. Em primeiro lugar, vem o comando para tocar músicas (“ Alexa, play ‘Macarena’ ”); em segundo lugar, está a consulta do clima –os americanos não perdem essa mania de acompanhar o tempo a todo momento: “ Ok Google, check the weather ”. E, em terceiro lugar, pasmem, fica o uso recreativo de perguntar bobagens para um assistente robótico: “ Siri, do you have boyfriend? ”, “ Siri, say that you love me ” ou “ Siri, sing funk ”, e por aí vai.

Algumas marcas já criaram experiências só com voz. Imagine se o Burger King fizesse a ação deles “ Ok Google ” agora, com a penetração que o device tem hoje. Para quem não lembra, era um comercial de 15 segundos de TV que chamava o Google e pedia para ele explicar o que era um Whopper Burger. Se essa ação fosse hoje, provavelmente, o resultado seria bem maior do que foi.

Além da ação do Burger King, outras marcas já estão atuando de forma bem firme nesse território, como é o caso da Purina, com o projeto Ask Purina e também a Tide, com o case Stain Remover. Preste atenção, tem gente que já está avançando, literalmente, no diálogo com os seus clientes.

Qual relação que você acha que pode ter com os seus clientes a partir da experiência de voz? O mercado está crescendo e novas possibilidades estão chegando para todos os tipos de marcas e produtos. É fundamental se planejar e construir essa relação de empatia por meio de uma estratégia de brand voice .

Agora, olhe bem. Se esse mercado está crescendo tanto, será que as marcas já estão preparadas para isso? Já imaginou como seria o brand voice da sua marca? É masculino ou feminino? É imperativo ou descolado? Imagine que o seu negócio, empresa ou serviço pode, literalmente, conversar com as pessoas.

– Olá! Eu sou o seu presente, e já estou 32% no futuro.

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