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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 17 de dezembro de 2018


Lava Jato chega a 57ª fase, com mandados cumpridos no Rio de Janeiro e no Paraná

Lava Jato chega a 57ª fase, com mandados cumpridos no Rio de Janeiro e no Paraná

Além dos mandados, foram expedidas também ordens para sequestro de imóveis, indisponibilidade de dinheiro de contas dos investigados e bloqueio de valores.

Por Cbn Curitiba - Foto: André Richter - Agência Brasil/ebc - 05/12/2018 - 09:22:57

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (05/12) a 57ª Fase da Operação Lava Jato, denominada “Operação Sem Limites”. A intenção é cumprir 37 ordens judiciais, sendo 26 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de prisão preventiva e 06 intimações pela autoridade policial para tomada de depoimentos.

Esses mandados são cumpridos em Curitiba/PR, Rio de Janeiro/RJ, Petrópolis/RJ e Niteróri/RJ.

Além dos mandados, foram expedidas também ordens para sequestro de imóveis, indisponibilidade de dinheiro de contas dos investigados e bloqueio de valores.

Segundo a PF, esta fase mira uma organização criminosa estruturada e atuante no sentido de lesar a Petrobras na área de trading, onde são realizados negócios de compra e venda de petróleo e derivados para ou da Petrobras por empresas estrangeiras.

Além disso se verificou também indícios de irregularidades na realização de negócios de locação de tanques de armazenagem da ou para a Petrobras pelas mesmas empresas investigadas. Todos estas operações ocorriam de forma a viabilizar o pagamento de vantagens indevidas a executivos e ganhos acima dos praticados no mercado para estas empresas.

A Polícia Federal informou que foi possível identificar a existência do esquema criminoso até meados de 2014, mas que não se pode descartar a continuidade do esquema até os dias atuais, na área de trading da Petrobras com diversas ramificações internacionais.

As operações de trading (compra e venda) de óleos combustíveis e
derivados pela Petrobras eram de responsabilidade da Diretoria de Abastecimento, especificamente pela Gerência Executiva de Marketing e
Comercialização.

As operações não necessitavam de prévia autorização da Diretoria, circunstância que, segundo a PF, “facilitava sobremaneira a pulverização dos esquemas ilícitos nas mãos de diversos funcionários de menor escalação vinculados à Diretoria de Abastecimentos e que exerciam suas funções tanto no Brasil quanto nos escritórios da Petrobras no exterior”.

A PF justificou a escolha do nome da Operação, “Sem Limites”: “A investigação policial recebeu o nome de OPERAÇÃO SEM LIMITES em referência à transnacionalidade dos crimes praticados (que ocorrem em diversos locais no país e no exterior), à ausência de limites legais para as operações comerciais realizadas e a busca desenfreada e permanente por ganhos de todos os envolvidos, resultado sempre na depredação do patrimônio público.”

Os investigados responderão pela prática, dentre outros, dos crimes de
corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e de lavagem de
dinheiro. Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal onde permanecerão à disposição do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.

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