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Brasil - Brasília - Distrito Federal - 22 de setembro de 2021

Lava jato na cabeçaFoto:

Lava jato na cabeça

Futuro chefe da Polícia Federal, escolhido por Sérgio Moro, esteve à frente do órgão no Paraná e acompanhou de perto a maior operação contra a corrupção no Brasil.

Camilla Venosa Especial Para O Correio - 21/11/2018 - 08:55:39

O futuro ministro da Justiça elogia seu pessoal de Curitiba: "Eu seria um tolo se não aproveitasse pessoas que trabalharam comigo"

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, bateu o martelo e confirmou o nome de Maurício Valeixo para o comando da Polícia Federal (PF). A escolha segue o objetivo de o ex-juiz levar para Brasília nomes conhecidos da Lava-Jato. Amigo de longa data de Moro, Valeixo é superintendente da PF no Paraná e, por isso, acompanhou de perto os desdobramentos da operação. Foi durante a sua gestão, por exemplo, que Antônio Palocci fechou delação com o órgão.


Além da proximidade com a Lava-Jato, o futuro diretor-geral da PF atuou como chefe da Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) e, por isso, tem grande respeito da classe. A equipe do próximo titular da Justiça considera Valeixo uma figura técnica com capacidade para fortalecer a atuação da PF e direcionar investigações com foco no combate à corrupção e ao crime organizado.


Em processo de articulação, em Brasília, Moro ainda não fez todas as definições da sua equipe, mas voltou a elogiar membros que trabalharam com ele, em Curitiba. “Como adiantei há algum tempo, eu seria um tolo se não aproveitasse pessoas que trabalharam comigo, especialmente no âmbito da operação Lava-Jato, pois são pessoas que já provaram tanto sua integridade como sua eficiência”, defendeu. Em entrevista no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Moro disse que conversou com o atual diretor-geral do órgão, Rogério Galloro, e pretende direcioná-lo a outra área da sua gestão. “Conversei com o doutor Galloro e agradeci os serviços prestados. (Galloro) Não sai por demérito nenhum”, afirmou.


Durante o pronunciamento, Moro também anunciou o nome da delegada Érika Marena, conhecida por batizar a Lava-Jato, para assumir o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). “(Marena) Talvez seja a maior especialista em cooperação jurídica internacional. O objetivo é fortalecer a cooperação jurídica, e fortalecer o DRCI, área estratégica. Vimos, não só na operação Lava-Jato, mas em outros casos, como é comum a lavagem de dinheiro utilizando países no exterior”, disse.


Questionado sobre a responsabilidade da delegada no suicídio do então reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, Moro reiterou a confiança que deposita em Marena. “O que aconteceu em Florianópolis foi uma tragédia, e deixo toda minha solidariedade aos familiares do reitor, mas foi um infortúnio imprevisto no âmbito de uma investigação, a delegação não tem responsabilidade quanto a isso”, argumentou. Em 2017, a delegada era responsável pelo caso que apurou desvios de dinheiro em programas de ensino a distância na UFSC. Cancellier era um dos alvos da investigação e se suicidou após a operação.


CGU


O governo Bolsonaro chegou a avaliar a possibilidade de incorporar a Controladoria Geral da União (CGU) ao Ministério da Justiça. Porém, após a análise de que o órgão tem atuação decisiva no combate à corrupção dentro de órgãos federais, Bolsonaro preferiu deixá-la com status ministerial e manter Wagner Rosário à frente da pasta. O nome de Rosário foi considerado como linear ao trabalho de Sérgio Moro, que também confirmou a “boa escolha” do já comandante do órgão.

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