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Luciano Carvalho: A grande preocupação é poder gerar empregos no DF

Luciano Carvalho: A grande preocupação é poder gerar empregos no DFFoto: CorreioWeb

A crise sanitária provocada pela pandemia não interferiu no programa de obras no Distrito Federal. De acordo com o governo local, esses investimentos ajudam a reduzir o impacto da covid-19 no mercado de trabalho

Alexandre De Paula - Correioweb - 05/09/2020 - 09:23:06

Uma das principais apostas do Governo do Distrito Federal para lidar com os reflexos da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus é o investimento em obras. Ao todo, o GDF investiu R$ 2,7 bilhões na área desde o início da gestão, e a intenção, segundo o secretário de Obras e Infraestrutura do DF, Luciano Carvalho, é manter o setor como prioridade.

Na visão de equipe do governo, esse tipo de investimento pode ser uma saída para combater o desemprego, um dos problemas mais sérios da capital. Ao Correio, Carvalho detalha as principais ações do Executivo local e afirma que o cuidado com a cidade e com o patrimônio público será o foco da administração.

Obras em 2021

“Quando a gente assumiu o governo, muitos projetos estavam parados e não tinham previsão. Nós retomamos muita coisa, seguimos as prioridades do GDF e identificamos problemas nas cidades. Então, tem muita coisa para gente começar este ano ou licitar este ano e começar no ano que vem. Alguns exemplos dessas obras são: revitalização da Avenida Hélio Prates; continuidade da W3 Sul; viaduto da Epig; viaduto do Riacho Fundo I; a duplicação da DF-140; viaduto do Recanto das Emas; retomada das obras do Sol Nascente; drenagem na QL 14 do Lago Sul; Parque Burle Marx, que é uma promessa antiga; a Via Estrutural terá todo pavimento reformado; o Setor de Rádio e TV Sul vai ser todo requalificado.

Depois das tesourinhas, vamos recuperar as passagens subterrâneas com licitação ainda neste ano; temos, também, o Hospital Oncológico que o recurso estava perdido e já tivemos a licitação; o IML que custará R$ 40 milhões também está na fase de recursos. Temos sete UPAs em andamento — que devem sair ainda neste ano —, cinco UBSs em andamento e duas que foram entregues e mais sete em licitação.

Recursos

O total é de R$ 2,7 bilhões desde o começo do governo. Investimentos de R$ 1 bilhão no primeiro ano e, agora, R$ 1,7 bilhão. Os recursos existem, mas é preciso saber gerenciar e saber aplicar. Isso é o que temos feito. Não temos esse cenário de falta de recursos.

Geração de empregos

O governador Ibaneis tem nos pedido muito que as obras não sejam paralisadas e, pelo contrário, sejam intensificadas, que aqueles contratos que estão em fase de projeto e de licitação sejam agilizados ao máximo. A preocupação grande é poder gerar empregos. Nossa expectativa é abrir 20 mil vagas com essas obras que estão em andamento ou que estão para começar.

Retomada

Sem dúvida alguma, isso ajudará na retomada. Este ano, houve uma recuperação importante no setor privado (da construção civil), o mercado imobiliário está reagindo bem e se recuperando. A construção civil é um grande gerador de empregos, historicamente. Gera empregos em quantidade e em ritmo acelerado. É uma das bases da nossa economia a nível nacional e aqui em Brasília não é diferente. O setor tem mostrado estar satisfeito. Foram muitos anos com o setor estagnado, principalmente sem investimento em obras públicas. Então, as coisas vão acontecendo aos poucos. As empresas vão retomando, gerando emprego.

Verbas paradas

Muitas obras que estão em andamento já tinham financiamento e, por incrível que pareça, não estavam sendo utilizados quando em outros governos. Um exemplo são os recursos das áreas de desenvolvimento econômico, que são do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Eram US$ 70 milhões que estavam aí sem ser utilizados. Nós licitamos os contratos, estamos executando as obras e a previsão é de que até o ano que vem façamos a entrega dessas obras todas. Outro exemplo interessante é do corredor Eixo-Oeste. Era um financiamento que também já existia e estava sem utilização dos recursos, na ordem de R$ 600 milhões. Várias obras que estávamos paralisadas nós também conseguimos retomar.

Ajustes nos contratos

Esses recursos parados tinham, por exemplo, projetos malfeitos, tivemos que refazer e colocar na forma ideal para uma licitação. Algumas obras até estavam licitadas, mas não andavam por falta de gestão porque precisavam de ajustar alguma situação contratual com a empresa ou com a Caixa Econômica ou com Ministério de Desenvolvimento Regional. Então, tudo isso nós fizemos para garantir esses recursos.

Módulos escolares

De acordo com a demanda, nas regiões administrativas, onde já existem escolas, vai ser possível implantar mais duas ou três salas, por isso chamamos de módulos. O investimento, ele torna-se menor porque não é preciso criar toda uma estrutura nova e, assim, você atende à população. Vai beneficiar cerca de 90 escolas.

Corredor Eixo-Oeste

Além do túnel de Taguatinga que está em andamento, concluímos o alargamento do viaduto de Taguatinga, obra que estava paralisada há três anos. Nós estamos executando dois viadutos na via ESPM que vão fazer ligação com terminal da Asa Sul. A Hélio Prates está em licitação e vamos licitar duas obras muito importantes ainda neste ano: o corredor vai ter faixas exclusivas para transporte público na ESPM (em torno de R$ 57 milhões de investimento) e na via Epig (mais R$ 100 milhões).

Túnel de Taguatinga

A licitação foi em 2016. A obra chegou a ser contratada, mas teve problemas judiciais. Nós conseguimos resolver juridicamente a questão no fim de 2019 , retomamos e assinamos o contrato em janeiro. No primeiro semestre, fizemos projetos executivos, planejamento e desvios. Começamos, efetivamente, em 23 de julho. Obra importantíssima. A intenção é entregar em fevereiro de 2022. Ali, naquela região de Taguatinga, circulam 135 mil veículos por dia e nosso planejamento é que essas pessoas reduzam essa viagem por dia em torno de 30 minutos. Então, o impacto na vida das pessoas é muito grande.

Vicente Pires

As obras não estarão 100% concluídas neste ano, mas os contratos em andamento ficarão próximos da conclusão até o fim do ano. Temos certeza de que, proporcionalmente, os problemas também serão bastante reduzidos. Estamos fazendo obras importantes lá. Também são contratos que tinham muitos problemas e conseguimos, pouco a pouco, ir desatando os nós e resolvendo. Lá, hoje, não temos problemas de contrato e de recursos. Os projetos eram antigos e a ocupação da cidade mudou, além disso, havia erros que fomos corrigindo.

Além dos contratos em andamento, estamos com licitação publicada para uma obra de R$ 45 milhões para um serviço complementar. Ela foi suspensa pelo Tribunal de Contas, mas, respondemos a todos os questionamentos e esperamos contratar ainda neste ano. Outro ponto é o Lote 2, onde havia muito problema de projeto. Achamos melhor refazer e, para isso, licitamos e contratamos serviço de estudos geotécnicos para fazermos essa licitação no ano que vem. A intenção é de concluir tudo no ano que vem e, aí, tudo estará sob controle.

Asa Norte

Retomamos um projeto muito antigo para drenagem e captação de água e nós vamos licitar também neste ano na Asa Norte um trecho entre as quadras 1 e 2, ponto crítico de enchentes. Haverá um investimento de R$ 100 milhões que será feito pela Terracap. Depois, faremos em alguns outros pontos na Asa Norte e na Asa Sul.

Plano Piloto

O Plano Piloto está recebendo investimentos como nunca recebeu. Temos a W3 Sul, o Setor de Rádio e TV Sul, que as obras devem ser iniciadas neste mês, a Praça do Povo, no Setor Comercial Sul. As tesourinhas estão sendo todas reformadas, é algo histórico, praticamente 60 anos sem nenhum processo de recuperação. Na Galeria dos Estados, além de reconstruirmos o viaduto que caiu, fizemos uma bela praça e a própria galeria está em fase final de reformas. Tem dois viadutos na N2 que estão em reforma. Além da Rodoviária do Plano Piloto. Nós formamos um grupo de manutenção de obras de artes especiais, que são pontes e viadutos. Fizemos uma parceria com faculdades particulares e levantamos onde havia problemas. Infelizmente, esse programa foi paralisado, agora, com a pandemia. Temos bastante informação e estamos tentando nos cercar ao máximo disso para evitar problemas como o que houve na Galeria dos Estados.

Mobilidade

Estamos fazendo um investimento muito forte em vias exclusivas para o transporte público. ESPM, Epig, o Túnel de Taguatinga e a Hélio Prates terão esses corredores. Entregamos terminais de ônibus em Sobradinho e a obra está avançada em Santa Maria, vamos lançar para Varjão e Itapoã. É uma demanda importante para investir na qualidade e na acessibilidade. Também estamos investindo em ciclovias. Finalizamos a estação de Metrô em Águas Claras e vamos inaugurar mais duas na Asa Sul nos próximos 30 dias.

Serviços básicos

Desde o começo do governo, a gente demonstrou que veio para cuidar da cidade, para zelar e para investir em obras, é o nosso ritmo desde o começo. Em janeiro (do ano passado), estávamos fazendo obras. A cidade, se você não cuida diariamente, ela vai se desfazendo. Essa zeladoria que a gente está fazendo desde o começo com serviços básicos — seja de coleta de entulhos, tapa-buraco, manutenção de área verde — fazem muita diferença.”

Principais investimentos

Secretaria de Obras

  • Túnel de Taguatinga R$ 275 milhões
  • Vicente Pires R$ 420 milhões
  • Viadutos ESPM R$ 8 milhões
  • Viaduto da Epig R$ 26 milhões
  • Revitalização da W3 Sul R$ 24 milhões
  • Revitalização do SRTVS R$ 10 milhões
  • Hélio Prates R$ 25 milhões
  • Remanescente Vicente Pires R$ 45 milhões
  • OAE 2 e 3 Vicente Pires R$ 10 milhões
  • Sol Nascente 300 milhões

Terracap

  • Drenar DF R$ 100 milhões
  • Revitalização da Estrutural R$ 30 milhões

DER

  • Revitalização do Eixão R$ 23 milhões
  • DF-140 R$ 28 milhões

Saúde

  • Hospital Oncológico de Brasília R$ 120 milhões
  • Construção de sete UPAs R$ 35 milhões
  • Construção de UBS R$ 70 milhões

Educação

  • Construção de 10 creches R$ 45 milhões

Novacap

  • Revitalização das tesourinhas R$ 7,5 milhões
  • Recuperação da EPIG R$ 9 milhões
  • Avenida dos Pioneiros R$ 8 milhões
  • Galeria dos Estados R$ 5 milhões
  • Reforma da ponte Costa e Silva R$ 15 milhões

Fonte: Secretaria de Obras e Infraestrutura do DF


LUCIANO CARVALHO, SECRETáRIO DE OBRAS E INFRAESTRUTURA DO DF

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