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Maia critica governo e diz que Olavo de Carvalho comanda ‘gabinete do ódio’

Maia critica governo e diz que Olavo de Carvalho comanda ‘gabinete do ódio’Foto: Band/Reprodução

Presidente da Câmara chamou assessores de Bolsonaro de 'marginais' e cobrou ações do Planalto para País superar crise

Canal Livre - Band Tv - 06/04/2020 - 07:09:31

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, em entrevista exclusiva ao Canal Livre, que o governo de Jair Bolsonaro é beneficiado por um esquema patrocinado por empresários brasileiros para espalhar notícias falsas nas redes sociais, e acusou o presidente de ser beneficiado na internet por um “gabinete do ódio” comandado no exterior pelo ideólogo Olavo de Carvalho.

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“Toda semana eles tentam criar uma nova narrativa para enfraquecer o parlamento, para enfraquecer o ministro Mandetta... O ministro Mandetta começa, agora, a ser alvo de ataques absurdos desse gabinete do ódio que é comandado do exterior por esse Olavo de Carvalho, eu já faço parte desse ataque de forma permanente, o presidente do Senado, o presidente do Supremo”, afirmou o presidente da Câmara.

Para Maia, porém, a sociedade, em meio à crise causada pela pandemia, ocupou seu espaço nas redes sociais, o que teria, segundo ele, ajudado a diminuir o impacto do esquema articulado. “Acho que a sociedade nesse momento começa a entender que há muitas informações falsas, muitas mentiras, mas, mais do que isso, muita irresponsabilidade, que tem sido, infelizmente, muitas vezes comandada pelo próprio presidente da República”, disse Maia.

Além de criticar o governo, Maia exaltou a atuação do Congresso, e afirmou que os parlamentares têm feito a sua parte ao aprovar medidas necessárias para o combate à crise causada pela pandemia. “Essas brigas paralelas, comandadas por um gabinete do ódio, comandado por assessores do presidente que são mais marginais do que assessores do presidente, não vão de forma nenhuma mudar as atitudes do parlamento brasileiro", disse.

Crítica às ações

Além de afirmar que o governo é beneficiado por um esquema patrocinado por alguns empresários, o presidente da Câmara criticou as ações do Executivo até o momento, e afirmou que o Planalto demorou a articular as medidas a serem tomadas contra as crises na Saúde e na Economia. "As coisas foram acontecendo de forma homeopáticas, diferente do que fez o governo americano, que apresentou um grande pacote ao parlamento. Assim fica mais fácil de dialogar, porque, quando você faz uma grande proposta, você vai com uma proposta onde você limita as suas possibilidades."

Para Maia, Bolsonaro age de forma diferente entre seu discurso e seus atos oficiais, o que atrapalha os demais setores na tomada de decisão. " A sinalização do presidente vai cada dia numa linha, e ela acaba, claro, atrapalhando", disse.

Segundo ele, o presidente não oficializa o que afirma em seus discursos, como acabar com o isolamento social, por exemplo, porque sua “assessoria não deixa”. "Se ele assinar alguma orientação formal, que vá contra a orientação do seu próprio ministro e da OMS, certamente ele responderá pessoalmente a essa decisão de liberar o isolamento sem ter um embasamento legal para isso", afirmou.

Atritos
Para Maia, ao gerar discordâncias em meio à crise, Bolsonaro causa atritos “desnecessários” na sociedade. “O mais grave nesse momento é a ansiedade que o governo vem gerando nas pessoas. A ansiedade gera conflitos entre pessoas, entre setores, entre Poderes, e são completamente desnecessários e irrelevantes".

Segundo o presidente da Câmara, o Planalto deveria atuar para salvar vidas e empregos em vez de gerar crises.

"Cada um precisa assumir sua responsabilidade, em vez de ficar fugindo da sua responsabilidade. Em vez de ficar criando conflitos e insegurança com a sociedade, o Palácio do Planalto poderia estar atuando para salvar vidas, para salvar empregos, para salvar a renda dos mais vulneráveis... Mas, infelizmente, alguns no Palácio preferem, junto com o presidente, esse 'gabinete do ódio', preferem continuar conflitando com o Parlamento, com o Supremo do que dar soluções, talvez porque não saibam onde encontrá-las", criticou.

Assista a entrevista:

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