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Mais 1.840 espécies em risco de extinção. Lista chega a 112 mil, incluindo espécies brasileiras

Mais 1.840 espécies em risco de extinção. Lista chega a 112 mil, incluindo espécies brasileirasFoto: Correio Braziliense

Lista chega a 112 mil: incluindo espécies brasileiras, como a ararajuba

Correio Braziliense - 11/12/2019 - 10:10:48

Quase 1.900 novas espécie foram adicionadas à Lista Vermelha de risco de extinção, elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). A entidade comunicou o acréscimo de 1.840 espécies de plantas e animais na 25ª edição da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP25), em Madri, e alertou que o aquecimento global representa uma ameaça para esses seres.


“As mudanças climáticas aumentam as múltiplas ameaças que as espécies enfrentam, e devemos agir de maneira rápida e decisiva para enfrentar a crise”, disse Grethel Aguilar, diretor-geral interino da UICN. A entidade destacou o impacto nos peixes de água doce da Austrália, dos quais 37% estão ameaçados. Desse percentual, “pelo menos 58% são diretamente afetados pelo aquecimento”, segundo Grethel Aguilar.



Um relatório divulgado, em maio, pela plataforma Científica e Política Intergovernamental sobre Serviços de Biodiversidade e Ecossistemas (IPBES) mostra que os principais fatores da queda expressiva da biodiversidade são: mudanças no uso da terra — incluindo agricultura —, superexploração (caça e pesca), mudança climática, poluição e espécies invasoras, assim como o crescimento demográfico e de consumo.


Com os novos dados, o número de espécies ameaçadas de extinção chega a 30.178. “A atualização (da Lista Vermelha) mostra que o impacto das atividades humanas na vida selvagem continua a crescer”, ressaltou Jane Smart, chefe do grupo de conservação da biodiversidade da UICN. “O próximo ano será crítico para o futuro do planeta”, com a celebração do Congresso Mundial da UICN na França, uma cúpula na China sobre biodiversidade e a apresentação de novos objetivos nacionais para combater as mudanças climáticas sob o Acordo sobre Paris, lembrou o especialista.


“Reversível”
O relatório mostra ainda que 10 espécies — oito de aves e dois de peixes de água doce — melhorara a posição na lista de ameaçados. Ao todo, a Lista Vermelha, que inclui diferentes níveis de ameaças, inclui mais de 112 mil espécies. Segundo a UICN, o fenômeno é “reversível”.


“Embora tenhamos testemunhado 73 declínios genuínos de espécies, as histórias por trás das 10 melhorias genuínas provam que a natureza se recuperará se for dada uma chance. A mudança climática está aumentando as múltiplas ameaças que as espécies enfrentam, e precisamos agir com urgência e decisão para conter a crise”, frisou Grethel Aguilar.

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