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Manifestações contra o aumento no preço da passagem no DF continuam nesta semana

Manifestações contra o aumento no preço da passagem no DF continuam nesta semanaFoto: Correio Braziliense

Festa LGBT nos 60 anos de Brasília

Alexandre De Paula-correio Braziliense - 19/01/2020 - 08:45:13

Assunto vivo


As manifestações contra o aumento no preço da passagem continuam nesta semana. O primeiro protesto reuniu, segundo organizadores, cerca de 500 pessoas. Não foi suficiente, no entanto, para convencer o governador Ibaneis Rocha (MDB) a rever a decisão. A tendência é que, estimulado também pela oposição, o movimento se mantenha vivo por mais algum tempo. Na classe política, o tema continua ressoando. Distritais da base, incluindo o presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente (MDB), criticaram o reajuste. Para completar a linha de questionamento, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e o Ministério Público de Contas (MPC-DF) pediram explicações sobre a decisão.


O deputado distrital Fábio Felix (PSol) quer que o movimento LGBT seja lembrado nas comemorações dos 60 anos de Brasília, celebrado em 2020. A ideia ainda é inicial, mas a intenção é fazer uma festa de todas as cores, com diversos blocos de carnaval, e incluir essa parcela da população, por vezes deixada de lado, nos eventos. O parlamentar procurará a Secretaria de Cultura e Economia Criativa para debater o assunto.

 (Reprodução/Agencia Brasília)


Edital para Hospital do Câncer sai em fevereiro
O GDF pretende lançar em fevereiro o edital da licitação para a construção do Hospital Oncológico de Brasília. A obra é uma parceria do Executivo local com o Ministério da Saúde. Há R$ 112 milhões assegurados para a construção em recursos do governo federal. A unidade voltada para o tratamento de câncer é um projeto antigo, que estava travado e voltou a correr no fim de 2019.


Novo golpe
Estelionatários estão usando o nome da Companhia Energética de Brasília (CEB) para aplicar golpes em moradores do Distrito Federal. A fraude é cometida por telefone. Os criminosos se passam por funcionários da 4ª Vara Federal e enganam os clientes ao afirmar que a Justiça determinou a troca dos relógios de medição e que o serviço precisa ser pago. Na ligação, os suspeitos passam um falso telefone da CEB. A estatal reforçou que não cobra instalação de medidores e que o atendimento é feito exclusivamente pelo 116.


Siga o dinheiro

R$ 20 milhões
Investimento do GDF para gestão das atividades de atendimento aos usuários na Segurança Pública, de janeiro a dezembro de 2019

Enquanto isso...

Na sala de Justiça
Diante de reclamações de deputados e dos protestos populares, o governador Ibaneis Rocha (MDB) seguirá firme na decisão que aumentou o valor das passagens de ônibus do Distrito Federal?

Só papos


“No ano passado, nós quase não conseguimos fechar as contas do transporte no fim do ano. (...) Então, é um ajuste necessário e que está bem abaixo do que seria realmente devido, mas é o que nós precisamos para equilibrar as contas.”
Ibaneis Rocha (MDB), governador do DF

“Já estive no GDF como secretária de Estado e sei das dificuldades financeiras pelas quais o governo passa. No entanto, esse reajuste deveria ser justificado pelo GDF com números que demonstrem a real necessidade dos novos valores.”
Leila Barros (PSB-DF), senadora

À QUEIMA-ROUPA

Ruy Coutinho, secretário de Desenvolvimento Econômico do DF

Qual a importância da criação de uma agência para atração de investimentos para o DF?
Em primeiro lugar, a criação dessa agência está no contexto da operação de financiamento concedido pelo Banco Interamericano Desenvolvimento (BID), de U$ 71 milhões. Dentre as exigências que eles fazem para o acordo está a criação de uma agência de investimentos. Estamos seguindo essa diretriz. Além disso, a agência vai ser uma porta de entrada única para todos os grandes projetos que venham para o DF. Hoje, fala-se com muitas pessoas e fica muito disperso, pode-se até perder possibilidades nesse processo mais difuso. Então, a agência é um canal de entrada único para os investimentos destinados ao DF. Ela também é importante na condução desses processos junto aos demais órgãos de projetos grandes que precisam da resolução de questões com outros órgãos do governo.


O que é necessário para que ela seja efetiva na prática?
Ela tem que ser criada por meio de um Projeto de Lei, aprovado pela Câmara e regulamentado pelo próprio governo. Esse é o passo inicial. Nós estamos trabalhando em cima do modelo de serviço social autônomo, que é o modelo usado em São Paulo, no Paraná. As experiências mais eficientes adotaram esse modelo. A princípio, devemos seguir esse caminho. Tivemos uma primeira reunião nesta semana, e vamos fazer uma segunda em de fevereiro. Nossa intenção é trabalhar intensamente no mês de fevereiro e submeter o projeto à Câmara em março.


Quais as perspectivas para o desenvolvimento econômico no DF para este ano?
Em termos de investimento, nós temos praticamente intenção da ordem de R$ 1 bilhão. Temos, por exemplo, iniciativas como o Hospital MD Anderson, que trará R$ 400 milhões, e a CAB Motors, com mais R$ 200 milhões. E estamos em janeiro ainda. Há outros projetos em análise. Vejo 2020 como um ano promissor, principalmente se considerarmos que a economia brasileira está reagindo e, consequentemente, a brasiliense também. A construção civil aqui no DF é muito forte e o setor está começando a avançar também. O cenário é de otimismo.


Quais foram os principais avanços alcançados neste primeiro ano de gestão?
O primeiro grande avanço foi o Desenvolve-DF, que faz a reformatação do Pró-DF. O segundo foi conseguir esse empréstimo do BID para infraestrutura. Também fizemos o lançamento das privatizações. Esses são os macroprojetos, mas há iniciativas pequenas que são importantes, como o Cartão Material Escolar e os Pequenos Reparos, que geram dinheiro e empregam. A própria agência também é um avanço, e trabalhamos nela desde o ano passado.


E quais são os maiores desafios partir de agora?
A aprovação da agência para dar celeridade aos nossos investimentos. A procura de aportes de capital de instituições estrangeiras, como o banco do Brics, com quem vamos nos reunir no início de fevereiro. Também precisamos buscar outras operações com o BID. Temos de enfrentar a questão do programa de concessões de PPPs, que é muito importante. A (privatização do) Metrô e (a concessão da) Rodoviária do Plano Piloto são fundamentais. A rodoviária é um grande ativo do DF, que está decrépito, com problemas até de violência. Mas temos condições de fazer tudo isso e realizar um bom trabalho com o apoio que o governador Ibaneis tem nos dado em tudo.


Acompanhe a cobertura da política local com @alexandrepaulas

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