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Mark Zuckerberg e Joel Kaplan: Redes sociais querem combater notícias falsas

Mark Zuckerberg e Joel Kaplan: Redes sociais querem combater notícias falsasFoto:

Gigantes da tecnologia, como WhatsApp e Facebook, ampliam ferramentas de proteção de dados e combate à proliferação de fake news e vão facilitar investigação de crimes virtuais.

Por Nelson Cilo - Correio Braziliense - 02/01/2019 - 09:34:51

A partir de 2019, a maior rede social do mundo, o Facebook, e o aplicativo de mensagens mais utilizado do planeta, o WhatsApp, deverão ser mais seguros. Os dois gigantes da tecnologia, que desde 2014 fazem parte do grupo de Mark Zuckerberg, sinalizaram mudanças importantes em seu modelo de negócios, principalmente no que diz respeito à proliferação de informações falsas, as chamadas fake news, e a utilização de suas plataformas para crimes e aplicação de fraudes virtuais.

No caso do WhatsApp, a mudança mais significativa deverá ser a redução do limite de encaminhamento de mensagens para apenas cinco contatos, segundo o site WABetainfo, especializado em antecipar notícias de bastidores do aplicativo. Atualmente, os usuários podem encaminhar mensagens para 20 pessoas, mas antes o aplicativo permitia o envio para até 250 contatos.

Com isso, segundo especialistas, vai ficar mais difícil a propagação de fotos impróprias e será mais fácil identificar a origem das informações. “Embora as mensagens pelo app sejam criptografadas, as mudanças tendem a facilitar as investigações de crimes virtuais”, afirma Marco Lucena, especialista em segurança na internet. “Se implementadas, essas mudanças significarão avanços importantes para aumentar a confiabilidade do universo virtual.” Por enquanto, o WhatsApp ainda não confirmou se a mudança realmente acontecerá.

Em 2018, o WhatsApp já havia colocado em prática outra medida para reduzir o impacto das informações feitas para serem compartilhadas em massa, com destaque para o aviso no topo da mensagem de que ela foi encaminhada A iniciativa começou pela Índia, considerado um dos países mais prejudicados pelo fenômeno das fake news, já que possui uma população de mais de 1,3 bilhão de pessoas. Lá, o limite de compartilhamento para até cinco contatos está valendo desde julho, regra que será adotada em todo o mundo.

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O Facebook confirmou que vai aumentar para 20 mil o número de funcionários dedicados a cuidar da segurança de sua rede. Eles trabalharão em sintonia com agentes do FBI para impedir a interferência em processos eleitorais.

A intenção de aumentar a fiscalização surgiu no início do ano passado, em resposta à acusação de que organizações russas tentaram manipular a corrida eleitoral americana de 2016. Os investigadores também suspeitam que os russos manipularam redes sociais, como Facebook, Twitter e YouTube. “Temos consciência de que precisamos criar mecanismos para evitar atividades enganosas e malévolas”, reconheceu o vice-presidente do Facebook, Joel Kaplan.

A decisão do Facebook de dar mais atenção à segurança de sua rede ocorre em meio à forte queda de suas ações na bolsa. Neste ano, a empresa chegou a perder mais de US$ 120 bilhões em valor de mercado. A crise surgiu depois que uma reportagem do jornal The New York Times revelou mais detalhes sobre a forma como a rede social lidou com suas principais crises dos últimos anos, colocando Zuckerberg como responsável.

Ele teria ignorado os riscos de segurança e campanhas de manipulação, enquanto a diretora operacional Sheryl Sandberg aparece como responsável por iniciativas de limpeza de imagem. Essas informações foram obtidas a partir de mais de 50 entrevistas com funcionários, ex-colaboradores, ativistas políticos, advogados e outras fontes.

No texto, segundo a reportagem, os executivos da companhia são retratados como desconectados da realidade da rede social. Um exemplo disso foi a utilização de uma publicação de 2015 em que o então candidato à Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmava ser necessária uma proibição completa na entrada de muçulmanos no país. O post foi compartilhado mais de 15 mil vezes nas primeiras 24 horas, enquanto Zuckerberg se mostrou impressionado com o alcance das palavras. Além de discordar delas, ele mesmo é o fundador de ONGs voltadas, justamente, ao apoio a imigrantes.
 

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